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P.O. BOX 33132, ZIP CODE 22440.970 RIO DE JANEIRO, BRASIL omartelo@omartelo.com

          O rock é uma mais das linguagens musicais que podem aflorar em qualquer recanto dessa aldeia global chamada Planeta Terra. Mas é a paixão à música de qualidade que deve vir à mente quando se mencionar o nome da banda paraense Madame Saatan, uma das mais interessantes crias do gênero na atualidade no Brasil. Essa não é a primeira vez que da Floresta Amazônica, mais precisamente da metrópole de Belém do Pará, brota música pesada da boa para deixar orgulhoso qualquer amante do rock pesado. Foi de lá, também, que veio o Stress, lendário grupo que lançou, no início dos anos oitenta, o primeiro registro fonográfico de heavy metal feito no Brasil e conquistou adeptos na cena independente no resto do país.  Depois de 25 anos, quatro jovens roqueiros paraenses reabrem na cara e coragem o caminho da selva (de pedra) para mostrar em todo território nacional seu talento nato em shows incendiários ou no cd homônimo, lançado, em outubro de 2007, por selos independentes Roqueirou Beibe, Espaço Cubo, Fora do Eixo e Fósforo Records. Se ainda estão longe do merecido reconhecimento e do ápice criativo, impressiona vê-los em ação ao vivo devido à entrega de alma e nível técnico elevado O público baiano teve, recentemente, a oportunidade de ser brindado com um show deles ao lado das bandas soteropolitanas Lou e Lohan. Infelizmente, a platéia não foi das maiores porque muitos ligados ao rock na cidade ainda não foram visgados pela magia da banda, outros simplesmente a desconhecem e muitos só irão se dar conta se ela ficar bastante visível na mídia.   
Bebendo na fonte da tradição do rock pesado de todas épocas, principalmente a dos anos 90, o grupo ostenta uma aura diferenciada e não deixa pedra-sobre-pedra com seu rock da pesada em bom português recheado de muita desenvoltura instrumental livre e interpretação vocal acima da média. Fugindo da fórmula ("amontoado de riffs igual à música"), o grupo prima por tecer belas e simples canções sustentadas em muito peso (inclusive riffs), mas também em boas melodias e letras existenciais viscerais e sensíveis, como na adaptação de um poema Gregório "Boca do Inferno" Mattos. A bússola criativa da Madame Saatan encanta porque passa ao largo dos sedutores caminhos dos clichês apontando na direção da singularidade autoral em prol do frescor estético.
       A Madame Saatan tem significativo potencial de inserção mercadológica, e pode agradar ouvidos iniciados e iniciantes. Quem sabe os deuses da música não dão oportunidade para essa trupe - formada por Sammliz (vocal), Ícaro Suzuki (baixo), Edinho Guerreiro (guitarra) e Ivan Vanzar (bateria) – estourar a bolha da medicoridade reinante longe dos modismos existentes. Se eles não "reinventam a roda", sem dúvida, dão uma bela contribuição para fazê-la girar com mais consistência no combalido rock tupiniquim. Caminhada difícil, mas não impossível porque envolve um coletivo artístico onde sobra criatividade.

E foi com a doce diva from hell, Sammliz, que O Martelo fez essa entrevista exclusiva para desvendar a epopéia selvagem dos novos rebeldes da música pesada brasileira vindos da Cidade-Portal da Floresta Amazônia.       
 


Como foi que a banda se formou? Vocês são amigos de tempos de colégio ou de faculdade? Ou se conheceram no trampo ou isso aconteceu mesmo dentro da própria cena rock da cidade?

Eu e Ícaro já tocávamos juntos há algum tempo e estávamos em busca de músicos para o projeto que veio a se tornar o Madame Saatan. Conhecemos os meninos vendo apresentações deles em bares e eventos e algo nos disse que aqueles moleques dariam um bom caldo.Todos nós começamos muito jovens na música (com 15, 16 anos) e passamos por várias bandas, assim como todos também tocamos na noite fazendo  o velho circuito de barzinhos.
 
De onde surgiu a inspiração para batizar a banda com o nome do lendário personagem da boemia carioca? Qual a relação desse batismo com a estética da banda?

