EDIÇÃO 23

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O CÓDIGO DA BÍBLIA


O terceiro livro da série difundida pelo jornalista americano Michael Drosnin (O CÓDIGO DA BÍBLIA III - Para Salvar o Mundo, Michael Drosnin – 225 páginas – Editora Cultrix), diz que desta vez, as profecias contidas na Bíblia, ao ter o seu texto submetido a um código de computador,  afirmam que o negro (conforme profetizado) Barack Obama pode ser assassinado e que estará ao seu alcance, evitar um ataque nuclear terrorista, causado por um homem-bomba neste ano, 2011. Fora isso, a Bíblia antecipou a grave crise econômica que o mundo vive e fala sobre o Armagedon, que está a caminho.


Na verdade, Drosnin tornou popular a teoria dos matemáticos judeus Doron Witztum, Eliyahu Rips e Yoav Rosenberg, autores de "Sequências equidistantes de Letras no Livro do Gênesis” , sendo que dois deles, Rips e Witztum foram os criadores do programa de computador capaz de traduzir os códigos secretos, a partir da teoria ELS (busca de sequências de letras equidistantes). Se um livro inteiro como o Gênesis (o primeiro livro da Bíblia, que antecede o Livro do Êxodo) é pesquisado, o resultado é uma longa sequência de letras. Ao utilizar valores diferentes para elas, pode-se gerar várias cadeias de letras entre linhas e colunas de igual comprimento. Nomes surgem de um emaranhamento, aparentemente, desconexo de letras na horizontal, vertical e diagonal. Em 1985, fizeram os primeiros testes com a teoria. A equipe israelense analisou a versão hebraica do Livro de Isaías e os primeiros 78.064 caracteres de uma tradução hebraica de Guerra e Paz de Tolstoi. Eles encontraram muitos nomes na proximidade de datas de nascimento ou morte, mas os resultados foram estatisticamente insignificantes. (O livro de Gênesis usado em seu estudo, a versão Koren, tinha 78.064 caracteres.)


Michael Drosnin, o autor do fenômeno mundial O Código da Bíblia (ou o Código Torah), o primeiro livro da série que teve início em 1997, começou a pesquisar a teoria dos três matemáticos depois que encontrou Eliyahu Rips em 1992 em Israel. Em 1994, o antes cético Drosnin encontrou uma profecia na Bíblia: o assassinato do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, o que de fato ocorreu um ano depois. O trio de matemáticos não gostou nada dessa “promoção”. Eliyahu Rips afirmou publicamente que não apoiava o trabalho de Drosnin e nem suas conclusões e Harold Gans, ex-criptologista do Departamento de Defesa dos EUA, disse que a teoria de Drosdin, de que fatos futuros podem ser decifrados através dos textos da Bíblia, é “totalmente infundada”.  “... Ele afirma que os códigos da Torá podem ser usados para prever eventos futuros. Isso é absolutamente infundado. Não há nenhuma base científica ou matemática para tal afirmação, e o raciocínio utilizado para chegar a tal conclusão é falho. Embora seja verdade que alguns eventos históricos foram mostrados para ser codificada no Livro de Gênesis em determinadas configurações, não é absolutamente verdade que toda configuração similar de palavras "codificadas" represente necessariamente um evento histórico em potencial”, afirmou Gans. O primeiro Código da Bíblia (1997) também se referia aos assassinatos de Anwar Sadat e dos irmãos Kennedy, todos profetizados.

 


O Professor Menachem Cohen da Universidade israelense Bar-llan , um estudioso da Bíblia, criticou Witztum porque existem várias outras versões em hebraico do Gênesis para a qual ELS não produz resultados estatisticamente significativos. Outros críticos, como Brendan McKay , fizeram suas próprias análises de Guerra e Paz, com resultados extremamente diferentes do que os relatados por Witztum e equipe. Drosnin disse uma vez: "Quando os meus críticos encontrarem uma mensagem sobre o assassinato de um primeiro-ministro codificado em Moby-Dick, eu acreditarei neles." McKay prontamente apresentou uma análise ELS de Moby-Dick, que previa o assassinato de Indira Ghandi, Martin Luther King, John F. Kennedy, Abraham Lincoln, e Yitzhak Rabin, bem como a morte de Diana, Princesa de Gales.


