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P.O. BOX 33132, ZIP CODE 22440.970 RIO DE JANEIRO, BRASIL omartelo@omartelo.com

O hábito escraviza. A rotina é má conselheira. Mas não é necessário ter muita coragem para romper esses vínculos. Uma das maneiras é escolher um bom filme na locadora e se deixar conduzir através de sua história, seus personagens e suas imagens. Talvez nos reconhecer no roteiro. Certamente com as luzes apagadas para dar um clima de cinema. Vejam bem, “clima de cinema”. Apagar as luzes não parece ser o suficiente. Falta um elemento: a experiência coletiva. Desde o ritual de colocar sua melhor roupa, até aguardar o bilhete em uma fila, todos esses (des)caminhos buscam socializar as sensações e compartilhar o sentimento genérico, que inconvenientemente pode agredir os mais sensíveis, como o riso em cenas impróprias, o aplauso fora de hora. O sentir coletivo escraviza e liberta, não nos deixa acessar experiências que só teríamos sozinhos. Sou apaixonado pelo cinema do passado, mas não foi atrás dele que busquei a diferença nas minúsculas letras de um jornal. Mas felizmente o encontrei: um festival de cinema silencioso. O que me chamou a atenção não foi o fato de serem exibidas gratuitamente as obras de grandes cineastas e atores, mas o acompanhamento com música ao vivo, exatamente como no início do século XX. Esse foi o meu bilhete de entrada.

Estudantes de cinema, curiosos, saudosistas e amantes das películas em preto e branco se dirigiram à Cinemateca Brasileira em São Paulo para assistir a II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso que ocorreu entre 8 a 17 de agosto. O encontro do melhor da sétima arte com música ao vivo, cuja trilha sonora ousou entre o eletrônico ruidoso às vozes operísticas. A seleção dos filmes levou em consideração seus roteiros transgressores e sua importância cinematográfica. Por questões de tempo não pude assistir a todos os filmes, mas recebi a benção de ter tido a chance de experienciar obras como “O Grande Desfile” (The Big Parade) de King Vidor; “Aurora” (Sunrise) de F. W. Murnau; “Braza Dormida” de Humberto Mauro; “Pecadora Sem Mácula” (The Woman Disputed) de Henry King; “Limite” de Mário Peixoto; “A Trindade Maldita” (The Unholy Tree) de Tod Browning com o fantástico Lon Chaney; “Solidão” (Lonesome) de Paul Fejos; “Depois da Morte” (Posle Smerti) e “Devaneios” (Grezy) de Evgenij Bauer e “Lucky Star” de Frank Borzage. Dez filmes, dez atos de paixão pela vida eternizadas em restaurações primorosas. Cada um deles mereceria uma necessária transcrição dos sentimentos que tive: do júbilo ao choro, do aplauso frenético ao sentimento de entrega à energia da sala escura. Não havia diferença alguma entre essas obras silenciosas e as produções do novo século, apesar da ingenuidade daqueles tempos. O ser humano rompe barreiras e enfrenta dificuldades incrivelmente. E talento não se restringe a uma geração, a um país ou uma época. O conjunto dessas qualidades não fez o cinema silencioso ser o que é (ou o que foi) mas tornou-o tão palpável como os mais ágeis filmes de ação da nossa época. “Nossa época?”, eu escrevi isso? Desculpem-me, foi um lapso. Só tenho a época da emoção.

 Em uma das saídas ouvi um comentário surpreso que dizia “mas é tão atual.” Essa constatação nada singular mostra que as mesmas histórias de sofrimento e ascensão, as histórias humanas podem ser recontadas mil vezes. O fotograma preto e branco constata a nossa falta de progresso interno. Pobre humanidade colorida. A pergunta que me fiz a cada “nova” sessão é se seria possível reviver a experiência lúdica dos antigos espectadores? As descrições históricas das antigas sessões de cinema arrepiam. Afirmam que a tela brilhava com uma beleza fulgurante graças ao (futuramente “explosivo”) nitrato. Nos melhores cinemas, o teto se abria cobrindo os espectadores com a luz das estrelas. Por mais que a tecnologia tenha desenvolvido o som e a imagem no século XX, nada supera a emoção do contato com a pele. Nada supera o amor pela arte. O silêncio do cinema mudo exige interação, integração e alma. Peça que o espírito da entrega esteja convosco. E deixe o mundo moderno do lado de fora.

Várias cenas e atores me fascinaram no desenrolar da Jornada, mas deito a pena mais detalhadamente sobre Janet Gaynor (de “Lucky Star” e “Aurora”) e Norma Talmadge (de “Pecadora Sem Mácula”). Duas atrizes singulares.

