EDIÇÃO 24
Translate / Übersetzung / Traduction / Traducción / Traduzione / 翻訳 Click Here
Comunidade: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=69819489
MUITO ALÉM DA VELOCIDADE DA LUZ / NILTON BOBATO / GLAUCO MATTOSO / COMO NAMOREI ROBERT PATTISON / COMO ENTENDER O EFEITO SOMBRA EM SUA VIDA
MUITO ALÉM DA VELOCIDADE DA LUZ – Consciência Física Quântica e a Busca pela Quinta Dimensão – Marc. Seifer, Ph.D. – Cultrix.
Um livro único e necessário. Fundamental.
Seifer graduou-se em ciências naturais pela Universidade de Rhode Island, é mestre em psicologia e especialista na obra de Nikola Tesla. A premissa deste livro é estudar as fronteiras da pesquisa no campo da consciência e explicitar, de forma clara, a teoria da consciência.
A pergunta que o autor faz é: Haverá consciência na estrutura da matéria? Seifer diz que sim. As qualidades da mente humana devem necessariamente ter existido antes mesmo da era biológica, ao contrário, a própria vida não teria se desenvolvido como a conhecemos hoje. Segundo alguns estudiosos, se o universo, em sua evolução, tivesse se desdobrado de uma maneira ligeiramente diferente, a mente humana não teria surgido. Se não houvesse uma forma instável de berílio, esse elemento não teria se combinado com o hélio para produzir os altos níveis de carbono necessários à produção de grandes quantidades de oxigênio, e em última análise, de moléculas orgânicas. Concluir que o produto final (nós) teria sido produto do acaso, ou de uma “coincidência” ou fruto do acaso é pedir demais. Isso também pressupõe que as partículas elementais também possuem compreensão. A teoria do princípio antrópico, ou seja o que se refere aos seres humanos, afirma que a atividade volitiva inerente à estrutura da matéria acabou dando origem aos aminoácidos, ao DNA e aos organismos unicelulares. A consciência nasceu com a intensificação desses desenvolvimentos volitivos no sistema nervoso. Isso ocorreu com os paramécios, quando eles se voltaram ao sol, em busca de luz para se aquecer. Isso quer dizer que houve uma escolha, ou seja havia consciência e não uma coincidência. Isso sugere a existência de um elo entre o plano global do universo e a mente humana, que é capaz de reconhecer esse plano e além disso, existe por causa dele. O conceito de consciência não é do tipo “ou isto ou aquilo” (cartesianismo). O ato de tornar-se consciente numa continuidade, começa com a simples percepção e termina no pensamento e na atividade volitiva avançados. O primeiro organismo unicelular que se movia em busca do calor do Sol era, em certo grau, consciente. Com certeza, a percepção, a intenção, a atenção e o ato de decisão eram evidentes, ainda que o ser unicelular reagisse por “automatismo” ou instinto. Algo no interior nesse organismo era consciente (ou programado por forças conscientes) em alguma medida. Esse “algo”, a que Freud chamaria de inconsciente, “pensa”.
A capacidade do DNA para dirigir o metabolismo celular, produzir as enzimas e aminoácidos apropriados, se replicar e em última análise, orquestrar a transformação do ovo fertilizado em um organismo plenamente desenvolvido é uma manifestação consciente da mais alta ordem. A força motriz inerente ao DNA é uma forma de inteligência e sua estrutura está imbuída de consciência. A interação de elétrons com fótons, prótons e nêutrons é um processo muito bem ordenado, consciente. O elétron toma a decisão de repelir outros elétrons, “pensando” ou não. Seja como for, o elétron está programado para reagir de um modo previsível e regido por regras. Para simplificar, elétrons gostam de prótons, mas não gostam de outros elétrons. Então, se a consciência permeia o íntimo de cada partícula, isso quer dizer que quando elas são combinadas, primeiramente em organismos unicelulares, que atraídas pelo sol, em seguida somam-se para a composição do cérebro humano. O talento de ser consciente é uma corrente inquebrantável desde a mais básica matéria organizada até o ser mais pensante. O que diferencia o ser humano de outros animais é que nós temos a consciência de sermos conscientes. A própria existência da tabela periódica é prova de que há um planejamento consciente, bem como um propósito, uma ordem e uma intenção na criação dos elementos. Em física, há coincidências numéricas cruciais que conectam o mundo microcósmico com o mundo macrocósmico, um elo matemático entre determinadas razões, tanto na estrutura atômica como na galáctica.