Isso significaria que os padrões em Gênesis são intencionais e que Deus é o autor final do código? Em caso afirmativo, se o Livro de Isaías, e qualquer outro livro na Bíblia, não passar no teste ELS, ele deve ser descartado? Devemos concluir que essas estatísticas confirmam a alegação de que os judeus são o povo escolhido de Deus? Um computador pode realmente ler a mente de Deus?  Para os ufólogos, não há lógica alguma em haver um Deus que só goste dos hebreus e que só profetiza para eles. Se um computador, criado no século XX da nossa Era, consegue traduzir profecias, provavelmente quem enviou as mensagens não foi “Deus”, mas um extraterrestre que sabia que os humanos decifrariam os códigos no tempo certo. Quem tem a razão?

(Carlos Lopes)

 

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O TEMPO NÃO PARA – Viva Cazuza – Lucinha Araújo (depoimento a Christina Moreira da Costa) – 256 páginas – Editora Globo.


“É a falta que nos impulsiona na vida. Estamos sempre querendo alguma coisa que não temos, por isso tentamos preencher os vazios. Também por isso sobrevivi.” Lucinha Araújo.


Há o amor desprovido de cobranças, que liberta para ser liberto, e o mais frequente, que é o amor egoísta, possessivo. Nem sempre, para dizer o mínimo, o amor é compreendido como um ato além do carnal. Que pena. Mas é assim que a humanidade caminha desde a sua criação. Errare humanum est. Como no amor e na vida, há exemplos edificantes, daqueles que suplantam toda dor e dificuldades com uma força interna invejável, como o amor de uma mãe pelo filho que partiu desse mundo.
Cazuza, que teria completado 53 anos em abril de 2011, é conhecido por ter sido vocalista do Barão Vermelho e por ter dado sequência, após a saída da banda, à uma belíssima carreira solo.  Ele também fez história ao tornar pública a sua doença em uma época com muito mais preconceito e desconhecimento.  Os comentários à época foram, como era de se esperar, jocosos: que como artista, ele usou a doença para se promover – ou para dar um tapa na cara da sociedade (a piscina cheia de ratos de ”O Tempo Não Para”). Também se ouvia que Cazuza possuía condições de se tratar, diferentemente da maioria da população, e que a sua doença era resultado de uma vida “promíscua”. A bem da verdade ou das meias verdades, o que importa é que Cazuza fez história, sempre com muita personalidade.


Para não morrer em vida, juntamente com o seu filho, Lucinha Araújo organizou um show para angariar fundos para associações que cuidassem de aidéticos, em 17 de outubro de 1990, sem imaginar que ela estava dando o primeiro passo para descobrir o próprio destino. Apesar de conhecer parte da história da fundação da Sociedade Viva Cazuza em 1991, - que cuida de crianças e bebês portadores de HIV positivo -, o que mais me impressionou no livro, apesar de saber que não seria diferente, é a dificuldade em implantar um projeto desses. As pedras no sapato foram depositadas por ONGs, pelo governo, particulares, colaboradores e até mesmo médicos. Mas, os poucos e bons que estenderam os braços para apoiar Lucinha nessa jornada foram fundamentais para a continuação da obra. É o mesmo descaso que se vê no dia a dia, dentro dos ônibus nos quais jovens não dão o lugar a idosos e grávidas. Até parece que fazer o mal é bem mais fácil e popular. E deve ser mesmo.

 


A Sociedade Viva Cazuza vive, até hoje, de direitos autorais (a cada dia menores), eventos beneficentes, de doações de poucas pessoas e de convênios eventuais com órgãos públicos. E remando a favor do preconceito, há várias pessoas, inclusive colégios que não aceitam as crianças ao receberem um cheque da Sociedade (e nós, brasileiros nos achamos tão bonzinhos).


Os primeiros bebês a serem cuidados pela Sociedade são descritos, emotivamente, como os reais fundadores da obra.  Marcel, entregue aos cuidados da Sociedade, veio com o nome “encomenda” em uma Kombi velha com faixa pintada do SUS (Ministério da Saúde). Newton, foi abandonado em um abrigo público. O pai, catador de lixo e a mãe moradora da Fazenda Modelo, para população de rua. Chegaram Inês e Fernando, que se pareciam fisicamente, mas não eram irmãos e o pequeno Marcelo de sete anos, levado pela tia que não podia mais cuidar dele. No fim de 1994, a Sociedade contava com dez crianças que necessitavam de atenção constante, médica a psicológica.