Em Hollywood, a atriz Janet Gaynor (1906-1984) encarnava a menina-mulher doce e vulnerável cuja determinação sempre se sobressaía ao final. Um exemplar desta personagem está no clássico silencioso Aurora/Sunrise, dirigido por F.W. Murnau em 1927. Neste mesmo ano, Gaynor começou sua parceria de tela com o galã Charles Farrell, no romance Sétimo céu/Seventh heaven (Frank Borzage). O casal tinha química e foi chamado de “o mais querido de todo o mundo”. Gaynor e Farrel fizeram onze filmes românticos juntos. Pelo seu trabalho em Sétimo céu, Aurora e Street Angel (Frank Borzage, 1928), Janet Gaynor recebeu o primeiro prêmio Oscar de melhor atriz, em maio de 1929.

Durante a transição do cinema silencioso para o sonoro, Janet apareceu em três filmes parcialmente falados: Quatro diabos/Four devils (F.W. Murnau, 1928), com diálogo adicionado em relançamento de 1929, Christina (William K. Howard, 1929) e Lucky star (Frank Borzage,1929). Ela passou pelo “teste da voz” para o musical Sunny side up (David Butler, 1929), seu primeiro papel todo falado e cantado. Insatisfeita com o resultado, Janet procurou fazer lições de voz, mas o estúdio a convenceu a ser ela mesma.

Em 1939, com 33 anos, Janet Gaynor se aposentou das telas como a mais bem paga atriz de Hollywood. Depois de dedicar 17 anos ao cinema, ela queria experimentar uma outra vida, apaixonar-se e ter um filho. Em 1935, divorciou-se de Jesse Lydel Peck, seu primeiro marido. Sua popularidade também tinha diminuído. O público dos tempos que antecederam a II Guerra Mundial, interessado em heroínas mais encorpadas e sofisticadas, começou a se cansar dos filmes típicos de Gaynor. Em agosto de 1939, a atriz casou-se com Gilbert Adrian e teve um filho, Robin, nascido em 1940. Pelos próximos 12 anos, Gaynor viajou bastante com Adrian, ajudando-o com seu trabalho com moda e móveis. Em 1952, compraram uma fazenda no Brasil, no pantanal matogrossense, onde passaram a maior parte do seu tempo nos sete anos seguintes.

Clique aqui para ler resenha sobre "Lucky Star"

“Pecadora Sem Mácula” (1928) de Henry King e Sam Taylor é um show de interpretação por parte dos três atores principais: Norma Talmadge, Gilbert Roland e Arnold Kent. Norma já era uma estrela em 1928. Nascida entre 1893 e 1897 (sim, ela deu três datas diferentes) em New Jersey foi abandonada pelo pai bem cedo e criada com duas irmãs mais novas no Brooklyn pela poderosa mãe Peg que lhes ensinou o valor do trabalho e de não se levarem demasiadamente a sério. Em 1910 foi trabalhar nos estúdios Vitagraph para em seguida transferir-se para empresas mais promissoras onde Norma se casou com o primeiro marido, o exibidor e depois produtor Joseph M. Schenck em 1916. Daí nasceu a Norma Talmadge Film Corporation, que produziu seu primeiro filme Panthea (hoje perdido), onde foi elevada à categoria de estrela. Nasciam três empresas-sócias: a Norma Talmadge Film Corporation especializou-se em dramas no térreo do prédio da empresa; a Constance Talmadge Film Corporation (atriz e irmã de Norma) contribuía com comédias sofisticadas no segundo andar e na cobertura o popular comediante Roscoe "Fatty" Arbuckle (depois acusado de estuprador) com Natalie, outra irmã de Norma, como secretária e coadjuvante. Foi Arbuckle que trouxe Buster Keaton para o grupo. Quando Scheck decidiu “alugar” Arbuckle para estrelar filmes na Paramount, Keaton passou a comandar a “cobertura” das comédias e desposou Natalie. Norma fez uma média de quatro a seis filmes por ano em Nova Iorque entre 1917 e 1921. De Poppy (1917) à The Safety Curtain (1918), a mudança de sua atuação era perceptível, apesar dos roteiros não apresentarem novidades. Em 1921 foi eleita a melhor por sua legião de fãs, com mais do dobro de votos da segunda colocada, sua própria irmã Constance. Após Smilin' Through, Schenck fechou os estúdios em Nova Iorque transferindo-se com toda a família para a florescente Califórnia, para onde Keaton e Natalie já haviam se transferido. Com melhores figurinistas e diretores como Frank Lloyd, Clarence Brown, e o melhor de todos, Frank Borzage percebe-se um crescimento técnico e profissional da fase de Nova Iorque para a fase californiana. Joseph Schenck mudou-se para dirigir a United Artists em 1924, mas como Norma ainda devia alguns trabalhos para a First National, Norma fez Camille, seu último filme para encerrar o contrato, onde teve um romance com o ator Gilbert Roland (foto abaixo) .

Schenck não deu o divócio à esposa e mesmo assim, prosseguiu trabalhando em mais 3 filmes com Roland na United Artists. O primeiro produto da United com Norma, The Dove fracassou devido à má distribuição, mas o próximo Woman Disputed lançado no momento que o som surgia nas telas fez com que Norma tivesse aulas de como falar nas filmagens.

