EDIÇÃO 23

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BEN WATERS / DAVE MATTHEWS BAND - Italy / DVD DAVE MATTHEWS BAND - Londres  /  DUKE ELLINGTON e LOUIS ARMSTRONG  /  JEFF BECK / TWISTED SISTER / RORY GALLAGHER  /  SIN-ATRA  /  ALCATRAZZ  /  URIAH HEEPRAIMUNDOS /  DUFF McKAGAN´S LOADED THE JEFF HEALEY BAND /  NILS LOFGREN /  HEART KATHERINE JENKINS  /  HEAVEN & HELL / CLIFF RICHARDCARRO BOMBA

 

 

CD BEN WATERS – Boogie 4 Stu – A Tribute To Ian Stewart – ST2

 

“Sem a sua sabedoria e organização, os Stones não teriam sido nada. Os Stones também foram a banda dele” - Keith Richards.


Este CD é um tributo ao já falecido pianista Ian Stewart (aquele que ficava lá no fundinho, bem escondidinho, mas que tocava nos shows dos Rolling Stones e também trabalhava como road-manager da banda), falecido em 1985. Apesar de ser mais conhecido por ter trabalhado com os Stones, Stewart também gravou com o Led Zeppelin (Boogie With Stu), Howlin’ Wolf e The Yardbirds. Boogie 4 Stu foi produzido pelo amigo e também pianista Ben Waters, músico do A, B, C and D of Boogie Woogie, banda na qual o baterista dos Stones, Charlie Watts, também toca. O álbum foi mixado por Glyn Johns (outro que trabalhou muito com os Stones) e a capa foi desenhada por Sir Peter Blake, mais conhecido pela suprema capa Sgt. Pepper´s dos Beatles. Inicialmente planejado por Waters para ser um álbum solo, o primeiro a se convidar foi Charlie Watts; em seguida o pianista quis alugar o estúdio de Jools Holland que disse que só alugaria de “graça” desde que pudesse tocar no álbum; e como não poderia ser diferente, Waters convidou a sua prima, PJ Harvey. O projeto tomou tal vulto que Waters fez questão de que todos os envolvidos tivessem conhecido pessoalmente ou tivessem Stewart em seus corações, como um elo inquebrantável. O disco foi praticamente gravado ao vivo, em poucas sessões e entre os destaques temos uma versão para Watchin’ The River Flow de Bob Dylan (com Mick Jagger nos vocais e gaita, Keith Richards na guitarra, Charlie Watts na bateria, Ronnie Wood na guitarra e Bill Wyman no baixo – Essa foi a primeira vez que o baixista gravou com seus antigos colegas desde 1992!). Simplesmente, o álbum fecha com o clássico “Bring It On Home” de Sam Cooke tocada por Ian Stewart com o Rocket 88 no Festival de Jazz de Montreux. Um trabalho de classe, imperdível.

 

 

 

DAVE MATTHEWS BAND - Live In Europe - Lucca - Italy - 2009 (CD triplo) – ST2

 

Dave Matthews é um cara abençoado (e sua banda também). O que prova o poder da vontade, do talento e da música.


A Dave Matthews Band – que já vendeu mais de 35 milhões de cópias de CDs e DVDs - é composta por Carter Beauford (bateria), Stefan Lessard (baixo), pelo sul-africano Dave Matthews (vocais, violão) e por Boyd Tinsley (violino). A banda foi fundada na Virginia, Estados Unidos no início dos anos 90.O pacote DMB Europe 2009 inclui Dave Matthews Band: Live from Lucca, um lançamento com três CDs gravados pelo grupo em 5 de Julho de 2009 em um show de 3 horas e meia ocorrido em Lucca na Itália e também o DVD Across the Pond, gravado em 26 de Junho de 2009 na Brixton Academy em Londres, Inglaterra. No exterior, os discos foram lançados juntamente com um livro de fotos de C. Taylor Crothers, que documentou a excursão europeia de 2009. O sucesso do CD Big Whiskey and the GrooGrux King de 2009, que alcançou o primeiro lugar nos 200 mais da Billboard, mais o título de Artista da Década pela revista americana Pollstar, e o 7º lugar no Top de Turnês da Década da revista Biilboard, os tornou a banda com maior número de shows e de espectadores na lista. Dave Matthews Band aproveitou a excursão para prestar suas sinceras homenagens a um dos companheiros de banda, também fundador do grupo, o saxofonista LeRoi Moore, morto em Agosto de 2008. Isso entre várias crises internas e pessoais que quase levaram a banda à extinção.DMB Europe 2009 foi concebido como complemento para a edição super deluxe de Big Whiskey And The GrooGrux King, com uma caixa que acomoda os dois boxes. O álbum de estúdio ganhou disco de platina durante as primeiras semanas de seu lançamento e recebeu 2 indicações ao Grammy (Melhor Disco de Rock e Disco do Ano).


CD 1:
01. Don't Drink The Water / 02. Shake Me Like A Monkey / 03. You Might Die Trying / 04. Seven /
05. Funny The Way It Is / 06. So Damn Lucky / 07. Everyday / 08. Crash Into Me


CD 2:
01. #41 / 02. Spaceman / 03. Corn Bread
04. Lying In The Hands Of God / 05. Jimi Thing / 06. Why I Am / 07. Dreaming Tree


CD 3:
01. Alligator Pie / 02. Ants Marching / 03. Gravedigger / 04. Dive In / 05. Two Step / 06. Rye Whiskey
07. Pantala Naga Pampa / 08. Rapunzel


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DVD DAVE MATTHEWS BAND - Live In Europe - Brixton Academy - Londres – 2009 – ST2


Dave Matthews Band: Across The Pond foi filmado na famosa Brixton Academy em Londres em 2009 em duas noites. O grande atrativo do DVD, além da maravilhosa música que soma pop, rock, funk, soul e jazz, é o elo musical que existe entre a banda, mesmo sob tantas pressões internas e externas. Realmente, a música pode e cura tudo.
Dirigido por Sam Erickson (Documentário The Road to Big Whiskey Documentary), foi filmado com dez cameras HD em 26 de Julho de 2009. O DVD inclui 5 faixas gravadas no dia anterior. Os músicos são o guitarrista Tim Reynolds, o saxofonista Jeff Coffin (da banda Béla Fleck and the Flecktones) que se fundiu perfeitamente com o baterista Carter Beauford. A sessão de metais é completada pelo insubstituível trompestista latino Rashawn Ross, que também se junta a Carter Beauford nos vocais de apoio. Curiosamente, e apesar da batalha do empresário, trechos de músicas de outros artistas tocadas nesse show, não foram autorizadas, como I'll Be There de Michael Jackson, que havia falecido no dia anterior ao show (Outras vetadas foram Stairway to Heaven do Led Zeppelin (tocada durante All along The Watchtower) e um riff de Heartbreaker (tocada por Tim Reynolds durante Anyone Seen The Bridge).