Quando nos unimos pra delinear o que a banda afinal seria fomos convidados para compor a trilha sonora de um espetáculo teatral baseado na obra Ubu Rei, de Alfred Jarry. Eu trabalhava com o diretor da montagem que foi rebatizada ,"Ubu, Uma Odisséia em Bundalêlê", e, um dia, ele viu uma jam nossa em um bar de Belém. No outro dia ele veio me perguntar se não rolava de fazer a trilha. Na hora, né? Só que até então não tínhamos nome e a idéia de colocar MS teve a ver com a obra em questão. Uma montagem baseada no teatro do grotesco e absurdo tinha que ter no mínimo um nome à altura. Achamos o nome contraditório, feminino e forte o bastante. Ficamos dois meses em cartaz executando a trilha ao vivo.
 
As letras das músicas parecem oscilar entre um existencialismo cifrado e uma crítica caótica da realidade. De onde vem a inspiração das composições?

É... sou moça das subjetividades realmente. Não gosto de entregar de cara e sim de sugerir coisas que vivem a rolar em minha cabeça, como nossas contradições, dualidade e os eternos questionamentos acerca das coisas. Nossas paixões e desgraças de cada dia, nossa finitude e imortalidade.  Me inspiro nas pessoas e nas histórias delas, no medo que eu sinto de mim às vezes e em alguma frase solta de algo que ando lendo que pode ser desde cultura inútil a leituras tidas como realmente edificantes. Tudo serve, tudo é aproveitável e, no final tudo, acaba tendo a mesma importância mesmo. De qualquer forma como mulher que sou, regida pela inconstância da lua, pode ser que as próximas letras venham duras e diretas como um soco do Minotauro (o lutador de vale tudo, não o ser mitológico). Hehe.


   
Você tem alguma formação em Teatro ou Dança? De que se alimenta sua força interpretativa em cima do palco? É algo mais catártico ou mais pensado?

Não tenho formação nem de teatro nem de dança, ainda que tenha me iniciado nas duas artes na infância e em parte da adolescência. Aquela coisa de fazer uma oficina de teatro quando estava com tempo livre e aquelas aulinhas de ballet e jazz básicos que quase toda menina tem vontade de fazer um dia. Na verdade, o que eu queria mesmo era ser ginasta, mas como minha cidade não oferecia estrutura para formar uma atleta desencanei logo dos meus sonhos de Nadia Comaneci. Quanto ao palco, bem, era e sou inquieta e seria impossível conseguir me manter parada em cima dele com toda aquela sonzeira torando atrás. Nada pensado, coreografado e coisa do tipo, e sim minha forma de dançar nossa música.
 
Como surgiu a oportunidade de se mostrar para o resto do país? A Madame Saatan pode conquistar corações e mentes da molecada que assiste MTV assim como da velha guarda que tem o rock pesado no coração?  Qual tem sido o público dos shows?

A coisa toda foi totalmente feita sem maiores pretensões do que dar vazão aos nossos anseios musicais e fazer o que desse na cabeça.Misturar coisinhas e ficar feliz. Não queríamos nos encaixar em um estilo e nem fazer algo baseado em velhas estruturas musicais e as primeiras músicas eram realmente bem esquisitas. Só que as coisas foram acontecendo depois de encerrada a temporada lá do Ubu , shows aparecendo, gente gostando, aquelas coisas... Ai a gente resolveu levar o negócio a sério mesmo e passamos a nos dedicar de corpo e alma.
Se o som pode conquistar mentes adolescentes febris, cabeças dos respeitáveis dinossauros do rock ou a geração em meio a eles? Nosso público é bem isso aí, tem de tudo um pouco e adoramos conseguir abraçar gente de gerações tão diferentes. Fizemos um show no CCBB ano passado aqui em SP e, na primeira sessão, o público era a maioria de velhinhos que claro, estavam ali por causa da programação costumeira do lugar e não pela gente. Mas ficaram e vieram falar conosco depois, serelepes da vida. Gostaram e pediram pra comprar cd, que nem tínhamos ainda, tiraram fotos, perguntaram um monte. Legal né? Outro dia tocamos na Feira da Música em Fortaleza e as crianças do bairro fizeram até roda de pogo na frente do palco. Sensacional! Velhos rockers, meninas e meninos pop, povo GLS... Que venham todos, que aqui é coração de mãe. Cabe todo mundo.
 