Nenhum dos filmes da fase falada de Norma fizeram sucesso. Apesar de Sam Goldwyn anunciar que ela estrelaria The Greeks Had a Word for It no final de 1930, Norma requereu um distrato sem explicar suas razões. Em 1932 ela desistiu de Roland, cuja carreira estava em declínio; sua mãe faleceu em 1933 e no ano seguinte o marido “oficial” lhe concedeu o divórcio. Norma casou-se com George Jessel um ator bem mais novo no mesmo momento. A união durou 5 anos. Em 1946, rica, casou-se com seu médico Carvel James. Mudou-se para Las Vegas em busca de um clima mais adequado para o tratamento de sua artyrite que lhe trazia dores terríveis. Eleita em 1956 como uma das cinco melhores atrizes do cinema mudo - antes de 1925 -, não pôde viajar para receber o prêmio em Nova Iorque devido à doença que a consumiu no ano seguinte. Norma faleceu na véspera do natal em 1957 ao lado do marido. Uma das primeiras pessoas que recebeu a notícia através de sua irmã foi o abandonado ator Gilbert Roland.

 

Heresia? A voz de Norma Talmadge! A direita, uma sessão de belas fotos da atriz.

 

A importante agremiação carioca de cinéfilos “Chaplin-Club” (surgiu em 1928 para durar dois anos) teve início na virada do cinema silencioso para o falado. Apaixonadamente insurgiu-se nas páginas do seu periódico “O fan” contra o último. Durante a sua breve existência, plantou as raízes da crítica apaixonada. Suas palavras de ordem são transcritas a partir de agora. Logo depois incluo uma pequena lista das obras exibidas na II Jornada Brasileira de Cinema Silencioso. Oxalá a próxima Jornada dure um mês.

 

PECADORA SEM MÁCULA (Crítica de Cláudio Mello publicada em O fan, n. 4, de abril de 1929)

A mulher cobiçada, último filme de Norma, não deixava prever muita coisa para o futuro, e eu como outros mais fui ao Capitólio na esperança que o nome de Henry King na direção salvasse a situação.
Começou a se desenrolar a película e a minha impressão mudou por completo. Julguei que estava vendo a Norma dos tempos de Morrer sorrindo, A grande dama, etc. Realmente o desempenho da “Grande Norma” nessa produção é uma coisa nunca vista... Aquelas duas pupilas muito negras exprimem toda a sua delicada alma... toda a sua sublime arte inigualável... Apesar dos ótimos desempenhos de Arnold Kent e Gilbert Roland, o filme é inteirinho dela; todo dela, Norma, puramente Norma. Diziam alguns amigos meus que ela não agüenta mais os close ups por causa das rugas, pois vão ver este filme e modificarão por completo a sua apressada opinião. Logo aquele olhar de medo no começo vale o filme todo. Como faz ela bem aquela seqüência do jantar. Como ela exprime tudo. Não, Norma é sempre Norma e ainda o há de ser por muito tempo. Linda, sublime e inigualável na sua arte. Aquela luta de consciência entre o reconhecimento por seu salvador e o amor que dedicava ao outro é uma coisa extraordinária. Que interpretação sincera! Eu não acho dúvida alguma em considerar esse filme como um dos seus primeiros trabalhos. Arnold Kent tem sem dúvida nenhuma a melhor oportunidade da sua carreira, e dela ele tirou todo o proveito possível. O seu tipo está muito bem criado. Aquela cena em que ele se despede do amigo para combaterem em campos opostos é muito boa. A sua interpretação na hora da vingança também nada desmerece a seu favor. Gilbert Roland é muito feliz, gostei de vê-lo na sua elegância, acho porém que ele deve criar individualidade, sua personalidade artística tem um não sei quê do outro Gilbert, “o rei”, não sei se será devido à parecença física, mas contudo acho que Roland copia um pouco a interpretação do herói de Flesh and the Devil.
Henry King na direção é magistral. O estudo acurado dos caracteres revela grande perspicácia de observação e o manejo útil e bem compreendido da câmara muito acrescentam ao grande diretor de David, o caçula. Os ângulos sobretudo merecem a especial atenção do megafonista. Poderia citar uma meia dúzia deles, mas basta o ângulo da Cruz e os da escada para fazer um resumo da técnica. O ângulo da Cruz sobretudo é um colosso. A continuidade, que se diga de passagem, não sei a quem pertence, é a meu ver a parte fraca do filme. Fraca em detalhes e rica em letreiros, não está bem construída. Aliás a história não é boa, há muito hokum e muitos pontos de contacto com Hotel imperial.
O filme, porém, de conjunto é uma produção bem cuidada, primorosamente montada e sobretudo um veículo qualquer para mais uma vez nos mostrar Norma, a grande Norma, a sublime Norma.