Em 1995, o inevitável ocorreu: a primeira perda. As crianças precisavam ser internadas em hospitais públicos: os particulares eram muito caros e os planos de saúde se recusavam a atender pacientes HIV positivos. E assim, foram internados Ana Clara e Marcelo. Clara reclamou que queria voltar para “casa” (a Sociedade Viva Cazuza) porque o hospital era sujo e havia uma barata em sua cama (que havia mesmo). Como ela estava pertinho do amiguinho Marcelo, os responsáveis pela Sociedade a transferiram para outro quarto, para que ela não visse a piora do companheirinho, o que veio a ocorrer: Marcelo se foi em 12 de março de 1995. Mais de setenta crianças passaram pela casa: algumas permaneceram, outras foram adotadas, outras reintegradas às famílias e umas transferidas para abrigos.
Em 2002, Lucinha descobre que tem câncer de mama e em 2008, implanta um marca-passo. A guerra não para, assim como o tempo e a guerreira não pode parar.


Transcrevo uma última declaração de Lucinha, prova de que o amor supera barreiras, inclusive físicas: “Outro dia, acordei no meio da noite e vi Cazuza, ali ao pé da cama. Olhei para ele várias vezes, abri e fechei os olhos para ter certeza, e  aos poucos, seu rosto foi mudando – estava mais velho com barba. Depois, olhei de novo e vi uma mulher, já idosa, que deitava a cabeça em seu ombro. Quis acordar João (o marido), mas não ousei. Reconheci minha mãe e gostei de saber que ela está com Cazuza.”


Amém, Lucinha.

(Carlos Lopes)

 

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O CÓDIGO DE ÓRION – O fim do mundo será mesmo em 2012? – Patrick Geryl – Pensamento.

 

O que ocorrerá em 21 de dezembro de 2012? Acordaremos como todos os dias ou seremos extintos?

 

A partir da primeira edição de “Eram os Deuses Astronautas” que comprei, li tudo o que fosse misterioso ou sobrenatural, livros que diziam que somos descendentes de extraterrestres;  transcomunicação com os mortos até a profecia da Grande Pirâmide no Egito, que segundo alguns, profetiza que o mundo enfrentará um problemão em 2012. O astrônomo e escritor belga Patrick Geryl , especialista no assunto final-do-mundo-no-ano- que-vem, escreveu nove bem documentadas obras sobre o tema (“O Código de Órion” - o primeiro livro dele –  "Cataclisma Mundial em 2012" e "Como Sobreviver a 2012" entre outros). Suas teorias são bastante populares, mas também controversas.

 

Geryl afirma em O CÓDIGO DE ÓRION, através de cálculos e profecias que o campo magnético da Terra se inverterá, o que fará o planeta girar ao contrário. Como consequência, as placas tectônicas se erguerão, o céu se tornará vermelho, o ar ficará irrespirável, terremotos e maremotos destruirão o que encontrarem pela frente. A Europa e os Estados Unidos, ou seja os países do Equador “pra cima”, imergirão em um ambiente polar.

 

Sincronisticamnte, em um sábado, dia 17 de agosto de 1996, Geryl comprou um jornal para ler uma entrevista que ele havia dado, mas ao invés disso encontrou um artigo sobre a correlação entre as pirâmides de Gizé e a constelação de Órion, que citava o astrônomo Gino Ratinckx, por coincidência vizinho de Geryl. O escritor fez o contato e explicou a Gino as suas teorias. O vizinho arqueoastrônomo entregou um livro a Geryl, Le Livre de l´au-delà de la vie (O livro de além da vida) de Albert Slosman (autor também de O Grande Cataclismo), que contradiz a tradução dos Livro Egípcio dos Mortos: é Livro da Luz e não Livros dos Mortos. Parte da resposta estava lá: que uma catástrofe mundial havia ocorrido com o planeta. O Belga leu mais e mais obras sobre profecias, atlantes e cataclismos até ter certeza absoluta de que as pirâmides de Gizé não eram apenas reproduções das posições do cinturão de Órion, mas um aviso: de que a Terra havia sido afetada por fogo e inundações e que tudo ocorreria de novo. A disposição das pirâmides é semelhante à das estrelas de Órion em 9792 a.C. e em 2012. E terrivelmente, Órion domina os céus estelares (norte e sul) setentrional e meridional, ou seja exatamente no centro. Para o autor do livro, um mal sinal. As pirâmides, como um gigantesco relógio em funcionamento, alertariam as futuras gerações sobre um passado que seria o futuro, ou pior: o nosso presente. No ano 10.000 a.C, os atlantes tinham tanta certeza da correlação entre o campo magnético do Sol e um acontecimento catastrófico sobre a Terra, que decidiram orquestrar um êxodo. Durante 208 anos fizeram os preparativos necessários. Os maias e os egípcios, como descendentes dos atlantes, predisseram uma catástrofe similar mas mais violenta, para o 21-22 de dezembro de 2012, quando uma gigantesca inversão do campo magnético do Sol provocará labaredas solares incrivelmente grandes que emitirão trilhões de partículas que alcançarão os pólos terrestres e estes "arderão em chamas". Devido ao contínuo fluxo de eletromagnetismo, os campos magnéticos da Terra sobrecarregarão. Quando os pólos se encherem de auroras, o campo eletromagnético interior da Terra se sobrecarregará e estalará. A eletrônica sensível atual se 'queimará' em um instante. Literalmente, todos os aparelhos serão destruídos e os dados se perderão para sempre.