Tudo isso seria apenas coincidência?
A ideia da importância das coincidências foi introduzida por Paul Kammerer em 1920, no livro Seriality, em que o autor apresenta cem exemplos sobre essa tese. A ideia deixou Eisntein intrigado e influenciou Jung a desenvolver sua teoria, mudando o termo de Kammerer pela palavra sincronicidade.
Tesla x Edison x Einstein
No início da década de 1880, Nikola Tesla descobriu um efeito de rotação que podia ser obtido a partir de inversões polares, o qual o cientista chamou de “campo magnético rotacional”. Para tanto, ele usou uma corrente alternada que fluía naturalmente, isto é, uma corrente que invertia seus polos e o sentido de seu fluxo milhares de vezes por segundo, a fim de gerar e distribuir energia elétrica com eficiência e criar movimento rodopiante em um motor. Para fazer isso, Tesla aproveitava duas (ou mais) correntes fora de fase entre si. Se o universo é construído com base nesse mesmo princípio (inversões de polaridade de energias opostas e fora de fase), seria essa pulsação que iniciaria o movimento de ortorrotação primordial responsável, na escala macroscópica, pela rotação em torno do próprio eixo das galáxias, das estrelas e dos planetas, e na escala microscópica, pelo spin das partículas elementares e pela estrutura dos átomos. Na Terra, essa força resultaria em furações, tornados e tempestades elétricas. Esse campo etérico onipresente seria uma corrente alternada, cuja carga se inverteria provavelmente bilhões de vezes por segundo, senão trilhões. Essa teoria dá uma outra explicação ao big-bang. A força primordial responsável pela criação do universo em movimento de rotação em torno do próprio eixo, pode ter-se originado do Uno e de seu reflexo, o yin e o yang: o rodopio inicial da corrente alternada e que obedece a leis definidas. Logo, há princípios de consciência.
O que isso quer dizer? Que a ordem pressupõe o planejamento consciente.
A teoria do Éter, como concebida no século XIX, reapareceu disfarçada nas teorias de Peter W. Higgs, professor de física da Universidade de Edimburgo. “Para preencher essas lacunas no modelo-padrão, os teóricos propuseram a existência de algum tipo de influência que permeia todo o espaço e impõe resistência a todas as partículas que o atravessam. Esse “melaço” cósmico é chamado de campo de Higgs, um campo que permeia todo o universo e que poderia massa a todas as partículas fundamentais dotadas de massa” (comentário de Peter Weiss). Tesla, além de possuir talentos psíquicos, era acima de tudo um grande cientista.
Tesla conseguiu, no início da década de 1890, transmitir energia elétrica pelo ar e acender lâmpadas fluorescentes e válvulas de neônio por meio de correntes alternadas de alta frequência e da transmissão da eletricidade sem fio. Tesla demonstrou que, quando uma válvula a vácuo ressonava em determinada frequência, ela emanava luz, quer ela contivesse ou não um gás rarefeito ou um filamento. Tesla simplesmente removeu os filamentos das lâmpadas incandescentes de Edison e também as iluminou. O vácuo, afirmava Tesla, para assombro do seu rival Edison, era mais importante do que o filamento. Tesla dizia que o espaço estava cheio de “átomos livres”, tudo isso antes da teoria da relatividade e antes de um dos seus colegas, J. J. Thomson, descobrir o elétron. Einstein apenas substituiu o Éter euclidiano tridimensional do século XIX por um continuum espaçotemporal quadridimensional e não euclidiano.
O que não se sabe é se o desvio dos raios de luz das estrelas perto do Sol é causado pela curvatura do espaço, pela pressão para baixo exercida pelo Éter ou pela atração da luz pela gravidade. Na década de 1930, Tesla contestou Einstein: “Dizer que na presença de grandes corpos, o espaço se curva equivale a afirmar que algo pode agir sobre o nada. Recuso-me a subscrever essa concepção.” Para Tesla a luz se curva por causa do enorme campo de força do Sol e só. Mas as teorias não se contradiziam: Tesla estaria meramente definindo de outra maneira os fenômenos relacionados à deflexão da luz ao redor de grandes corpos, uma maneira que, em última análise, não estaria contradizendo as descobertas de Einstein. Para acrescentar: Einstein não desacreditava no Éter, ele simplesmente dizia que não havia como detectá-lo.