80 ANOS DO CHAPLIN-CLUB

Vanguarda sem retaguarda: o caso Chaplin-Club  


O GRANDE DESFILE (THE BIG PARADE)   
EUA, 1925, branco e preto com viragem e tingimento, 35mm, 150min

cp: Metro-Goldwyn-Mayer – MGM. p: Irving Thalberg. d: King Vidor. ar: Laurence Stallings, baseado em peça de Joseph W. Farnham. r: Henry Behn e King Vidor (não creditado). df: John Arnold, Charles Van Enger. mo: Hugh Wynn. c: Cedric Gibbons, James Basevi. e: John Gilbert (James Apperson), Renée Adorée (Mélisande), Hobart Bosworth (Sr. Apperson), Claire McDowell (Sra. Apperson), Claire Adams (Justyn Reed), Robert Ober (Harry),Tom O’Brien (Bull), Karl Dane (Slim), Rosita Marstini (mãe de Mélisande)

O grande desfile ficou em primeiro lugar na lista dos melhores filmes de 1925 do The New York Times, à frente de A última gargalhada/Der letze Mann (F.W. Murnau, 1924), A trindade maldita e Em busca do ouro/The gold rush (Charles Chaplin,1925). Seu apelo está na identificação do público com os três rapazes interpretados por John Gilbert, Tom O’Brien e Karl Dane. Nas resenhas de final de ano de 1925, Mordaunt Hall escreveu: "Há um ar de romance nessa narrativa, que acaricia o coração, arranca uma lágrima do rosto e dá um nó na garganta. Na noite de estréia do filme, Slim, o mais alto dos três rapazes, interpretado por Karl Dane, fez com que um homem de olhar forte desabafasse 'Espero que não os peguem.'" A autenticidade das cenas de guerra foram uma conquista dos artistas e equipes técnicas, que tiveram como referência as experiências de Laurence Stallings, um veterano da I Grande Guerra que perdeu uma perna em batalha. Vidor creditava a Stallings “por me dizer mais sobre a guerra do que eu encontrei em todas as sinopses e livros. Ele tinha mais para contar – mais conhecimento – do que os 750 mil pés de filmes arquivados do Comitê de Informações Públicas, que meu agente conheceu em Washington”.


AURORA (SUNRISE)  

EUA, 1927, 35mm, branco e preto, 95min

cp: Fox Film Corporation. p: William Fox. d: F. W. Murnau. r: Carl Mayer, baseado na novela Uma viagem a Tilsit, de Hermann Sudermann. df: Charles Rosher, Karl Struss. mo: Harold D. Schuster. da: Rochus Gliese. mor: Hugo Riesenfeld. e: George O'Brien (o homem), Janet Gaynor (a esposa), Margaret Livingston (a mulher da cidade).

Um fazendeiro, casado com uma esposa exemplar, se apaixona por uma moça da cidade. Totalmente seduzido, o homem passa a desprezar a mulher e a priorizar os seus gastos com presentes para a amante. Com a promessa de casamento, a mulher da cidade convence o homem a matar sua esposa.



BRAZA DORMIDA   
Brasil, 1928, 35mm, branco e preto com viragem e tingimento, 80min

cp: Phebo Brasil Film. p: Agenor Cortes de Barros, Homero Cortes Domingues. dis: Universal Pictures do Brasil S.A. d: Humberto Mauro. ar/r: Humberto Mauro. df: Edgar Brasil. c: Paschoal Ciodaro. e: Nita Ney (Anita Silva), Luís Soroa (Luis Soares), Máximo Serrano (Máximo), Pedro Fantol (Pedro Bento), Rosendo Franco (empregado antigo), Cortes Real (Sr. Carlos Silva), Paschoal Ciodaro, Edgar Brasil, Haroldo Mauro (torcedor do Jockey Club), Juca de Godoy (torcedor do Jockey Club)


 

Luís, estróina carioca, é contratado por um usineiro mineiro para substituir o vilão Pedro Bento na gerência da usina. Apaixona-se por Anita, filha do usineiro. Cartas anônimas de Pedro levam o namoro, mantido em segredo, ao conhecimento do usineiro, que não aceita o casamento por não conhecer a família de Luís. Com isso, afasta sua filha da usina, e a moça passa a manter o namoro em segredo. Pedro, por vingança, dinamita a chaminé da usina. Pedro e Luís enfrentam-se numa luta que leva à morte do vilão. O usineiro, ao saber que Luís é filho de um amigo seu, autoriza o casamento.

 

 

 

 

 

 

PECADORA SEM MÁCULA (THE WOMAN DISPUTED)   
EUA, 1928, 35mm, branco e preto, 108min


p: Joseph M. Schenck, Norma Talmadge. d: Henry King, Sam Taylor. r: C. Gardner Sullivan, baseado em peça de Denison Clift. df: Oliver Marsh. da: William Cameron Menzies. mo: Hal Kern. e: Norma Talmadge (Mary Ann Wagner), Gilbert Roland (Paul Hartman), Arnold Kent (Nika Turgenov), Boris de Fast, Michael Vavitch (Padre Roche), Gustav von Seyffertitz (Otto Krueger), Gladys Brockwell (Condessa), Nicholas Soussanin (Conde), Howard Davies, Joseph Marievsky, Marion Templeton, Malcolm Tod, Olga Baclanova.