DVD:
01. Intro /02. Don't Drink The Water /03. Squirm /04. So Damn Lucky /05. Shake Me Like A Monkey
06. Crash Into Me /07. Funny The Way It Is /08. So Much To Say /09. Anyone Seen The Bridge?/Too Much
10. Lie In Our Graves /11. Seven /12. Why I Am /13. #41 /14. You & Me /15. Lying In The Hands Of God
16. All Along The Watchtower /17. Gravedigger /18. Alligator Pie /19. Tripping Billies


Extra Tracks:

20. Dive In / 21. Time Bomb / 22. Spaceman / 23. Two Step

 

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DVD DUKE ELLINGTON e LOUIS ARMSTRONG – The Definite Collection (2 DVDs e  2 CDs) – ST2

 


Duke Ellington (Edward Kennedy Ellington), nascido em 29 de abril de 1899, é um dos maiores músicos e compositores de jazz. O apelido de duque (Duke) se deve à sua nobreza e ao fato de estar sempre bem vestido. O ponto destoante eram as olheiras enormes, devido ao fato de o maestro pouco dormir, com receio de que suas ideias para novas composições se perdessem. Ellington é o criador do jungle style (estilo da selva), quando os metais da orquestra “em brasa” mandavam ver. O trompetista Bubber Miley, que inaugurou esse caminho “selvagem”, também o sedimentou, o que ocorreu nos anos em que Ellington tocou no renomado Cotton Club, entre 1927 a 1932, exatamente para “obrigar” o público a dançar. Seu estilo de piano era do tipo ragtime, e seu primeiro conjunto em 1922, foi um quinteto com o baterista Sonny Greer e o saxofonista Otto Hardwicke. Em sua biografia "Music is My Mistress" (A Música é Minha Amante), Ellington conta que ele e seus quatro músicos chegaram a dividir uma salsicha como jantar. Duke regeu orquestras e fez arranjos de obras dos grandes clássicos, como Mozart, Schubert, Bach, e Brahms. "A orquestra é o meu instrumento", costumava dizer. Nos anos 1920, mudou-se para Nova Iorque, onde viveu sua fase áurea. Os concertos no Carnegie Hall foram memoráveis, em especial a suíte "Black, Brown and Beige", de 1943, inspirada na história da América negra. Boa parte de suas mais famosas composições foi construída a partir de melodias improvisadas pelos seus músicos. Entre suas obras destacam-se quatro álbuns feitos com a colaboração de seus melhores solistas: "The Blanton - Webster Band", "Black, Brwon and Beige" e "The Duke's Men". Nos anos 1960 e 70, fez várias turnês internacionais, do Japão à América Latina. A orquestra veio ao Brasil, em 1968 e 1971. Além dos concertos sacros, fez nesse período as trilhas dos filmes "Anatomia de um Crime" e "Paris Blues". Ele se apresentou para todo mundo, do povo à Rainha Elizabeth II e ao presidente Nixon, e foi condecorado pelo governo dos Estados Unidos com a maior honraria civil, a Medalha Presidencial da Liberdade. Quando se preparava para a festa de 75 anos (em 1974) foi hospitalizado com câncer e seu estado de saúde se agravou, falecendo um mês depois.


DVD


1. Take The `A Train
2. Satin Doll
3. Stormy Weather
4. Blow By Blow
5. Jam With Sam
6. A Bundle Of Blues
7. Things Aint What They Used To Be
8. VIP Boogie
9. Kinda Dukish
10. Bugle Call Rag
11. I Got Rhythm
12. Black And Tan Fantasy

CD


1. Indiana / 2. Pretty Woman / 3. Caravan
4. Oh Babe! Maybe Someday / 5. Frankie & Johnny
6. Sweet Georgia Brown / 7. Honeysuckle Rose / 8. Amor / 9. Dont Get Around Much Anymore / 10. Rose Of The Rio Grande / 11. Azure / 12. Rockin In Rhythm / 13. Harlem Speaks

Bonus Track: 14. I Got Rhythm

Louis Daniel Armstrong
, nascido em agosto de 1901, é, provavelmente, o músico de jazz mais famoso do século XX. “Satchmo”, como ficou conhecido, começou a tocar aos 12 anos, em uma banda amadora em uma casa de correção juvenil em New Orleans, onde estava detido por ter disparado uma arma para cima na passagem de ano novo. Com 14 anos e já livre da prisão, trabalhou vendendo papéis velhos, carregando peso nas docas e vendendo carvão. Começou também a tocar em casas noturnas e nas grandes barcas do rio Mississipi.


Na zona da prostituição da cidade, a Storyville, conheceu grandes nomes daquilo que viria a ser o jazz, como Sidney Bechet e Joe Lindsay. Quando a zona de má reputação foi fechada pela Marinha americana, todos eles se mudaram para Chicago à procura de emprego. Em 1925, voltou a Chicago e formou seu próprio grupo, o Louis Armstrong Hot Five, com o qual fez gravações clássicas, como "Chicago Dixieland". Suas gravações estão entre as primeiras de artistas negros.  Ele conquistou a fama como trompetista, mas, por conta da voz inigualável, tornou-se mais conhecido como cantor. Louis gravou seu maior sucesso comercial em 1964, “Hello, Dolly!” e a música alcançou o primeiro lugar das paradas, fazendo do cantor na época, com 63 anos a pessoa mais velha a conseguir este feito.
O músico morreu dormindo em sua casa no Queens, em Nova Iorque em 1971.


DVD: 1. Hello Dolly / 2. You Rascal You / 3. Someday
4. When Its Sleepy Time Down South / 5. Gerry
6. Nobody Knows The Trouble Ive Seen
7. When The Saints Go Marching In / 8. Just Because
9. Cest Si Bon / 10. Hello Dolly (Reprise)

 



CD: 1. Sweet Georgia / 2. Ain`t Misbehavin / 3. Mack The Knife / 4. Basin Street Blues
5. Blueberry Hill / 6. I Got Rhythm / 7. St Louis Blues / 8. Jeepers Creepers / 9. Cabaret
10. Tiger Rag / 11. St James Infirmary

 

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DVD JEFF BECK – Rock´n´Roll Party Honoring Les Paul (Live from Iridium Jazz Club – NY) – ST2