 

Juntos, os dois belgas confirmaram o que as profecias maias já anteviam: que haverá uma explosão solar que causará a reversão dos polos terrestres em 2012. Os autores foram pesquisar in loco no próprio Egito e deixaram o país certos de que as três grandes pirâmides do Egito, se alinham às três grandes pirâmides de Teotihuacán e as duas às três estrelas do cinturão de Órion, as três Marias. Os cálculos de Gino confirmaram que as posições de Òrion (Deus que julga as almas humanas) e Aldebarã (a estrela mais brilhante da constelação de Touro) coincidem com a data de 21/22 de dezembro de 2012 ( “Vênus morrendo” e “Plêiades elevando-se”) e que esse mesmo fato ocorreu três vezes em doze mil anos: sempre uma catástrofe de proporções mundiais. A significativa conclusão que se pode extrair disto é que, tanto os maias como os egípcios, seguiram Vênus de maneira precisa porque sabiam que se reacenderia no céu quando se produzir o próximo cataclismo! Daí o código Vênus-Órion. Gino calculou que um cataclismo anterior havia ocorrido na era de Leão (10960 a 8800 a.C.) e para ambos ficou claro, através de vários dados que os egípcios e os maias descendiam dos atlantes, povo praticamente destruído em uma catástrofe. Os sobreviventes atlantes construíram suas pirâmides, já com o nome de maias e egípcios, como um alerta para as futuras gerações.  

Charles Hapgood, autor do livro The Path of the Pole, confirma que encontrou três posições diferentes do Pólo Norte e que o Oceano Ártico havia se deslocado de sua posição há 12.000 anos. A Atlântida teria sido parcialmente destruída em 21 de fevereiro de 21312 a.C. e o norte ficou enterrado sob o Pólo Norte, que já existia nessa época. O deslocamento da Terra, ocorrido em 27 de julho de 9792 a.C. enterrou totalmente a Atlântida (depois da mudança dos pólos) debaixo do Pólo Sul. Dados de geólogos atuais comprovam a ocorrência de inversões de polaridade no planeta a cada 11.500 anos. Durante esse desastre, os mamutes, os tigres com presas de sabres, os toxodontes (mamíferos da América do Sul) e dúzias de outras espécies, extinguiram-se. Em uma futura catástrofe em 2012, os Estados Unidos seriam deslocados para o atual Pólo Norte (futuro Pólo Sul), a água no porto de Nova Iorque de repente desaparecerá e no Brasil surgirão praias de quilômetros e quilômetros de comprimento.

 

Em seu livro, Patrick Geryl inclui vários cálculos e adiciona dados colhidos de várias fontes: astrologia, história, matemática, arqueologia (um centro astronômico construído pelos Atlantes no Egito e descrito por Heródoto), um vínculo matemático entre o ciclo das manchas solares e a precessão (mudança) do zodíaco, a decifração do Códice Dresden (o mais elaborado e o mais importante dos códices maias) e estudo profundo do zodíaco astronômico egípcio.

 

Patrick Geryl alerta:

1. Nossa civilização dependente do computador, destruir-se-á pela inversão do magnetismo solar, o qual enviará uma nuvem de partículas carregadas eletromagnéticas ao espaço. Então, os pólos paralisarão, produzir-se-á um deslizamento da crosta terrestre e a isto seguirá uma gigantesca onda.

2. A tormenta solar e a inversão dos pólos destruirão todos os equipamentos eletrônicas. Como resultado, perder-se-á completamente o 99,9999999% de nossos conhecimentos em tão somente umas poucas horas.