Durante a I Guerra Mundial, Mary Ann Wagner é objeto de cobiça entre o comandante russo Nika Turgenov e o comandante austríaco Paul Hartman. Quando Mary Ann demonstra preferir o comandante Paul, Nika ordena que seus cossacos sitiem a cidade austríaca. Enquanto isso, alguns esnobes destratam Mary Ann por considerá-la uma mulher que perdeu a moral, entre eles Padre Roche e um jovem casal de nobres. Eles deixam claro que não querem ter relações sociais com Mary Ann até que sua reputação seja recuperada. Quando os nobres e o padre tentam quebrar o cerco imposto pelos russos, os cossacos de Nika os capturam e o comandante ordena que todos sejam executados. Mas outro prisioneiro é capturado: Mary Ann. Nika anuncia que só irá poupá-los se Mary Ann lhe conceder uma noite de paixão. Os três, que antes maltratavam Mary Ann, agora imploram que ela atenda ao pedido do comandante russo para salvar suas vidas.



LIMITE   
Brasil, 1931, 35mm, branco e preto, 115min

p: Mário Peixoto. d: Mário Peixoto. ar/r: Mário Peixoto. df: Edgar Brasil. mo: Mário Peixoto, Edgar Brasil. tm: Brutus Pedreira, com seleções de Erik Satie, Claude Debussy, Prokofiev, Maurice Ravel, Igor Stravinsky, Aleksandr Borodin, César Franck. e: Olga Breno (mulher no 1), Taciana Rey (mulher no 2), Raul Schnoor (homem no 1), Brutus Pedreira (homem no 2), Carmen Santos (prostituta), Mário Peixoto (homem do cemitério), Edgar Brasil.

Um tema, uma situação e três histórias. O tema, a ânsia do homem pelo infinito, seu clamor e sua derrota. A situação, um barco perdido no oceano com três náufragos – um homem e duas mulheres. As três histórias são aquelas que os personagens mutuamente se contam. Na situação se esboça o tema que as três histórias desenvolvem. A tragédia cósmica se passa no barco. E para ele convergem as histórias. O filme começa no barco e no barco marca-se o seu tom. Os náufragos estão abatidos, deixaram de remar e parecem conformados com seu destino.


A NOITE DA VINGANÇA (HAEVNENS NAT)    Dinamarca, 1916, 35mm, branco e preto com viragem e tingimento, 100min

cp: Dansk Biografkompagni. d: Benjamin Christensen. r: Benjamin Christensen. df: Johan Ankerstjerne. e: Benjamin Christensen (John Sikes), Karen Caspersen (Ana), Peter Fjelstrup (Dr. Richard West), Charles Wilken, Ulla Johansen, Jon Iversen, Aage Schmidt, Mathilde Nielsen, Karl Gottschalcksen, Grethe Brandes, Elith Pio, Fritz Lamprecht, Osvald Helmuth, Otto Reinwald, Jørgen Lund, Marie Pio, Karen Sandber.

John Sikes, um artista de circo, é injustamente acusado de um crime cometido por outra pessoa. Em fuga com seu filho, ele entra em uma casa e pede ajuda a uma garota chamada Ana, mas acaba sendo capturado e preso. Catorze anos se passam. Ana está casada com o Dr. Richard West. John é libertado por bom comportamento. Sai então à procura de seu filho em um orfanato e descobre que o menino fora adotado. Um flashback mostra que o bebê havia sido adotado por Ana e Richard West. Na prisão, John conhecera Sam Morton, membro de um bando de seqüestradores de cães, que vende um cachorro para o Dr. Richard. Quando este vai para sua casa de campo com a família, o bando assalta a residência da cidade. Entre os objetos roubados, John reconhece uma caixa que pertence a Ana, a mulher que ele acredita tê-lo denunciado anos antes. Parte então em busca de vingança.



A TRINDADE MALDITA (THE UNHOLY THREE)   
EUA, 1925, 35mm, branco e preto com viragem e tingimento, 80min

cp: Metro-Goldwyn-Mayer Corporation. p: Tod Browning. d: Tod Browning. r: Waldemar Young. df: David Kesson. mo: Daniel J. Gray. c: Cedric Gibbons, Joseph Wright. e: Lon Chaney (Professor Eco, o ventríloquo), Mae Busch (Rosie O’Grady), Matt Moore (Hector MacDonald), Victor McLaglen (Hércules), Harry Earles (Tweedle Dee), Matthew Betz (detetive Regan), Edward Connelly (juiz), William Humphreys (advogado de defesa), A.E. Warren (promotor).

O Professor Eco, o forte Hércules, o anão Tweedle Dee e Rosie O’Grady fazem parte das atrações de um circo. Rosie, namorada de Eco, é a encarregada de furtar espectadores durante o espetáculo. Eco trama um esquema para enriquecer tão bem planejado que imagina que nenhum policial poderia desvendá-lo. Em uma pequena cidade, Eco abre uma empresa, a Loja de Pássaros O’Grady, para comércio de aves falantes. O negócio pertence à “avó” (Eco travestido) de Rosie. Com habilidades em ventriloquia, Eco e seus comparsas vendem papagaios “falantes”. Quando os clientes reclamam que as aves não falam, Vovó O’Grady presta atendimento em domicílio, e leva consigo o “pequeno” Willie – Tweedle Dee disfarçado de bebê. Do carrinho de bebê, o anão perscruta silenciosamente a casa dos clientes à procura de objetos valiosos, enquanto Eco entretém os donos com sua atitude solícita.