Este DVD pode ser visto como uma espécie de “rock do branco doido”, o que me agradou deveras até mesmo pela excentricidade da coisa toda. Nesse universo musical de tantas obviedades, este DVD vem bem a calhar para quem gosta de rever o passado com outros olhares e possibilidades. Admiro os artistas que se desafiam e o incorrigível Jeff Beck sempre foi um desses, mas ele não é exatamente o homenageado da festa e sim o seu ídolo Les Paul, compositor e o inventor da primeira guitarra elétrica sólida (tese essa negada por Osmar do trio elétrico baiano, inventor do “pau elétrico”) que faleceu em 13 de Agosto de 2009 aos 94 anos. 17 anos antes de sua morte, quem fez as honras para Les Paul no Rock and Roll Hall of Fame foi exatamente Jeff Beck. Em 9 de Junho de 2010, no Iridium Jazz Club em Nova Iorque, Beck, que liderou um grupo de músicos para prestar um grande tributo a seu grande herói, reproduz cada uma das notas tocadas por Les Paul. A primeira metade do espetáculo é dedicada a canções associadas a Les Paul e aos primeiros roqueiros que foram influenciados pelo seu som. O guitarrista e vocalista de Rockabilly, Darrel Higham lidera a banda nas primeiras composições, com um visual e um vocal totalmente integrados ao rock and roll clássico dos anos 50, com o acompanhamento precioso da base suingada de Stephen Rushton na bateria e de Al Gare no baixo acústico. A vocalista Imelda May lidera a banda em algumas canções, incluindo várias composições de Les Paul e Mary Ford. May pré-gravou harmonias vocais que ela canta ao vivo, recriando o estilo distinto desenvolvido pela dupla, como as jazzísticas "How High the Moon" e "Tiger Rag". A metaleira com Troy Andrews, codinome Trombone Shorty, mais Leo Green (sax tenor); Dave Priseman (trumpete) e Blue Lou Marini dos the Blues Brothers Band no sax barítono manda ver com seus “metais em brasa” em todo o DVD. O lendário roqueiro Gary U.S. Bonds participa da faixa "New Orleans" e Brian Setzer, o eterno Stray Cat e sua guitarra vermelha infernizam o ambiente em "Twenty Flight Rock". Imelda May retorna para evocar as Shangri-Las em "Remember (Walking In the Sand)" e Beck empolga a plateia em "Shake, Rattle & Roll" de Big Joe Turner. É mole ou quer mais?

 

 


1. Baby Let's Play House / 2. Double Talkin' Baby / 3. Cruisin' / 4. Train Kept a Rollin' / 5. Poor Boy
6. Cry Me a River / 7. My Baby Left Me / 8. How High the Moon / 9. Sitting on Top of the World
10. Bye Bye Blues / 11. The World is Waiting for the Sunrise / 12. Vaya Con Dios
13. Mockin' Bird Hill / 14. I'm a Fool to Care / 15. Tiger Rag / 16. Peter Gunn / 17. Rocking is Our Business
18. Apache / 19. Sleep Walk / 20. New Orleans / 21. Walking in the Sand / 22. Please Mr. Jailer
23. Casting My Spell on You / 24. Twenty Flight Rock / 25. The Girl Can't Help It / 26. Rock Around the Clock
27. Shake, Rattle and Roll / Extras: Entrevista com Jeff Beck / Bastidores / Na casa de Jeff Beck com suas guitarras / Jeff Beck e Les Paul: Rock 'n' Roll Tonite / Les Paul and His Little Black Box


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CD TWISTED SISTER – Limited Collector´s Edition – (4 CDs) – ST2

 

Quando o estilo mais pesado do rock, o fatídico heavy metal voltou a recuperar o fôlego no final dos anos 70, alguns dos músicos das novas bandas não eram desconhecidos ou aventureiros: militavam há anos e haviam participado de cenas anteriores, um pouco ou completamente diferentes do metal da virada da década de 70 para a de 80. É sabido que os Ramones, antes de definirem o punk do jeito deles, eram fãs dos New York Dolls e o vocalista Joey costumava sair à rua vestido de mulher com saltos altos – parte integrante das roupas da irmã. Isso ocorreu na primeira metade dos anos 70, na época do glam rock. Jay Jay French, o guitarrista fundador do Twisted Sister (fundado em 1972!) montou a banda para tocar covers de bandas glam na mesma época. Ramones e Twisted eram de Nova Iorque, terra dos Dolls e do Kiss. Ou seja, na cidade da Grande Maçã uns criaram o punk, outros o novo metal, ou definindo melhor: o Twisted, como bem o nome sugere, criou um metal diferente e mais “efeminadamente grotesco”. Dez anos depois da fundação da banda, já em 82, o Twisted Sister assinou o seu primeiro contrato para gravar um álbum de estreia espetacular (Under the Blade) que os fez ainda mais determinados para seguir em frente. A banda fez tanto sucesso que se tornou uma das mais populares de rock pesado dos anos 80 com o disco Stay Hungry de 1984 com os hinos “We’re Not Gonna Take It” e “I Wanna Rock”. Esta caixa com 4 CDs contém parte da história da banda, não os seus melhores momentos, mas uma amostra dos erros, acertos e do que poderia ter sido (de certa forma, muita coisa sempre será especulação).


You Can’t Stop Rock n’ Roll (1983)
Este, o segundo trabalho da banda, até hoje um bom disco para quem gosta de rock pesado (com muitos toques de glam) “de rua” feito por garotos que conhecem – de verdade - as mazelas das esquinas. Gravado em 1983, o CD mostra claramente que nova-iorquinos de ascendência latina ascenderiam para o estrelato por vários e óbvios motivos: musicalmente, o disco conta com composições eficientes antenadas com o underground (palavra que não faz sentido algum, hoje) que somavam os timbres do passado com os de sua época (inclusive com a famosa compressão “tiroteio” usada nas caixas de bateria, praga bem anos 80). A destacar a faixa título, cujo clipe mostrava a banda ainda com jaquetas e calças de jeans enfrentado o “sistema”.  O repertório inclui faixas como “The Kids are Back”, “Ride to Live, Live to Ride”, “Like a Knife in the Back”, “I am (I’m Me)” e “We’re Gonna Make It”.


Club Daze Volume I The Studio Sessions
Disco para colecionador e fã: são 13 raridades gravadas nos anos 70, que provam que eles já sabiam o que queriam: estava tudo lá prontinho, era só maturar. Demos, ensaios, gravações em estúdio, shows, todas as experiências ganharam corpo na estrada para anos depois, levar o Twisted Sister a dominar o mundo. O CD inclui surpresas como “Pay the Price” e uma inicial “Under the Blade.  A versão para “Leader of the Pack”(ler resenha seguinte) é bem melhor do que a “oficial”.  