3. O deslizamento geológico da crosta terrestre e a onda gigantesca destruirão as bibliotecas e os livros, para sempre.

 

 

 

 

Os números codificados de Vênus.

Os egípcios e os maias usaram estas observações do planeta Vênus, para achar uma conexão entre os cataclismos. Qual é o número de Vênus? Isso é fácil de responder: 584. Este é o ciclo sinódico de Vênus em dias. Os ciclos sinódicos do planeta Vênus ao redor da Terra mostram flutuações marginais na duração, entre 581 e 587 dias.

Duração                                       Era                            Duração acumulada dos ciclos
estabelecimento da Atlântida
864                                            Libra                                                   864
2.592                                       Virgem                                                3.456
2.448                                         Leão                                                  5.904
Cataclismo. Ano 29.808 a.C. Primeira inversão polar! A Terra começou a girar no sentido contrário. O Este se converteu no Oeste, e vice-versa.

1.440                                          Leão                                                  1.440
2.592                                       Virgem                                                 4.032
1.872                                         Libra                                                   5.904
1.872                                      Escorpião                                              7.776
720                                          Sagitário                                               8.496

Cataclismo: Ano 21.312 a.C. A Terra girou 72 graus no zodíaco em meia hora!
Isto é incrivelmente rápido!

Observação: Não é uma inversão polar, mas um rápido giro na mesma direção!

576                                         Aquário                                                  576
2.016                                       Peixes                                                  2.592
2.304                                        Áries                                                   4.896
2.304                                       Touro                                                   7.200
1.872                                     Gêmeos                                                  9.072
1.872                                      Câncer                                                 10.944
576                                          Leão                                                   11.520

Cataclismo: Ano 9792 segunda A.C. inversão polar!

Total de anos do começo: 5.904 + 8.496 + 11.520 = 25.920 = data de uma precessão = fim da Atlântida!

Leão                                       1.440                                                     1.440
Câncer                                    3.312                                                     1.872
Gêmeos                                  5.184                                                     1.872
Touro                                     7.488                                                     2.304
Áries                                       9.792                                                     2.304
Peixes                                    11.803                                                     2.012

 

2012: PRÓXIMO CATACLISMO?

 

(Carlos Lopes)

 

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CosMos – Unindo Ciência e Espiritualidade para um novo entendimento do universo e de nós mesmos. Ervin Laszlo e Jude Currivan – 208 páginas – Cultrix.

“A ciência sem a religião é aleijada e a religião sem a ciência é cega.”
“Deus sempre escolhe o caminho mais simples.”
“Todas as religiões, artes e ciências são ramos da mesma árvore.”


Albert Einstein.

 

Não há mais por que reclamar.

Nos tempos antigos, muitas informações, que hoje são dadas de bandeja eram conseguidas a muito custo. Isso sem falar na compreensão das mesmas, algo bem mais sutil e complexo do que parece. O filósofo, futurista e cientista sistêmico, autor de mais de 80 livros, Ervin Laszlo (indicado duas vezes ao Prêmio Nobel da Paz), juntamente com a cosmóloga, agente de cura e mística, Jude Currivan, explicam em CosMos, que o propósito do ser humano é ser cocriador consciente do próprio futuro. As pessoas podem e estão literalmente mudando a face da Terra, e a consciência humana está se expandindo à medida que os antigos paradigmas já dão lugar a novos conceitos. Todas as “crises” atuais são resultado da percepção humana limitada. Este livro nos mostra que caminhos para uma nova civilização, em harmonia com a Terra e com o todo, já estão abertos. O que chamamos de "realidade" e o Cosmos estão totalmente integrados.

Para alguns leitores que pretendem encontrar as respostas para as suas humanas crises, este pode não ser o livro ideal, exatamente por explicar detalhadamente, assuntos que não parecem muito populares ou facilmente compreensíveis para muitos, mas ao mesmo tempo, é essa rica explicação teórica, que comprova que o conhecimento dos antigos, estava estranhamento correto. A ciência enfim, caminha para se aliar à espiritualidade e vice versa, exatamente como Einstein previra.