A Trindade Maldita – Eco, Tweedle Dee e Hércules – volta na calada da noite e limpa a casa. Hector MacDonald – jovem ingênuo contratado como balconista da loja – apaixona-se por Rosie e desperta o ciúme de Eco. Tweedle Dee e Hércules, irritados com a liderança ditatorial de Eco, fazem um assalto sozinhos e cometem um assassinato. Hector é incriminado e preso, enquanto a Trindade Maldita refugia-se nas montanhas. O amor de Rosie por Hector, contudo, provoca uma atitude altruística de Eco e o fim do bando.

 

"That's all there is to life, a little laugh, a little tear" (Mr. Eco)


SHIRAZ – O TÚMULO DE UM GRANDE AMOR (SHIRAZ)   
Índia, Inglaterra, Alemanha, 1928, 35mm, branco e preto, 97min

cp: Himansu Rai Film, British Instructional Films, Limited e Universum-Film Aktiengesellschaft – UFA. p: Himansu Rai. d: Franz Osten. r: William A. Burton, baseado na peça de Niranjan Pal. df: Emil Schünemann, H. Harris. da: Lala Brigmohontal, Promode Nath. e: Himansu Rai (Shiraz), Charu Roy (Príncipe Khurram/ Xá Jehan), Seeta Devi (Dalia), Enakashi Rama Rau (Princesa Selima/ Mumtaz Mahal), Maya Devi, Profulla Kumar.

Uma horda de bandidos assalta uma caravana e o único sobrevivente é uma princesa ainda criança. Encontrada por um ceramista, recebe o nome de Selima e é criada pela família junto com Shiraz, filho do ceramista. Já adulta, Selima é raptada por caçadores de escravos. É vendida para a corte real do príncipe Khurram (futuro Xá Jehan), que se apaixona por ela. Graças a artimanhas da pérfida Dália, o príncipe encontra Shiraz no quarto de Selima e o condena à morte. Desfeito o engano, e descoberta a origem nobre de Selima, ela se torna a imperatriz Mumtaz Mahal. Anos depois, quando morre, o Xá Jehan e Shiraz constroem um monumento a sua memória, o Taj Mahal.


SOLIDÃO (LONESOME)   
EUA, 1928, 35mm, branco e preto com viragem e tingimento, 70min

cp: Universal Pictures Corporation. d: Paul Fejos (Pál Fejös). r: Edward T. Lowe Jr., Tom Reed, baseado em história de Mann Page. df: Gilbert Warrenton. mo: Frank Atkinson. e: Glenn Tryon (Jim), Barbara Kent (Mary), Fay Holderness, Gusztáv Pártos, Eddie Phillips, Andy Devine, Edgar Dearing, Louise Emmons, Fred Esmelton.

Dois solitários na cidade grande se encontram e aproveitam as emoções de um parque de diversões em Coney Island durante uma tarde de sábado. Depois do dia feliz junto, um se perde do outro em meio à multidão.


 

 

 

UMA CASA EM DARTMOOR (A COTTAGE ON DARTMOOR)  
Inglaterra, 1929, 35mm, branco e preto, 87min

cp: British Instructional Films, Limited e Svensk Filmindustri. p: Harry Bruce Woolfe. d: Anthony Asquith. ar: Herbert C. Price. r: Anthony Asquith. df: Stanley Rodwell, Axel Lindblom. e: Norah Baring (Sally, manicure), Uno Henning (Joe, assistente de barbearia), Hans von Schlettow (Harry, fazendeiro de Dartmoor), Judd Green (freguês), Anthony Asquith (homem de óculos no cinema).

Joe foge da cadeia, onde estava preso pela tentativa de assassinar Harry. Ao invadir a casa de Sally, relembra sua paixão por ela em uma barbearia do interior e o envolvimento da moça com Harry, com quem se casou. No final, Joe prova a Sally que não poderia continuar vivendo sem ela. Uma casa em Dartmoor é provavelmente o melhor filme inglês do período silencioso.