 

 


Come Out and Play (1984)
Quando o sucesso bate à porta, rola uma baita pressão (externa e interna) para manter ou superar esse mesmo sucesso. É uma cobrança braba. Pior ainda, se já se anteciparem declarando que algum trabalho é o “ápice”, desconsiderando o que virá. Por exemplo, antes dos Beatles gravarem o Sgt. Pepper´s em 67, por muitos considerado um dos mais importantes álbuns de rock de todos os tempos, parte da crítica já os considerava acabados! Por aí, já se vê o tamanho da coisa. O sucesso mundial de Stay Hungry colocou os Sisters na berlinda e não lhes fez nada bem. “Come Out” não é um álbum ruim, mas não tem a inspiração e nem o climão do anterior. Para complicar, a intenção foi boa, mas há uma versão de gosto duvidoso (“Leader of the Pack”) para o maravilhoso original das Shangri-Las. O clipe então, Jesus... Uma verdadeira monstruosidade. Para corroborar, alguns artistas foram convidados para este álbum: Billy Joel e Alice Cooper, como se quisessem garantir a simpatia da esquerda e da direita. Que coisa...


Love is for Suckers (1987)
Em 1987, a banda perdeu o rumo, o foco, e desejou ser o Kiss da fase sem maquiagem, e mais uma vez, veio acompanhada de um som de bateria que não tinha nada a ver com nada. Mudar, querer evoluir é uma coisa, mas nossas irmãs se deixaram seduzir pelo canto do cisne e cometeram um disco sem personalidade que os colocou lado a lado com bandas com as quais eles não poderiam concorrer. Para falar a verdade, entre o disco anterior e esse, há muita coisa no Suckers que me agrada mais, mas é o famoso caso do 6 mais 6 que não dá meia dúzia. Aparentemente, este não seria um disco do Sister, mas o disco solo do vocalista Dee Snider, com o produtor e tecladista Beau Hill e com o guitarrista Reb Beach. Parte da resposta está aí.

 

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DVD RORY GALLAGHER – Irish Tour 74 – ST2

 

O guitarrista irlandês que deixou este mundo em 1995 com 47 anos para se tornar uma lenda, tem mais um dos seus espetáculos lançados em DVD no Brasil. Em 1974, após ser premiado como cineasta, Tony Palmer (que já havia trabalhado com os Beatles, Cream e Pink Floyd ) seguiu Rory Gallagher no ápice e sua banda (o baterista Rod de'Ath, o tecladista Lou Martin e o baixista Gerry McAvoy) através de Dublin e Belfast na Irlanda para produzir este filme que foi exibido nos cinemas (lá fora) e depois lançado em VHS e em DVD em 2001. As boas novas é que este relançamento em DVD conta com melhorias nos quesitos som e imagem. Um pouco de excesso de médios e algum chiado no som remasterizado do DVD é amenizado pelo codec DTS HD Master Audio. A mixagem separa os canais de forma espetacular com um som “quente” que praticamente nos conduz à uma certa presença física no show em 74. Enfim, temos agora os frutos da parte boa da tecnologia. Assistir ao Irish Tour, após tantos anos confirma várias coisas: que música boa não tem época, que a tecnologia serve para algo mesmo, além de comprovar mais uma vez que Gallagher era um dos caras. "Walk on Hot Coals" abre os trabalhos em uma levada de som infernal, para na sequência "Tatto'd Lady" elevarem o nível até aos céus. De rockões a baladas, não há nada, absolutamente nada que mister Gallagher não possa meter a mão e transformar em uma obra única. Seu domínio técnico é surpreendente, inclusive visto dos dias de hoje. Mais do que um show, o filme captura a essência de uma época: o público muito jovem pula ensandecido perante um filho da terra e um dos reis brancos do blues, um cara que hoje sabe-se pode ser comparado em muitos aspectos a Stevie Ray Vaughn e Jimi Hendrix, ambos americanos. As cenas de bastidores mostram uma faceta, menos glamourosa, mas muito muito humana da banda: que eles são filhos e frutos da classe operária. A entrevista com Rory expressa bem o seu maior talento: tocar, mas com o coração. O guitarrista que nada tem de “estrela do rock” fala com muita propriedade e sem afetação, sobre os vários estilos de tocar guitarra e violão. Os extras do DVD contam com algumas cenas da excursão ao Japão em 74 e de Rory Gallagher: Music Maker, uma matéria de 30 minutos para TV feita na mesma época (apesar desse concerto ser tão bom quanto o principal, não foram feitas melhorias técnicas radicais em som e imagem) mais os depoimentos do baixista e do irmão de Gallagher, também empresário da banda. Uma cena engraçada mostra Rory adaptando “A Marcha Turca” de Mozart (Sonata Major KV 331 Alla Turca) para o blues, uma ideia que foi repetida no filme Crossroads de 1986.

 

DVD: 01 - Walk On Hot Coals / 02 - Tattoo´d Lady / 03 - Who’s That Coming / 04 - A Million Miles Away
05 - Going To My Home Town / 06 - Cradle Rock / 07 - As The Crow Flies / 08 - Hands Off
09 - Bullfrog Blues

FAIXAS EXTRAS: 01 - Toredown / 02 - Laundromat / 03 - Pistol Slapper Blues
04 - Don’t Know Where I’m Going / 05 - Bullfrog Blues

 

 

 

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CD SIN-ATRA – ST2


12 vocalistas do metal (Joey Belladonna – Anthrax; Glenn Hughes; Eric Martin – Mr. Big; Tim Owens – ex-Judas Priest; Dee Snider – Twisted Sister; Geoff Tate – Queensrÿche, etc) prestam um tributo ao conhecidíssimo cantor de olhos azuis, Frank Sinatra. Os rapazes cantam com o apoio de uma banda comandada pelo produtor e guitarrista Bob Kulick (que gravou alguns solos de Ace Frehley no Kiss). Os músicos de apoio são o próprio Bob na guitarra; Brett Chassen (bateria); Billy Sheehan (baixo); Doug Katsaros (teclados e orquestrações); Richie Kotzen (solo em That’s Life). Parece meio bizarro, não é? E é um pouco mesmo.