Graças à descoberta da não localidade das entidades quânticas – a natureza entrelaçada das partículas gêmeas – sabemos hoje que o universo é, inerentemente, uma totalidade. Basicamente é como se uma partícula, que tivesse uma irmã gêmea, repetissem os mesmos movimentos, mesmo à distância. Isso prova que ações e pensamentos, por exemplo, interagem e afetam a realidade. Na biologia, há cada vez mais evidências, de que o “molde” informacional de um organismo é uma parte dele que é tão real quanto as suas células, coração ou membros. E que todos os organismos – inclusive nós mesmos – são “sistemas quânticos macroscópicos” que não podem ser reduzidos à soma de suas partes. Em 2005, moléculas orgânicas complexas foram entrelaçadas com sucesso, mostrando que, em teoria, não há limite de escala para tais estados entrelaçados. As evidências mostram que os sistemas “naturais”, como os padrões meteorológicos são holográficos, mas que organismos biológicos, ecossistemas e os fenômenos “feitos pelo homem” (sistemas econômicos inclusive) e até a web, estão todos interligados. A teoria mais recente afirma que o nosso universo, foi informado no seu nascimento por um universo anterior, tornando-se assim, progressivamente mais bem informado, o que confirma a visão dos sábios védicos da Índia. Passado, presente e futuro: uma mesma realidade.

Dados e informações medem e descrevem o passado, enquanto o conhecimento que surge de tal percepção nos permite avaliar o presente e forma um degrau, ou trampolim para percebermos as possibilidades do nosso futuro. Entretanto, em nossa época de computadores, somos ensinados a conceber a informação de uma maneira limitada, em forma de símbolos, números ou da sintaxe formal da linguagem verbal e escrita.
Nosso uso comum da palavra informação descreve essencialmente dados “brutos”, sem contexto ou significado. Porém, no sentido científico emergente, a informação é muito mais do que isso – ela é  a natureza fundamental da realidade. Tudo o que chamamos de realidade “física” é, em última instância, ordenado de maneira harmônica e holográfica. Sendo assim, não há como nos excluir da natureza holográfica e coerente do universo.

A medição do Q.I. humano, que reflete nossa capacidade intelectual, não muda significativamente desde a infância. Em 1996, o psicólogo Daniel Goleman descobriu que o sucesso na vida prece depender menos do Q.I. e mais de nossa capacidade para desenvolver e lidar com nossa inteligência emocional, ou seja: o nosso coração. Os nossos pensamentos, emoções e ações e suas consequências sobre as outras pessoas.
Estamos despertando para a compreensão de que somos parte integral do mundo-totalidade. O que chamamos de realidade é mediado por relações, assim como os princípios da natureza. A dança das experiências humanas é compartilhadas por miríades de polaridades, cuja interação entre luz e sombra dá origem às nossas percepções e as reflete. O que percebemos como mundo “físico” é incompleto.
Há mais de dois mil anos, Buda descreveu o Cosmos como uma teia de fios dourados unindo miríades de joias multifacetadas, cada uma delas refletindo a luz de múltiplas nuances de todas as outras. Sua bela e simbólica visão está sendo comprovada pela ciência moderna, nos mais longínquos estudos sobre a consciência.

Jude e Ervin explicam em detalhes essa nova visão de como o ser humano pode se relacionar com o mundo, como um ser criador e consciente. Tudo isso, embasado pelas mais recentes pesquisas científicas nos campos da física e da cosmologia.

Uma das últimas partes do livro, a que se refere à felicidade, mostra, a partir de estudos sociais, que os passos para alcançar essa meta são simples: se desligar do dinheiro e do materialismo, desenvolver boas habilidades sociais, buscar objetivos significativos e ter prazer no que se faz, desfrutar as pequenas coisas da vida, manter-se ativo, equilibrar trabalho e lazer, atuar como voluntário em ajudar as pessoas e manter o senso de humor.

E quando a ciência, tão complexa, comprova a simplicidade de ensinamentos simples, todos ficam felizes, inclusive o nosso querido Einstein.

 

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DESCOBRIDORES DO INFINITO – A Vida Espiritual de Atletas Radicais e Suas Experiências de quase Morte, Paranormal e o Contato com o Além – Mary Coffey - 256 páginas – Lafonte.


