
VALHALLA – Número 16 – Setembro 2002
Mustang – O CD Rock ‘n’ Roll Junkfood foi escolhido pelo editor Eliton Tomasi como um dos cinco melhores lançamentos do mês e ganhou nota 9 na seguinte resenha:
Rock ‘n’ roll simples, crú, direto, mas muito contagiante e muito gostoso de ouvir. São dezesseis divertidas faixas (mais oito regravações em português como bônus) compostas para dançar e se divertir, com letras bem sacadas e distintas, falando desde relacionamentos amorosos e seus problemas, até declarações de amor ao seriado Arquivo X. Entre a Dorsal Atlântica e o Usina Le Blond, o Mustang é o filho bastardo de Carlos Lopes que com certeza vai vencer na vida.
FOLHA DE SÃO PAULO – FOLHATEEN – Sessão Demorou – autor: Ricardo Tibiu – Setembro 2002
Carlos “eternamente vândalo” Lopes já esteve na “Demorou” com sua banda de funk, Usina Le Blond, e está de volta. Desta vez com um exorbitante grupo de hard-rock, cruzando New York Dolls com Stooges. A banda ja abriu o show dos suecos do Backyard Babies em São Paulo.
ROCK BRIGADE – autor: Antonio Carlos Monteiro – nota: 8,5 – Junho 2002
No formato power trio (Carlão, como de hábito, se encarrega da guitarra e do vocal), a banda se intitula “punk/metal ‘n’ roll”, o que não está de todo fora da realidade. Afinal, lá estão a sujeira do rock ‘n’ roll e o peso do metal, numa autêntica celebração aos três acordes. As músicas são simples, mas eficientes, com riffs marcantes e refrãos grudentos – é impossível ouvir Time (Has Just Passed By) e não sair cantando junto. Pra completar o clima totalmente vintage, Rock ‘n’ Roll Junkfood está saindo em CD e também em duas versões em vinil: picture disc e vinil vermelho. Quase uma celebração aos velhos tempos.
ROCK CONNECTION – autor: Júlio César – Outubro 2002
Se existe alguém na música brasileira que merece total atenção a seus trabalhos e composições, este é Carlos Lopes, durante muito tempo conhecido por Carlos Vândalo – líder do Dorsal Atlântica. Banda seminal dentro do cenário metálico, pois sem ela talvez não existissem tantas outras que vieram depois ( inclusive o Sepultura ). E após a instituição que é o Dorsal Atlântica, de experimentar o Funk com o Usina LeBlond, Carlos Lopes agora ataca sem pudor o Punk N’Roll com o novo projeto Mustang. Nele estão todas as influências dos anos 60 e 70 ( leia-se aqui MC5, Stooges, AC/DC, New York Dolls e tantos outros ), com aquele formato musical simples mas com o sempre irreverente lirismo de Carlos. Vide exemplos como “Time ( Has Just Passed By )”, “Bloody, Barbecue Rock N’Roll”, “Principles”, “The X-Files” e “Disneyland” ( bem indicada para esta época ), sem contar que além das 16 músicas, o álbum ainda traz oito bônus em português. Em outras palavras é impossível não gostar do Mustang, que poderíamos resumir como “música contagiante para mentes pensantes”.
ROCK ON LINE – autora: Lizandra Pronin – Outubro 2002
Depois de gravar “Straight” com o Dorsal Atlântica, em 1996, o guitarrista Carlos Lopes resolveu dar um tempo. Foi quando gravou, sem nenhum compromisso, uma demo com canções basicamente rock n’ roll. No início de 2000 achou a fita numa gaveta e resolveu regravar as canções. O resultado foi “Rock n’ Roll Junk Food”.
Influenciado por Stooges, New York Dolls, AC/DC e MC5 entre outros, o Mustang faz um rock básico recheado de riffs marcantes, pegada punk rock além das nítidas heranças do thrash metal do Dorsal. Os destaques são Time (Has Just Passed By), que é capaz de agradar tanto aos fãs do metal (os menos radicais) quanto do punk rock; a pesada “Bloody Barbecue Rock n’ Roll”; o rockão “Principles” e “The X-Files”.
Sairam três versões do álbum: em CD, uma versão em vinil vermelho, com as canções em português e também em picture disc, em inglês. O CD traz canções em inglês com faixas bônus em português. A gravação não é das melhores, o que acaba criando um clima bem rock n’ roll: tosco, no bom sentido, é claro.
Para quem chegou a dizer que o heavy metal tinha morrido, Carlos Lopes parece manter bem acesa a chama da música pesada em seu trabalho com o Mustang. “Rock n’ Roll Junk Food” não é um álbum de heavy metal, é obvio, mas não há como negar os anos de inflência do Dorsal nesse trabalho.