 

Devin Townsend (Steve Vai, Strapping Young Lad) dá a partida cantando "New York, New York", em uma versão não muito bem sucedida, ainda mais para uma das grandes canções de Sinatra que realmente são conhecidas em todo o mundo. Devin não “incorpora” o espírito da canção, seu estilo é muito impostado e ele infelizmente canta mais rápido do que a base que conta com uma guitarra com afinação baixa. Esse é o pecado desse tipo de homenagem, que pode derrapar, logo de cara, pois insere a obra do homenageado dentro de um estilo que não lhe diz nada, escolha essa feita por questões mercadológicas, é claro. Apesar de particularmente, eu não gostar da voz de Geoff Tate, ele fez um bom trabalho em "Summerwind", pois o menino tem personalidade e isso conta muito nessas horas. "I’ve Got You Under My Skin" com o cantor branco de voz negra, Glenn Hughes, é a melhor interpretação do álbum. Hughes soube como poucos, adaptar o seu talento às necessidades e voilá: fez-se luz!, apesar dos arranjos o ofuscarem em determinados momentos. Dee Snider canta bem “It Was A Very Good Year” que foi rearranjada em um estilo mais denso e pesado; Tim "Ripper" Owens' (Judas Priest, Iced Earth, Yngwie Malmsteen) canta "Witchcraft" em um estilo curioso, quase como se fosse uma crítica à canção ou ao próprio metal, eu hein... "Fly Me To The Moon" com o mestre Robin Zander do Cheap Trick é uma pequena joia que encanta e que destila alegria; Eric (Mr. Big) não canta nem bem nem mal "Lady Is A Tramp", mas encontrou a sua forma de cantá-la, mais agitada. Joey Belladonna do Anthrax faz o que sabe em "Strangers In The Night" e muito bem, todo mundo sabe, ninguém questiona. Franky Perez (Scars On Broadway) faz a sua versão glam-metal de "High Hopes" , sem muito o que oferecer. Para variar, o vocalista e baixista Dug Pinnick (da banda dita cristã King’s X) manda muito bem em "I’ve Got The World On A String", uma das grandes versões deste trabalho. Quem conhece Dug e o seu trabalho, sabe que o King´s X era uma das esperanças das novas bandas entre a metade dos anos 80 e início dos 90. Elias Soriano (Nonpoint) canta uma de minhas favoritas: “Love And Marriage”, composição utilizada como tema do famoso e debochado seriado da família Bundy (quem lembra do Al Bundy?) e "That’s Life" fica por conta do vocalista do Warrant, Jani Lane (Warrant) , um bom vocalista, que faz uma versão diferente  da infame versão do ex-vocalista do Van Halen, David Lee Roth (quem lembra?).

 

 

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CD ALCATRAZZ – Disturbing The Peace – ST2

 

Após ter feito um “auê” com o primeiro trabalho No Parole From Rock’n Roll (1983), - isso ainda na época das gravadoras -, o Alcatrazz do vocalista Graham Bonnet (ex-Rainbow), assinou um contrato com um selo responsa, com melhor distribuição e obteve a chancela de poder trabalhar com o famoso produtor Eddie Kramer. O resultado foi o segundo trabalho de estúdio, Disturbing The Peace (1985) com o novo guitarrista Steve Vai, em substituição ao sueco (e novinho) Yngwie Malmsteen que deixara o grupo em 1984, para focar em sua carreira solo. Podemos até dizer que esse trabalho deu visibilidade à guitarra de mister Vai, sem sombra de dúvida, o que o levou a voos maiores (ser contratado para tocar com o ex-vocalista do Van Halen, David Lee Roth e depois com o Whitesnake). Substituir um grande guitarrista por outro, não é fácil para ninguém e nesse caso, deu super certo. Foi bom para todos, creio eu. Os deuses conspiraram tanto a favor, que uma das faixas God Blessed Video foi exaustivamente tocada na quase iniciante emissora MTV. Vídeo àquela época ainda era novidade. O Alcatrazz é prato cheio para quem é fã de hard rock melódico com veia pop anos 80 e ainda influenciado por algo dos anos 70 (com um leve toque de progressivo em algumas composições). Tenho minhas ressalvas em relação ao vocal de Bonnet, mas como resenha não é para ser pessoal, o julgamento depende do gosto do freguês. As faixas servem até mesmo, para catalogação das nuances que os estilos sofrem com o tempo, as modas e as mudanças tecnológicas. Faixas como Skyfire, Mercy, Will You Be Home Tonight, Wire And Wood, a balada Desert Diamond (sobre a Esfinge egípcia), Painted Lover, Sons And Lovers e a instrumental Lighter Shade Of Green exibem o melhor do estilo Alcatrazz. Antes desse trabalho, a gravadora anterior do Alcatrazz lançou o ao vivo, ainda com Malmsteen, Live Sentence (1984). Na sequência do  Disturbing The Peace , a banda de Bonnet lançou Dangerous Games (1986), com um novo guitarrista chamado Danny Johnson.

 

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CD URIAH HEEP – The Definitive Spitfire Collcetion – ST2

 

O Uriah Heep foi uma banda menosprezada pela crítica na Inglaterra nos anos 70, pois não era tão popular quanto os Zeps, Purples e Sabbaths da vida, apesar de ser da mesma galera - que mesclava rock pesado e progressivo, como quase todos os grupos da época. Esta coletânea não conta com todos os sucessos da banda inglesa, que iniciou suas atividades em 1969, mas é uma boa mostra, ainda mais para quem não conhece a sua longa trajetória. Porém, apesar de eu ter escrito – não sem razão – que os melhores trabalhos do Heep são dos anos 70, o grupo não estacionou nessa Era. Dois dos trabalhos dos anos 90 que mostraram fôlego renovado: Sea Of Light de 1995 e Sonic Origami de 1998 (no Japão), mais as faixas do ao vivo Spellbinder Live são a fonte que molda o repertório desta coletânea com a eterna guitarra de Mick Box e  com os vocais do bom Bernie Shaw. As quatro últimas faixas do CD The Definitive, originalmente lançadas em discos clássicos dos anos 70 (Gypsy, Stealin, Wizard e Easy Livin) são versões retiradas deste mesmo CD ao vivo.

 

1. Between Two Worlds / 2. I Hear Voices / 3. Dream On / 4. Universal Wheels / 5. Spirit Of Freedom
6. Question / 7. Change / 8. Across The Miles / 9. Sweet Sugar / 10. Time Of Revelation
11. Words In A Distance / 12. Gypsy / 13. Stealin / 14. Devil s Daughter / 15. Wizard / 16. Easy Livin

 

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RAIMUNDOS – Roda Viva – CD duplo e DVD (1h:45s, sem legendas) - ST2

 