Mas o livro não se perde em teorias quânticas, físicas ou apologias a Tesla. Muito pelo contrário. Seifer fala sobre parapsicologia (há extensos e maravilhosos capítulos sobre o tema), sincronicidade, astrologia sob uma nova ótica, modelos holográficos para o universo, universo hexadimensional (segunda dimensão do tempo ou quinta dimensão do espaço), teoria do Éter e novas teorias sobre gravidade, nas quais o autor nos explica as teorias de Nikola Tesla e a ligação entre Éter, gravidade, eletromagnetismo e o tal Bóson de Higgs, a “partícula de Deus”.
Um livro “muito além da velocidade da luz”.
RETORNE AO INÍCIO
NILTON BOBATO – Um Brinde a três amigos (Editora Suliani) e Prosa de estrada (R & F Editora)
Bobato é vereador em Foz do Iguaçu. Já foi Guarda Mirim, vocalista de banda de Heavy Metal, fanzineiro, editor de televisão, jornalista, é formado em Letras Português e Espanhol e está nesta edição por seu trabalho como escritor e poeta.
Prosa de estrada é uma coletânea de contos, escritos entre 2005 e 2010, em plena estrada, dentro de ônibus, aviões, e hotéis entre Curitiba, Foz, São Paulo e Brasília. Assim como a estrada pode ser uma lânguida dama que só pode ser tomada à força, os contos de Bobato são retratos pouco lisonjeiros da nossa humana muito humana vida, suspensos em cordas de incompreensão, decepções, sonhos não realizados e conflitos familiares. São personagens irrecuperáveis, doentes de dengue, que não se esforçam em entender suas falhas, seres que culpam os outros pelas próprias opções equivocadas, exatamente como ocorre em nosso mundo “real”. Bobato brinca com mundos aparentemente antagônicos como o de Soraia: uma crente que foi possuída por um desconhecido no banheiro do templo evangélico, enquanto o pastor grita contra os diabos de suas próprias almas; em outro conto o autor fala sobre a misteriosa loura de 50 anos à espera do ônibus; e em outro conto sobre a incestuosa relação entre barbeiro e cliente.
Como seguidor de Machado de Assis fiquei fascinado pelo conto Machado na Biblioteca, no qual um personagem (ou o próprio autor) repara na chegada ao local, de personagens machadianos, como Capitu, Brás Cubas e Simão Bacamarte. Fascinante.
Um Brinde a Três Amigos, compilado pelo professor e escritor gaúcho Roberto Medina, compila os melhores momentos dos três livros artesanais de poesia do autor. À Brinde foram adicionados mais cinco poemas recentes.
MINHA PALAVRA
Minha palavra Não é palavra Que se conteste Com a palavra É som que ecoa Se revolta Brilha... Minha palavra Não é palavra Que se satisfaça Com a palavra É eco que ricocheteia Se indigna Reluz...
TESTAMENTO
Quando eu morrer não chore, sorria! Quando eu morrer não reze, cante! Quando eu morrer não compre um caixão com flores não encomende um terno sem cor não pinte minhas unhas No dia da minha morte faça uma festa Neste dia terei amado a noite toda Terei abraçado e beijado meus filhos Quando minha morte vier quero estar empinando pipas no gramadão Neste dia quero ter suado a camisa jogando futebol No dia de minha morte escreverei poemas e contos revelarei ao mundo todo o amor que senti e os sonhos que realizei até o dia que minha morte chegou Quando este dia acontecer estarei reunido com meus mais queridos amigos Tomarei cerveja e acenderei um cigarro esperando na varanda de minha casa no crepúsculo de uma tarde ensolarada
PEGADAS NOTURNAS (Dissonetos Barrockistas) - GLAUCO MATTOSO –Editora Lamparina.