A barbearia de uma pequena cidade serve de pano de fundo para um triângulo amoroso alimentado pelo ciúme. O filme mantém perfeitamente o equilíbrio entre a narrativa e a habilidade técnica, enquanto Asquith explora as possibilidades criativas da câmara, da montagem veloz e dos efeitos especiais, garantindo vários momentos virtuosísticos. Merece destaque a seqüência em que o público de uma sala de cinema assiste à projeção de um filme sonoro. Asquit supera habilmente a dificuldade em sincronizar som e imagem e, sem sacrificar a fluidez da câmara, nos mostra a reação do público ao som em vez de filmar a tela com a projeção do filme sonoro. Nesta seqüência, os membros da orquestra, tão animados nas projeções de comédias silenciosas, param de tocar e começam a jogar cartas, uma velha senhora recorre a seu aparelho de surdez para ouvir melhor o filme e nossa atenção é deslocada do filme projetado para a emoção presente nas faces do público

DEPOIS DA MORTE (POSLE SMERTI)  
Rússia, 1915, 35mm, branco e preto com viragem e tingimento, 46min

p: A. Chanshonkov. d: Evgenij Bauer. r: Evgenij Bauer, a partir do romance Klara Milich, de Ivan Turgeniev. df: Boris Savelyev. e: Vitold Polonsky (Andrei Bagrov), Olga Rakhmonova (Kapitolina Markovna), Vera Karalli (Zoya Kadmina), M. Chalatova (Mãe de Kadmina), T. Gedevanova (irmã de Zoya), M. Kasazkaya (Princesa Tarskaya), Georgi Azagarov (Tsenin).

Andrei leva uma vida isolada com sua tia, estudando e pensando em sua falecida mãe. Seu amigo Tsenin, preocupado com o estado de Andrei, tenta convencê-lo a acompanhá-lo em eventos sociais. Após ver a performance da atriz Zoya Kadmina, Andrei fica fascinado por ela e é surpreendido ao receber um bilhete da artista, que o convida para um encontro. Após três meses, ele fica chocado com a notícia do suicídio de Zoya. Andrei passa a viver obcecado com sua lembrança e decide que precisa saber tudo sobre ela.


DEVANEIOS (GREZY)
  
Rússia, 1915, 35mm, branco e preto com viragem e tingimento, 37min

p: A. Chanshonkov. d: Evgenij Bauer. r: M. Bassow, baseado no romance Bruges-la-morte, de Georges Rodenbach. df: Boris Savelyev. e: Alexander Wyrubov (Sergei Nikolaevich Nedelin), F, Werchowzweva (Yelena), Viktor Arens (Solski, um pintor), N. Tschernobajewa (Tina Wlarskaja, uma atriz).

Após a morte de sua esposa Yelena, o inconsolável Sergei fica obcecado com as fotos de sua amada e com uma trança de seus cabelos que guardou como lembrança. Um dia, enquanto anda pelas ruas, ele encontra uma mulher que tem uma impressionante semelhança com Yelena. Ele a segue pelo teatro onde descobre que a mulher, uma atriz chamada Tina, faz parte do elenco de uma ópera. Após a apresentação, Sergei vai até os camarins e logo faz amizade com Tina. No entanto, suas obsessões começam a criar tensões no relacionamento.


OS PROSCRITOS (BERG-EJVIND OCH HANS HUSTRU)   
Suécia, 1918, 35mm, branco e preto com viragem e tingimento, 73min

cp: AB Svenska Biografteatern. p: Charles Magnusson. d: Victor Sjöström. r: Victor Sjöström, Sam Ask, baseado na peça de Jóhann Sigurjónsson. df: Julius Jaenzon. e: Victor Sjöström (Ejvind/ Kári), Edith Erastoff (Halla), John Ekman (Arnes), Nils Aréhn (Björn), Jenny Tschernichin-Larsson (Bjarni), Sigurd Wallén.

A ação de Os proscritos é ambientada na Islândia do século XIX. Forçado pela fome a roubar uma ovelha para alimentar sua família, Ejvind, com o falso nome de Kári, foge das autoridades, refugiando-se na fazenda de uma rica viúva, Halla. Os dois acabam se apaixonando. Ele é descoberto e ela decide segui-lo. O casal arruma um esconderijo no alto das montanhas e leva uma existência isolada de todo contato humano. Sua pista é novamente encontrada e a única alternativa é lançar-se numa arriscada fuga por regiões cada vez mais íngremes e geladas.


 

O CARA SENTIMENTAL (THE SENTIMENTAL BLOKE)  
Austrália, 1919, 35mm, branco e preto com viragem e tingimento, 107min

cp: Australian Cinematograph Company Pty, Limited. d: Raymond Longford. r: Raymond Longford, Lottie Lyell, a partir do poema The songs of a sentimental bloke, de C.J. Dennis. df: Arthur Higgins. e: Arthur Tauchert (Bill), Lottie Lyell (Dorina), Gilbert Emory (Ginger Mick), Stanley Robinson (amigo de Bill), Harry Young, Margaret Reid (mãe de Dorina), Charles Keegan (vigário), William Coulter (Tio Jim), Helen Fergus (enfermeira), C.J. Dennis.

A descoberta ocasional, no começo da década de 1950, pela Biblioteca Nacional da Austrália da única cópia em nitrato sobrevivente de O cara sentimental permitiu que esse filme circulasse novamente e trouxesse reconhecimento ao diretor Raymond Longford em sua velhice. Baseado no poema narrativo The songs of a sentimental bloke, de C.J. Dennis, publicado em 1915, o filme foi à época de seu lançamento, em 1919, um sucesso de crítica que encantou o público da Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra com a história de um modesto trabalhador urbano, beberrão e jogador, que conquista uma garota, casa-se com ela e encontra a felicidade na vida tranqüila do campo.