A geração que acompanhou os Raimundos nos anos 90, os têm como baluartes , representantes da mudança, de uma aceitação, mesmo que crítica, do rock brasileiro, em contraposição ao rock mais pesado cantado em inglês, sempre preocupado com o mercado externo. O momento da retomada da língua portuguesa ocorreu nos anos 90, quase dez anos após o bum do rock dos anos 80. A diferença é que os Raimundos escolheram o tesão, enquanto os grupos da década anterior escolheram o coração. A banda de Brasília resgatou, até mesmo por inconsciência ou niilismo, um certo estado de espírito alienado-bem-humorado de compositores como Genival Lacerda, mesmo que a banda só soubesse quem eram os Ramones. Assim mesmo, nem as lições de Raul Seixas, de escopo mais crítico, foram entendidas pela banda, que optou pelo sexismo, até mesmo fazendo parte de um momento histórico em que o apresentador Ratinho era comparado com o capeta. De fato, os Raimundos fizeram parte da evolução, seja para frente ou para trás (pois há sim, evolução para trás) do rock brasileiro, ao torná-lo popular principalmente entre os garotos. Com o investimento da gravadora voilá, as portas foram abertas. Na verdade, escancaradas. E eles mereceram. Mas o sucesso é claro, não surgiu do nada: os rapazes escreveram músicas com letras e riffs pegajosos, eficientes, melindrosos. O que importa é que após a tempestade das mudanças de formação, o nome Raimundos permaneceu e a história lhes fez jus: a mais recente formação com Digão, Canisso, Caio e Marquinho debulham o coco dos ouvintes com sua bem sucedida mescla de metal com rock brasileiro, aliás nordestino. O repertório do DVD/CD é pau puro: Esporrei na Manivela, Marujo, Mulher de Fases, Palhas do Coqueiro, Bê a BÁ, Macaxera, Pitando no Kombão, I Saw You Saying, Reggae do Maneiro, Tora Tora, Eu Quero Ver o Oco, Puteiro em João Pessoa e a novíssima Jaws.

 

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DUFF McKAGAN´S LOADED – The Taking – ST2

 


Duff McKagan, o baixista original dos Guns N´ Roses, o cara que tocava baixo com alma punk e que não fazia arruaça como Axl, o vocalista encrenqueiro, também militou nas tropas do confuso Velvet Revolver, sem contar umas gracinhas que fez por aí com o Jane's Addiction. Mas vem cá... Será que algum dia nos lembraremos dele pelo Duff McKagan's Loaded? A resposta provavelmente está neste álbum The Taking. Produzido pelo renomado Terry Date (Pantera e Soundgarden) o trabalho de Duff (agora como vocalista e guitarrista base) contém toda a garra do hard rock, mas com dois detalhes: um que já vinha lá do Guns, a veia metal punk (basta ouvir The Spaghetti Incident) e o segundo é que não parece em nada com o Guns. The Taking não é uma obra prima, mas é um bom disco de rock, que não supera (e nem foi feito para isso) qualquer disco do Guns. É um trabalho de afirmação do talento de um baixista de bandas muito bacanas. "Lords of Abaddon" que inicia o álbum tem toda a cara dos Stooges (é mole?), mas com uma timbragem mais moderna, que mostra a mão do produtor, inclusive na faixa seguinte, "Executioner's Song", mais densa e pesada, quase stoner. A melódica "Dead Skin" é um hard rock interessante - a minha faixa favorita -; depois temos a alternativa-estilo-anos-70 "Wrecking Ball"; a “desleixada” "Your Name" que tem muito do Guns do primeiro álbum, com um groove mais metal; a interessante "She's an Anchor"; a punk-pop "We Win" e a quase Guns "Cocaine".

 


 

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CD THE JEFF HEALEY BAND - Live At Grossman´s - 1994 – ST2

 

O já falecido guitarrista – cego - Jeff Healey (25 de Março de 1966 – 2 de Março de 2008) encantou o mundo na década de 90, com um estilo desenvolvido a partir de outros guitarristas, mas refeito – à sua imagem e semelhança. As notas de sua guitarra soavam fluídicas, encantadoras, dignas de corações em disparada, realçadas pela própria postura do músico que tocava a guitarra em seu colo e quando a coisa pegava fogo se erguia para tocá-la encostada ao corpo. Este CD foi gravado em duas apresentações na Grossman's Tavern em Toronto, Canadá em abril de 94 (curiosamente, o mesmo local onde a banda foi descoberta). E o público presente a esta apresentação, mostrou todo o apreço que tinha pelo gênio da guitarra ao emitir apupos de satisfação registrados neste lançamento. Em 1994, Healey vinha de um recorde de 10 sucessos radiofônicos em 4 anos de exposição na mídia. Seu primeiro disco See The Light de 1988 antecedeu toda a explosão contida neste trabalho, lançado agora no Brasil pela ST2. A banda que o acompanhava (baixista Joe Rockman, baterista Tom Stephen, e os convidados, o guitarrista Pat Rush e o gaitista Michael Pickett) é de primeira. O repertório, como de praxe, inclui "All Along The Watchtower" de Bob Dylan; "Dust My Broom" de Elmore James; "Voodoo Chile" de Hendrix e “Yer Blues” de John Lennon.

Healey, que faleceu em razão de um câncer em 2008 com 41 anos, recebeu recentemente uma bela homenagem póstuma: o parque Woodford Park em Toronto foi renomeado como parque Jeff Healey.

 

1) I’m Going Home / 2) Killing Floor / 3) As The Years Go Passing By / 4) Ain’t That Just Like A Woman
5) Yer Blues / 6) Who’s Been Talking / 7) Crossroads / 8) Dust My Broom
9) All Along The Watchtower

 

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DVD NILS LOFGREN - Cry Tough (Rockpalast - 1976, 1979, 1991) (DVD duplo) – ST2

 


O guitarrista Nils Lofgren não é muito conhecido no Brasil, mas ele tem uma das carreiras mais brilhantes no mundo do rock americano, tendo tocado com mestres como Neil Young, Lou Reed e Bruce Springsteen. O mais curioso de sua musicografia é que ele aprendeu as primeiras lições de guitarra com um vizinho chamado Roy Buchanan, a lenda do blues. O repertório do DVD duplo vai da balada "Valentine" à homenagem a Keith Richards na clássica "Keith, Don't Go” entre as apresentações registradas no show da TV alemã Rockpalast em 1976, 1979 e 1991. Dos três shows, o mais tecnicamente interessante (todo contido no primeiro DVD) é o de 1991, pois o artista parece estar mais à vontade provavelmente por ter acabado de vir da extensa e bem-sucedida excursão do disco Born In The U.S.A. de Springsteen. Lofgren estava como o diabo gosta com seus slides endemoniados ("Cry Tough") e emulações de Jimi Hendrix ("Gun And Run" ) com guitarras às costas e notas executadas com os dentes.

O Rockpalast de 1976 que abre o segundo DVD é mais cru, o mais rock and roll, e talvez por isso extremamente interessante, ainda mais quando o guitarrista se apossa do teclado em "Going Back" (a lenda diz que ele aprendeu a tocar o instrumento após Neil Young ter feito muita questão durante as sessões de gravação do álbum After The Gold Rush). O show de 1979 exibe uma transição típica das bandas da época: a virada dos anos 70 para os 80 (o assassinato de Lennon marca o fim de uma era, o fim da primeira fase do progressivo, o fim do punk 77, o advento da MTV, etc).


Muitas das canções como a citada "Keith, Don't Go", "Back It Up" e "Cry Tough" são repetidas três vezes em quase 270 minutos de duração do DVD. O título Cry Tough é o nome do álbum de 1976 do artista.