A premissa deste livro é fantástica e de certa forma, “incômoda” para os cartesianos: de que a prática de esportes radicais pode levar os desportistas à experiências com o divino e em alguns casos, de quase morte. E.Q.M. são estágios em que a nossa consciência parece sair do corpo físico, mas nos quais não há morte. Ao planarem sobre os corpos, que dormem ou estão inconscientes, as consciências despertas nos dão a dimensão de que o corpo é apenas uma parte e não a totalidade, e nos mostram que a consciência age independentemente do corpo. É bastante comum, retornar à vida com as lembranças da experiência, com as memórias do quase “pós-vida”.
A sobrevivência dos esportistas depende de manterem o foco constante e a atenção na escorregadia natureza. Um acidente ocorrido em uma fração de segundos, os faz recorrer à experiências passadas. Esse é o processo que os estudiosos chamam de “fatias finas” em que são descobertos padrões em situações e comportamentos baseados em segmentos muito exíguos da experiência. É o que se chama de intuição, ou melhor ainda, de “saber sem saber”. Uma experiência incrível que a autora teve, e que não conseguiu explicar racionalmente, foi a de ter sido ajudada pelo “espírito de um rio”, que impediu que bandidos a assaltassem. A autora e jornalista inglesa Coffey escreve colunas sobre esportes radicais e também pratica algumas dessas modalidades. Ela nunca havia pensado em semelhante tema antes, assuntos espirituais, mas apesar de sua anterior incredulidade, ela confessa que só se deu conta do assunto, ao viver 3 experiências, sendo que a mais forte delas ocorreu em uma viagem. Ao escalar o Scafell Pike, na Inglaterra, Coffey sonhou que o namorado, que estava escalando o Everest no Himalaia, havia morrido. De fato, três semanas depois, ela comprovou a morte do namorado, durante a tal escalada no Himalaia. Fora que, mesmo desencarnado, o namorado voltou a visitá-la e isso acabou com as suas dúvidas. Essa experiência a levou a pesquisar o assunto e surpreendentemente ela comprovou que durante a prática de esportes radicais, nos momentos mais extremos, alguns praticantes têm experiências de cunho espiritual. Entre os entrevistados, pelo menos os que resolveram falar e deixar os pudores de lado, havia mergulhadores de profundidade (Tanya Streeter, campeã mundial), alpinistas (Dean Potter), paraquedistas, praticantes de voo livre, surfistas, o montanhista himalaico Lou Whittaker, o piloto de longa distância Dick Rutan, e o pioneiro no esqui Kristen Ulmer, entre outros. Para embasar a pesquisa, a autora buscou análises de cientistas, além de estudar filosofia e espiritualidade. Em uma pesquisa feita pelo instituto Gallup nos Estados Unidos em 2005, entre mil entrevistados, 47% acreditam em percepção extrassensorial; 32% em fantasmas; 26% em clarividência e 21% na possibilidade de contato com os mortos.

 

Depoimentos:


“Passei boa parte dos meus 20 anos me drogando. Quando fui apresentada à escalada no gelo, descobri um novo tipo de risco, que canalizava minha energia desassossegada. Escaladores são viciados, não na atividade em si, mas no estado mental, que a escalada lhes proporciona. Hoje sei que escalar e fazer o trabalho espiritual são atividades que se completam, uma alimenta a outra. Estava em meditação profunda, quando chegaram as mensagens da minha amiga Karen McNeill, que havia desaparecido durante uma escalada. Oficialmente, o pessoal da expedição que foi procurá-las, disse que ela e uma amiga foram derrubadas pelos ventos da montanha. Recebi visões de como ela havia morrido e foi dentro de uma caverna. McNeill me enviou visões do que ela havia vivido, antes de morrer. Eu a via tão relaxada quanto possível, em uma caverna no gelo. Captei o medo e a ansiedade dela, ouvi o ronco dos aviões em sua busca. O que ela queria é que recuperassem o seu corpo e essa era a minha missão.”
(Margo Talbot)


“Fui guiado durante uma terrível tempestade no K2, o segundo pico mais alto do mundo, com o auxílio de espíritos das montanhas e do fantasma de um escalador que tinha morrido naquela encosta. Uma coisa eu sei: depois que você tem essas experiências, fica mais fácil passar por elas novamente. Você abre o canal. Por isso é que eu queria escalar sozinho e indo por trilhas tão difíceis. É uma espécie de vício espiritual.”
(Carlos Carsolio, escalador mexicano)


“Senti que estava sintonizado com algo muito maior do que eu mesmo, algo muito maior do que o planeta visível pela janela do console da Apollo 14. Algo incompreensivelmente grande. Até hoje, aquela percepção ainda me tira o fôlego... olhando mais além da Terra e enxergando a magnificência do panorama todo, tive um instante de compreensão de que a natureza do universo não era o que tinham me ensinado. Minha noção de separação, da relativa independência do movimento daqueles corpos cósmicos, foi feita em pedaços. Fui inundado pela sensação de uma nova compreensão, associada à experiência de uma harmonia generalizada, à interligação com os corpos celestes em torno de uma espaçonave... lembro vividamente de saber que eu estava separado das estrelas e dos corpos planetários, mas ao mesmo tempo saber que eu era uma parte integrante do mesmo processo. Não havia uma sensação de união e totalidade com o cosmo, mas de dualidade.”
(Edgar Mitchell, o sexto homem a pisar na Lua em 1971)