Antologia organizada por Claudio Daniel e prefaciada por Franklin Alves, incluindo, além dos poemas, entrevista com o autor e dados biobibliográficos didaticamente comentados. Útil introdução à poesia de Mattoso, contendo sonetos representativos da fase imediatamente posterior à cegueira do autor, momento em que se manifesta sua mais visceral e virulenta produção.
Citando outras páginas: [Glauco Mattoso publica em 2004, pela editora carioca Lamparina, o livro "Pegadas noturnas: dissonetos barrockistas", uma coletânea de sonetos tirados da trilogia "Centopéia" / "Paulisséia ilhada" / "Geléia de rococó" e dos volumes "Panacéia" e "Contos familiares" (todos esgotados, àquela altura), conforme seleção de Claudio Daniel. O livro abre com ensaio de Franklin Alves e inclui entrevista com GM feita pelo organizador CD, cuja íntegra pode ser lida no tópico O ENTREVISTADO. O subtítulo (que implica a paronomásia de "dissonante" e "dissoluto") alude à principal característica da poesia de GM na fase da cegueira, ou seja, o "barrockismo", já comentado como um jogo de contrastes, formais e conteudísticos, conforme análise do professor Pedro Ulysses Campos na referência (“Mattoso tem sua própria interpretação do que seja uma estética barroca na poesia: conciliando o esmero formal com seus malabarismos léxicos, semânticos e fonéticos, o poeta rotula de ‘barrockismo’ a transgênese de linguagens entre o underground e o construtivismo estilístico, com uma de suas características mais intrínsecas: o paradoxo”.)
JUVENIL
Meninos são crueis, si poderosos. No Reich, a Juventude Hitlerista é sempre convidada p'ra que assista nos campos o exterminio dos edosos.
Pol Pot e Mao tiveram fervorosos soldados brincalhões, na jamais vista tortura collectiva, à communista. São anjos. Quanto aos presos, criminosos.
Nas ilhas Fidji, quem for pego é entregue aos filhos dos guerreiros, no recreio, e o ritual da farra é o que se segue.
E eu, sendo prisioneiro nesse meio, é certo que o feitor mirim me cegue, mas, ao lamber seu pé, sei que alegrei-o.
SIMULADO
Poeta é fingidor, disse Pessoa, simula mesmo a dor que está sentindo. Desconfiemos, pois, do que é provindo dum cego, si é insensato o que apregoa.
Por mais que elle exaggere a dor que doa, reajam com desdem e leiam rindo; Por mais que o purgatorio seja infindo, respondam que seu caso é coisa à toa.
É assim que um cego deve ser tractado: sem credibilidade, sem piedade. Extendam-no no piso, manietado!
Obriguem-no ao rastejo, sejam Sade! Si a diversão não for de inteiro agrado, vae ver que não é cego de verdade...
AO MAIOR
Maior é o sentimento que o sentido. Maior é a solidão do que a saudade. Maior é a precisão do que a vontade. Maior é Deus, segundo o desvalido.
Maior é o sabichão do que o sabido. Maior é a servidão que a majestade. Maior é o masochismo do que Sade. Maior é o meu poeta preferido.
Quem faz muito soneto, cedo ou tarde acaba produzindo uma obra-prima, comtanto que não faça muito alarde.
Por traz da mera metrica ou da rima esconde-se a coragem do covarde e o medo, que jamais me desanima.
COMO QUASE NAMOREI ROBERT PATTINSON - CAROL SABAR – Editora Jangada.
A escritora mineira de Juiz de Fora (e engenheira de formação) teve a primeira ideia para este livro, em um engarrafamento, quando lhe veio à mente a imagem de uma menina que tem as pernas umedecidas por um bronzeador pelo ator de Crepúsculo, Robert Pattinson. Alucinação? Pensamentos juvenis que volitam sem rumo?