 

 

 

 

 

 

 

 

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DVD HEART – Night At Sky Church – ST2

 

"Ann e Nancy sempre foram e continuam a ser a melhor dupla de vocalistas de rock que tive o prazer de assistir ao vivo. Elas podem cantar toda a lista telefônica que eu continuarei a ouvi-las.” Katy Perry.
Night at Sky Church gravado em 5 de março de 2010, é um concerto de 88 minutos da banda de hard rock Heart das irmãs Wilson (mais os músicos Craig Bartock na guitarra, Kristian Attard no baixo, Debbie Shair no teclado e Ben Smith na bateria). O vocal irretocável de Ann Wilson e a grande forma de Nancy, que continua tocando muito bem e esbanjando vitalidade, dão a tônica. O repertório do DVD conta com os clássicos da banda e as composições do trabalho Red Velvet Car. O show abre com a portentosa "Baracuda", um verdadeiro clássico do hard rock, para na sequência a banda tocar "Never", antes de uma trindade de sucessos: "What About Love", "Alone" e "Crazy On You". O DVD prossegue com "Sand" uma canção escrita nos anos 90 para o grupo acústico das irmãs: the Lovemongers, composição também incluída no CD "Red Velvet Car", trabalho do qual 4 canções contribuem para o DVD: a canção título, "WTF", "Hey You" e "Safronia's Mark". A vencedora do Grammy e diva do blue grassAlison Krauss e Ben Mink participam da última dessas composições. Krauss ainda canta "These Dreams" e as irmãs dão o “troco” ao cantar uma faixa da convidada: "Your Long Journey". "Straight On" e "Mistral Wind" do álbum Dog and Butterfly e "Love Alive" encerram o concerto.

1.Barracuda / 2.Never / 3.Straight On / 4.Love Alive / 5.Mistral Wind / 6.WTF / 7.Hey You / 8.Red Velvet Car
9.These Dreams / 10.Safronia s Mark / 11.Your Long Journey / 12.What About Love / 13.Alone
14.Crazy On You / 15.Sand / 16.Magic Man /

BÔNUS: 17.Back To Avalon / 18.Kick It Out

 

 

 

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DVD KATHERINE JENKINS – Believe Live from The O2 – ST2

 

A mezzo-soprano Katherine Jenkins, nascida no País de Gales, retorna à cena para a gravação do seu quarto DVD. Do início de sua carreira como cantora erudita até a carreira atual que avançou sobre o mundo pop, a moça desperta a ojeriza de alguns fãs mais radicais de música clássica que a consideram uma “vendida”, mas Jenkins lota arenas pelo mundo sem se abalar com as poucas críticas e além disso, Jenkins recentemente se tornou uma estrela da televisão local.


Gravado na O2, uma arena em Londres, o DVD exibe uma produção gigante que inclui cenários, dançarinos, cabaré, circo, teatralidades e que mostra que há sim, como desenvolver uma interação positiva entre a música popular e a clássica. A maior parte do repertório vem do seu álbum "Believe" que se presta exatamente para provar que essa intersecção é possível, ou em inglês, “crossover”, o mesmo termo usado para o cruzamento entre estilos diferentes, inclusive no rock.

 

 

 

 

 




Uma das melhores partes do DVD é a sua interpretação para a suite de Carmen, apresentadas em um bloco de 20 minutos. Outro destaque é a reinterpretação de “Who Wants To Live Forever”, composição do Queen.

01. Overture (de Bring Me To Life) / 02. Till There Was You / 03. I Believe (com Amauty Vassili)
04. Parla Piu Piano (Love Theme From The Godfather) / 05. Angel / 06. Fear Of Falling
07. La Vie En Rose / 08. Adagio (With John G. Smith) / 09. Love Never Dies
10. Ancora Non Sai (com Escala) / 11. Se Si Perde Un Amore / 12. Prelude: Carmen
13. Habanera (de Carmen) / 14. Seguidilla (de Carmen) / 15. Chanson Boheme (de Carmen)
16. La Califfa (com Steve Sidwell) / 17. Endless Love (com Amaury Vassili) / 18. Who Wants To Live Forever
19. Bring Me To Life / 20. Nella Fantasia

 

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DVD HEAVEN & HELL - Live Radio City Music Hall 2007 – ST2

 

“Vou brigar até a morte com qualquer um que me disser que alguém antes do Sabbath inventou o heavy metal!”. Essa sentença apocalítica, que consta no DVD, foi dita por um fã na porta do Radio City Music Hall na noite do show do Black Sabbath, ôps, Heaven & Hell em 2007. Se é ou não verdade, que o Sabbath inventou isso ou aquilo, creio que não cabe a qualquer um de nós julgar, pois nesse mundo há filhos que não têm pai e outros que têm muitos. E todo mundo quer ser pai de alguém popular, então quem for ou não o pai, não nos interessa muito... Heaven and Hell foi a alcunha adotada por um Sabbath ressurecto que não pode usar o nome (Ozzy e Sharon) e que o mudou para Heaven & Hell para tocar a vida adiante sem deixar de colocar o seu quinhão no bolso. Entre os participantes do barraco estavam só ex-Sabbath: o guitarrista Tony Iommi , o baixista Geezer Butler e o vocalista (agora no colo do Deus dos Elfos) Ronnie James Dio. Como o baterista original do Sabbath não pode participar da emenda que virou soneto foi convocado o pau-para-toda-obra Vinnie Appice.  O repertório só contém músicas cantadas pelo próprio Ronnie nos discos que ele gravou com o Sabbath (Heaven and Hell de 1980, Mob Rules de 1981 e Dehumanizer de 1992) e duas inéditas já da banda H&H ("Shadow on the Wind" e "The Devil Cried"). Uma sábia escolha de repertório, mesmo que por motivos legais. Este concerto de 2007 é uma ótima apresentação, tanto técnica como musical. Só há aspectos positivos, ainda mais para os fãs. Dio tinha mais de 60 anos e não se percebe qualquer vacilo em seu timbre, apesar é claro, há algum desgaste das cordas vocais (em algumas canções, o que é absolutamente normal, ele mostra algum cansaço, mas em outras, ele se supera).  A plateia reage a cada acorde, a cada riff, a cada batida, a cada nota com satisfação orgiástica, é incrível. Os extras contam com o “Heaven And Hell Road Movie” com entrevistas de bastidores; a história do grupo em “Hail The Gods Of Metal” e “Meet The Mob” conta com entrevistas com os fãs do lado de fora do Radio City Music Hall – fundado em 1932.

