Revista O Martelo
 
 
  

home ¥ quem somosarquivos ¥ cds e dvdsbizarro ¥ matériasfutebol ¥ literatura


 
 
 
 


  P.O. BOX 33132, ZIP CODE 22440.970 RIO DE JANEIRO, BRASIL omartelo@omartelo.com

Pesquisa personalizada

por Carlos Lopes

O pastor evangélico Caio Fábio d'Araújo Filho (Manaus, 15 de março de 1955) pode ser considerado uma ovelha desgarrada ou alguém que levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima? Para muitos, ele fala demais, para os seus seguidores, ele prega a verdade, apenas a verdade.

Em meados da década de 1990, Caio Fábio foi acusado pelo PT ter sido o principal "corretor" da negociação envolvendo os documentos conhecidos como Dossiê Cayman, um conjunto de papéis com autenticidade não comprovada que atestavam a existência de uma empresa em nome de integrantes do PSDB em paraísos fiscais, que teria sido criada para envio ilegal de dinheiro. Alguns dos papéis que compunham o dossiê eram falsos, após terem vindo à tona, em 1998. A empresa CHJ AIT, que teria uma sede nas Bahamas, estaria no nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), do governador de São Paulo Mário Covas (morto em março de 2001), e dos ministros de FHC José Serra (Saúde) e Sérgio Motta (Casa Civil, morto em abril de 1998). Caio Fábio decidiu denunciar os políticos com os documentos em mãos (O Governador Leonel Brizola os recebeu mas se recusou a fazer esse papel) e foi processado por calúnia pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e indiciado pela Polícia Federal como um dos participantes do golpe. Somente em 2005 foi inocentado de todas as acusações, inocentado pelo depoimento de Eduardo Jorge, secretário da Presidência da República no governo de Fernando Henrique que expôs toda a trama de políticos da esquerda que arquitetaram o plano. Esses mesmos políticos, ao se depararem com a iminência da descoberta de toda a fraude, atribuíram ao Pastor Caio Fábio toda a responsabilidade. Além disso, após 25 anos de casamento com Alda Maria Fernandes, Caio divorciou-se para então revelar no livro Confissões de um pastor que havia praticado adultério com a secretária.

O Pastor antiecumênico foi presidente da AEVB (Associação Evangélica Brasileira) e fundador da VINDE – Visão Nacional de Evangelização (em 1978 no Rio de Janeiro). A Vinde chegou a possuir um canal de televisão por assinatura e uma revista de circulação nacional. Foi um dos fundadores do Movimento "Viva Rio", criou a "Casa da Paz" em Vigário Geral, e fundou a Fábrica de Esperança em Acari, no Rio de Janeiro, entidade de cunho social que beneficiou milhares de famílias na região e em todo o estado, e foi considerado pelo governo Federal, o maior projeto social da América Latina.

Em 2003, a seu próprio pedido, foi despojado do ministério da Igreja Presbiteriana do Brasil. Um de seus filhos, Lukas, morreu atropelado por um automóvel no dia 27 de março de 2004. Em 2008, abriu um canal de TV via internet.


As entrevistas postadas nesta matéria são denúncias contra o lado corrompido do mundo evangélico (Silas Malafaia, Edir Macedo, Universal e os Hernandes da Igreja Renascer entre outros) que Caio abomina, não sem razão.

 

 


 VOLTA AO TOPO