Duda, de 19 anos é fã da saga Crepúsculo, é claro. Já assistiu aos filmes e leu os livros tantas vezes, que até já perdeu a conta. A sonhadora toma uma decisão radical: ir de mala e cuia para Nova Iorque para ficar mais próxima do ídolo. Mas como o destino prega peças, ela conhece um vizinho, Miguel Defilippo, que é a cara do ator. Já viu, né? O livro de Sabar é juvenil sim, leve e gostoso, e de fácil digestão. Em suas 462 páginas não há curvas sinuosas ou tráfego pesado, só uma linha reta e bem ambientada, como um sitcom ianque, com suas piadas e rapidez de pensamento. O livro não é uma obra brasileira, por assim dizer. Foi feita no Brasil, mas poderia ter sido escrita em qualquer país, porque a linguagem é universal. O livro não fala de retirantes, mas sim de uma menina americanizada que vai à capital dos States em busca de um sonho, mesmo que pareça a mim, um tanto quanto desnecessário. Mas como se diz, a gente já foi adolescente um dia e deve lembrar como era pensar como um. Sendo assim, este não é apenas um livro marqueteiro, é um trabalho inteligente e perspicaz, que se utiliza do momento mercadológico. “Como Quase Namorei” não fala sobre religião, política ou “mulher”, escapole sutilmente de qualquer ambiente de confronto ideológico. A questão é simples: se você se identifica com Crepúsculo, esse é um dos mais criativos e leves trabalhos disponíveis no mercado e merece sua atenção.
COMO ENTENDER O EFEITO SOMBRA EM SUA VIDA - DEBBIE FORD – Cultrix.
“Eu prefiro ser inteiro a ser bom.” Carl Jung.
A premissa deste livro é realisticamente assustadora: de que nos sabotamos sem saber. E a isso, deu-se o nome de "efeito sombra”. Toda luz sobre um objeto projeta uma sombra, o lado obscuro de nossa personalidade. A luz e a sombra são representações de duas forças que se conflitam em nosso âmago: o poder de fazer o “bem” e o de fazer o “mal”. Muitas vezes cobramos atitudes lógicas dos outros, mas fazemos escolhas que nos destroem, como se a sabotagem fosse a opção lógica, o único caminho possível. Em “Para entender o Efeito Sombra”, a autora nos ajuda a identificar as nossas opções equivocadamente disfarçadas com nomes como integridade e progresso.
Ford nos explica como podemos nos libertar das máscaras que usamos para pretensamente nos proteger, mas que de fato mascaram mentiras e condutas lícitas. Ao compreender e superar o processo de negação, repressão e rejeição, nos libertamos de antíteses internas. Prontos para compreendermos os extremos, podemos crescer e deixar pelo caminho as pesadas correntes que carregamos, pretensamente sem saber. Correntes que nos foram impostas e que aceitamos carregar, principalmente por medo. Ao nos aliviarmos do peso das correntes sentimos que estávamos, sem necessitar, acostumados a ele. Porém, a grande resposta reside na união dos dois extremos pelo nosso bem comum, por uma nova vida, pela não contradição. Ao negarmos a nossa parte do “mal” vivemos uma ilusão, pois luz e sombra são extremos que se completam. Precisamos de ambas. Dentro de nosso DNA existe o potencial de todas as qualidades que podemos ver nos outros. A condição humana é de polaridades. É um paradoxo. Mas negá-lo aumenta a possibilidade de nos sabotarmos.
Deepak Chopra, coautor de O Efeito Sombra original, diz que “há técnicas que possibilitam o processo de cura e a descoberta do nosso eu superior autêntico”. Para superar essas ambiguidades devemos ser totalmente honestos em relação ao que costumamos negar, devemos ter compaixão pelos aspectos que nos envergonham, e examinar com coragem as áreas de nossa vida que tememos admitir, para não expor nossas vulnerabilidades. A autora diz a questão primordial é a cisão entre a nossa natureza mais elevada e o verdadeiro eu humano. A autora diz que “conhece o poder e os potenciais perigos de nossa dor não processada”.
“Foi a própria escuridão que eu não queria ser ou viver que me levou a me transformar na mulher que sempre quis ser.”
“Somos seres espirituais, queiramos admitir isso ou não, e inerente ao nosso DNA há um projeto para a nossa volta ao lar da nossa verdadeira essência, do nosso eu maior.”
Textos, músicas, vídeos, entrevistas Leia mais >
ENTREVISTA COM SERGIO RANGEL FILHO, MÚSICO E ENGENHEIRO DE ÁUDIO. Leia mais >
A CRIATIVIDADE DE OSHO Leia mais >