Repertório: E5150/After All (The Dead) / The Mob Rules / Children Of The Sea / Lady Evil / I / The Sign Of The Southern Cross /  Voodoo /  The Devil Cried / Computer God /  Falling Off The Edge Of The World /  Shadow Of The Wind /  Die Young /  Heaven & Hell / Lonely Is The Word / Neon Knights / Heaven And Hell Road Movie (19:15) / Hail The Gods Of Metal (5:24) / Meet The Mob (3:14)

 

 

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DVD CLIFF RICHARD – Bold As Brass – Live at the Royal Albert Hall – ST2

 

“Bold As Brass” é o nome de um álbum de clássicos gravado por “Sir” Cliff Richard com o apoio luxuoso da American Swing Orchestra. Através das décadas, Cliff tem incluído clássicos do swing em seu repertório, mas essa é a primeira vez que o cantor se dedica com exclusividade a esse tipo de material. A vida muito movimentada desse senhor de 70 anos inclui o lançamento da autobiografia My Life, My Way em 2008, a excursão de retorno dos Shadows entre 2009 e 2010. Ninguém até hoje, conseguiu bater o recorde de Cliff na Inglaterra de 123 canções de sucesso sem ter saído das paradas por duas décadas. Cliff comandou uma série de seis shows apresentados no Royal Albert Hall em Londres para promover o lançamento de “Bold As Brass”, o trabalho que apresenta  uma orquestra completa de swing, vocalistas de apoio e alguns músicos de Nashville que tocaram no álbum, sob a batuta do produtor Michael Omartian. O repertório inclui várias faixas deste trabalho e a indefectível seleção dos seus grandes sucessos, todos tocados no estilo swing. A excursão e o conceito do espetáculo foram concebidos pelo astro da TV e produtor musical David Gest, que também sugeriu a Richard gravar ainda neste ano, um disco de duetos com mais de dez super astros e estrelas do soul antigo com a inclusão de algumas novas revelações do R&B, incluindo rappers.  São eles: Dennis Edwards & The Temptations; Russell Thompkins, Jr & the New Stylistics; Candi Staton; Billy Paul; Percy Sledge; Lamont Dozier; Brenda Holloway; Deniece Williams e Marilyn McCoo & Billy Davis, Jr.


1. Fly Me To The Moon / 2. Somewhere Over The Rainbow / 3. Wonderful World / 4. Don’t Forget To Catch Me
5. Dreamin’ / 6. Twelfth Of Never / 7. Theme For A Dream / 8. Fools Rush In / 9. Time In Between
10. All My Love / 11. Devil Woman / 12. Miss You Nights / 13. Sway
14. Golden / 15. The Day I Met Marie / 16. I’ve Got You Under My Skin / 17. Love Me Or Leave Me
18. Lazy River / 19. Every Time We Say Goodbye / 20. I Just Wanna Make Love To You
21. They Can’t Take That away / 22. Take My Sugar To Tea / 23. Let’s Fall In Love
24. I Didn’t Know What Time It Was / 25. Accentuate The Positive / 26. Teach Me Tonight
27. Don’t Get Around Much Anymore / 28. Night And Day / 29. Bewitched, Bothered And Bewildered
30. We Don’t Talk Anymore

 

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DVD e CD Heaven & Hell – Neon Nights – Live at Wacken – 150 minutos – legendas em português – ST2

 


O vocalista Dio, que já está no céu desde maio de 2010, deixou um bonito trabalho na Terra, sem dúvidas. Heaven & Hell, que na verdade é o Black Sabbath da fase Dio sem o nome original, surgiu para manter acesa a chama da tradição da própria marca criada por Ronnie James Dio, o guitarista Tony Iommi, o baixista Geezer Butler e o baterista Vinny Appice em 2006. 5 anos após o início da saga “O Retorno”, a ST2 lança esse DVD com imagem e som espetaculares. Poucas vezes ouvi uma mixagem
com um trabalho de divisão de frequências tão cuidadoso, apesar que nem isso evita todas as frequentes imperfeições que uma gravação ao vivo comporta, é evidente. O DVD Neon Nights foi gravado no famoso festival alemão de metal Wacken em 2009. Eles tocaram na ocasião várias faixas do recente álbum “The Devil You Know” mais os indefectíveis clássicos do eterno Sabbath fase Dio (Children of the Sea, Heaven and Hell e Die Young). Faixas mais recentes como Fear e Follow The Tears, mescladas à faixas de álbuns anteriores como I e Track Machine, que arrepiam até a mais gélida criatura. Mesmo doente, o baixinho segura a onda e escolhe os momentos cruciais para soltar a voz, antes que o próprio DIO o levasse
para cantar em melhor e mais iluminado local, sem as mazelas físicas.

 

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CARRO BOMBA – Carcaça – Laser Company.


Os músicos deste carro já são veteranos da estrada com muitos trabalhos prestados ao mundo do rock pesado, inclusive com uma boa entrevista dada ao nosso Martelo, bem no comecinho da nossa existência. Sobre o novo CD, o quarto trabalho da banda, chamado Carcaça, a competência do quarteto Rogério Fernandes (voz portenha), Marcello Schevano (guitarra nervosa), Fabrizio Micheloni (baixo enfezado) e Heitor Shewchenko (dois bumbos) salta aos ouvidos em alto e bom som. A sonoridade deste carro é baseado no metal que se praticava bem no início dos anos 80, como o Accept e o Motörhead com um pouco da pegada de bandas de thrash como o Anthrax e o Pantera, boas melodias e letras em bom português, a destacar Combustível, Mondo Plástico e Corpo Fechado. A dezena de composições é bem uniforme, sem altos e baixos, com correta produção feita no estúdio Mr. Som em São Paulo, e execução competente, apesar de um detalhe que constantemente reclamo aqui em nosso espaço, é que a ainda persistente veneração aos paradigmas estéticos estrangeiros e globalizantes. Por isso mesmo, a bem bolada letra de Blueshit, que critica as nossas muitas mazelas indica uma provável direção lírica que a banda poderia sabiamente seguir em futuros trabalhos – apesar do título da canção em inglês -, com temáticas mais brasileiras. Na verdade o que gostaria de ouvir, é um rock pesado mais brasileiro, coisa que não me canso de cobrar, mas que certamente levará muito tempo, gerações e modas para ser compreendido. Mas certamente o público consumidor do estilo ficará embevecido com a qualidade deste trabalho, que mostra que mesmo tardiamente, o Brasil conseguiu alcançar um padrão competitivo de qualidade, mas é claro, globalizado. Mas essas são minhas sinceras reflexões, que em nada comprometem a qualidade do CD que pode e deve ser curtido por todos os adeptos. Só tomem cuidado ao fazerem o sinal na rua, pois esse é carro não é ônibus e é... rápido!
Para dar partida nesse Carro Bomba é só enchê-lo com gasolina e explodir a chama com um pavio. O resto? É metal roll!

 

 

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