Para a versão lançada fora da região, entretanto, o distribuidor australiano diminuiu algumas cenas e removeu outras. Para um eventual lançamento nos Estados Unidos, o distribuidor chegou a substituir o coloquialismo australiano dos versos de Dennis, transcrito nos intertítulos, pela linguagem popular americana. O filme, porém, não foi bem em algumas exibições de teste e acabou não sendo lançado nos Estados Unidos. O negativo original em nitrato, remontado, acabou sendo enviado para o pioneiro arquivo de filmes da George Eastman House, em Rochester, Estados Unidos.

A moderna reconstrução do filme utilizou-se amplamente de um máster positivo realizado pela George Eastman House. Os intertítulos originais australianos e as cenas da versão australiana que haviam sido cortados foram reinseridos para restaurar o filme o mais próximo possível ao que era em seu lançamento em 1919. A velocidade do filme foi também padronizada através da copiagem à atual velocidade de projeção. Embora filmado em branco e preto, as cópias originais de O cara sentimental seguiam as convenções contemporâneas de tingimento químico de cada cena com objetivo dramático. Tentou-se uma aproximação desses tons com o uso de técnicas especiais de copiagem em modernas películas coloridas. A produção de Raymond Longford e Lottie Lyell O cara sentimental é hoje a jóia do cinema silencioso sobrevivente da Austrália.




LUCKY STAR   
EUA, 1929, 35mm, branco e preto, 90min

cp: Fox Film Corporation. p: William Fox. d: Frank Borzage. r: Sonya Levien, com diálogos de John Hunter Booth, a partir de Three episodes in the life of Timothy Osborn, de Tristram Tupper. df: Chester A. Lyons, William Cooper Smith. mo: Katherine Hilliker, H.H. Caldwell. let: Katherine Hilliker, H.H. Caldwell.
e: Charles Farrell (Timothy Osborn), Janet Gaynor (Mary Tucker), Guinn Williams (Martin Wrenn), Paul Fix (Joe), Hedwig Reicher (Sra. Tucker), Gloria Grey, Hector V. Sarno, Jack Pennick.

Mary, uma pobre garota da fazenda, conhece Timothy logo que a I Guerra Mundial é declarada. Timothy se alista no exército e vai para os campos de batalha na Europa, onde é ferido e perde o movimento de suas pernas. De volta à casa, Timothy recebe a visita de Mary e os dois acabam se apaixonando, mas a deficiência física o impede de declarar seu amor por ela. Maiores complicações aparecem quando Martin, sargento de Timothy durante a guerra, resolve aproveitar-se de Mary.


PELE VERMELHA (REDSKIN)

EUA, 1929, 35mm, cor/ branco e preto com viragem, 91min

cp: Paramount Famous Lasky Corporation. d: Victor Schertzinger. r: Elizabeth Pickett. df: Edward Cronjager, Harry Hallenberger (em branco e preto), Ray Rennahan, Edward Estabrook (em Technicolor). mo: Otto Lovering. e: Richard Dix (Pé Ligeiro), Gladys Belmont (Flor de Milho), Jane Novak (Judith Stearns), Larry Steers (John Walton), Tully Marshall (Jim Navajo), Bernard Siegel (Chahi), George Rigas (Notani), Augustina Lopez (Yina), Noble Johnson (Jim Pueblo), Joseph W. Giard (comissário), Philip Anderson (Pé Ligeiro aos nove anos), Lorraine Rivero (Flor de Milho aos seis anos), George Walker (Jim Pueblo aos 15 anos), Jack Duane, Andrew J. Callaghan, Myra Lynch, Pauline Garon, Ben Hall, Lincoln Stedman, Paul Panzer, Walter Reed.

Forçado a freqüentar a escola do homem branco, o navajo Pé Ligeiro afeiçoa-se pela Pueblo Flor de Milho, que o acompanha à universidade quando ele vai estudar medicina. Conflitos com a cultura branca levam Pé Ligeiro de volta a sua tribo, que também não o aceita. Os Pueblo, por sua vez, querem que Flor de Milho volte a ser indígena e que se case na tribo. A situação só se modifica quando Pé Ligeiro encontra petróleo no deserto.

Victor Schertzinger foi um excelente diretor (e músico) infelizmente ignorado pela história do cinema. No fim de sua carreia (morreu em 1941), ele dirigiu dois dos filmes da série Road to… com Bing Crosby e Bob Hope. Louise Brooks foi originalmente escalada para interpretar a garota em Redskin: “Fiz o teste com Richard Dix. Mas eu não colocaria aquelas maquiagens para índios. Eu disse 'Eu não vou para uma reserva indígena, não com Richard Dix. Ele está sempre de ressaca...'” A Paramount teve dificuldades para achar uma garota que parecesse índia sem maquiagem. Eles fizeram testes com mais de 200 mulheres antes de escalar uma desconhecida, Gladys Belmont.

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