 

“Um instante antes de Thomas entrar no carro, para subir ao penhasco a 480 metros e saltar de paraquedas, eu me aproximei para lhe dar a mão. Só que isso não era uma coisa que eu normalmente fazia. Thomas reagiu de uma maneira também incomum, ele fincou os olhos em mim e disse: “Nunca mais me olhe desse jeito.” Thomas entrou no carro sem falar nada e se foi. Vimos quando ele correu pelo ponto de saída e o perdemos de vista. Alguns segundos depois, meu celular tocou. Era uma das pessoas da equipe gritando. Thomas tinha aberto o paraquedas muito depois da hora. Quando seus olhos ficam travados em outra pessoa, às vezes você vê um espelho de si mesmo. “Nunca mais olhe para mim desse jeito.” Meia hora depois de Thomas ter dito isso, ele estava morto. Eu acredito que eu tive uma premonição da morte e isso transpareceu no meu olhar, que Thomas percebeu e isso confirmou, em algum nível, o que ele já sabia.”
(Shaun Ellison, que salta de BASE jump).

 

Trecho de entrevista com a autora para mteverestmindcamp.wordpress.com.

 


Como você descreve a importância dos insights em suas viagens pelo mundo?


Eles me ajudam a entender que o meu impulso espiritual está conectado à Terra, à natureza. Quando nos aventuramos em explorar o mundo selvagem, deixamos a segurança de lado e nos conectamos à intuição, que reproduz o estado em que nossos ancestrais viviam, quando o perigo era mais presente. Esses caçadores viviam em um estado de constante perigo, o que fazia suas intuições serem mais fortes e em maior harmonia em um meio ambiente que venera os elementos, os animais selvagens. A vida deles era conduzida pela espiritualidade conectada à terra. Isso ainda está dentro de nós, e explica por que pessoas se reencontram em locais distantes, se reconectam quando estão nesses lugares. Quando eu estava praticando caiaque na Índia no rio Ganges, fiquei profundamente comovida pelos rituais que vi ao longo do caminho, como os peregrinos fazendo lingams, o símbolo fálico de Shiva, na lama e os espargindo com flores e os oferecendo em suas mãos ao sol nascente. Durante nossa viagem de seis semanas, segui a tradição hindu de me imergir três vezes no rio a cada dia, para pedir a proteção à deusa que eles acreditam viver em suas águas. Foi um ato instintivo. Depois eu perguntei se estava enlouquecendo, mas o meu trabalho com o livro, me mostrou que eu simplesmente havia percebido minha ligação profunda com a terra, com o rio no qual eu estava viajando. Ah, e por falar nisso, eu nunca fiquei doente naquela expedição, apesar de todas as imersões e de ter bebido a água do Ganges em várias ocasiões!

Em sua entrevista na rádio com a Oprah, você menciona que ao entrarem em contato profundo com a natureza, alpinistas e outros aventureiros fortalecem a intuição interior ou o sexto sentido que todos nós temos, ainda em estado adormecido. Para alguém que não está inclinado a ser atlético ou aventureiro, como se pode descobrir e despertar esse sexto sentido na vida cotidiana?
A abertura a esse sexto sentido pode ocorrer em uma experiência de quase morte, através de um luto ou experiências extremas. Hoje, percebo que se abrem canais para outros reinos de consciência. Mais tarde, quando expandi meus próprios limites durante uma das expedições de caiaque, eu me conscientizei disso novamente. Para ter contato profundo com a natureza, não é preciso que você se atire de um penhasco. Isso pode acontecer no seu quintal ou na sua varanda. O que poderia ser mais elementar do que plantar uma semente no solo, alimentar o crescimento da planta, comer seus frutos ou desfrutar de suas flores? A chave é estar aberto ao milagre e prestar atenção. Da janela do seu apartamento, se pode prestar atenção aos ciclos da lua, para que direção o vento está indo, como as mudanças das nuvens pressagiam uma mudança no clima. Você pode estar em qualquer cidade e pensar em como uma árvore cresce em meio ao concreto, e em todos os pássaros que se abrigam em seus ramos. Ou, simplesmente, como é maravilhoso estar de pé em um planeta que está girando através do espaço!

 

 

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