 
  A banda consegue ser profissional o suficiente para alugar uma van e contratar um motorista para fazer um tour de force pelo Nordeste. O que move a alma de vocês nesse tipo de empreitada? Idealismo artístico, diversão e fé na perspectiva de viver em breve de música?  

Mandamos material para algumas empresas e duas delas (Equipo e Florence) compraram nossa idéia e proporcionaram além do endorsement de algumas importantes marcas de equipamentos( ESP/LTD, Samsom, Groovin, Stagg) a nossa tour pelo Nordeste. Foram eles que bancaram a empreitada e nós fomos com toda vontade do mundo de tocar e fazer valer o investimento. Somos workaholics assumidos e suportamos bem os perrengues de passar duas semanas viajando de van pelo Brasil. Já passamos por poucas e boas nesses cinco anos da banda e, pra quem já passou 56 horas dentro de um ônibus da Transbrasiliana, foi tranqüilidade total. Essa doença gostosa chamada música nos move e saber que temos, ao menos, a mínima chance de viver dela um dia nos faz continuar. Iremos até onde nos for permitido.
 


 
Como é ter uma banda de rock pesado autoral numa cidade como Belém do Pará, de onde saiu o lendário Stress, primeiro grupo de heavy metal a gravar um registro fonográfico no Brasil no início da década de 80, mas também terra da mega popular Banda Calypso? Isso serviu de alguma forma como estímulo para encarar a dureza da cena independente no Brasil? Como está a vida depois da transferência para São Paulo? Ou pretendem viver de música radicados em Belém do Pará?

Vivemos em uma cidade cheia de contrastes como qualquer grande centro urbano onde bandas de metal continuam a se proliferar, alternativas a sair de suas garagens a todo instante e o velho brega com roupagem nova, chamado tecnobrega, tocando nas rádios e aparelhagens nas periferias. Os gêneros mais populares dominam a parada, mas as bandas de rock continuam incansáveis em sua jornada épica. Já tivemos épocas de ouro do rock e outras de entressafras horrorosas e esses ciclos continuam se repetindo com velhas dificuldades, como falta de espaços para tocar. Não tínhamos a menor idéia do que era o tal mundo independente até estar metido nele até o talo, mas sempre soubemos que qualquer trabalho seria dureza. Pra gente tinha essa dificuldade maior por causa da distância do eixo Rio/SP, onde estão concentrados os grandes veículos de comunicação, além do alto custo de passagens para nos deslocarmos para tocar em festivais e isso atrapalhava bastante. Por isso, viemos para SP e aqui tem sido um misto de dureza e alegrias, pessoas legais que vão aparecendo e novas oportunidades. Só Deus e o Diabo sabem se vamos sobreviver ou viver de música e em qual cidade. Mas a nossa parte a gente faz direitinho.
 
O que mudou em Belém do Pará dos tempos heróicos do Stress, que teve se deslocar para o Rio de Janeiro para gravar um disco, para os tempos atuais quando a Madame Saatan não precisou sair da sua cidade natal para gravar seu primeiro cd?

A internet e o acesso à tecnologia digital que veio pra facilitar a vida de todo mundo, essa é a mudança mais brutal. Na época do Stress o acesso a discos , instrumentos e informação musicais era escasso e várias vezes fiquei passada ao ouvir as histórias contadas pelo Bala (vocalista do Stress). Eles chegaram longe apesar disso tudo, o que é uma das coisas mais interessantes da trajetória deles. Agora, é bem mais fácil gravar com boa qualidade e mostrar isso ao resto do Brasil e mundo.  Mas ainda existe a dificuldade da circulação dessa produção pelo Brasil na forma de shows. É muito caro sair em tour e passar pelos festivais para as bandas do Norte e, como o rock ainda se faz mesmo ao vivo, fica complexo.

Em termos de execução instrumental, fica nítido que os músicos da Madame Saatan conseguem unir técnica, organicidade e entrega de alma no mesmo balaio. Como acontecem os processos de composição das melodias e dos arranjos? Ao vivo existe algum espaço para improvisação livre ou impera mesmo o rigor de esquema baseado em muitas horas de ensaios?

Ao vivo é salve-se quem puder, ali é hora de ser feliz realmente. Mas pra gente chegar nessa tranqüilidade passamos antes por muitos ensaios ao longo desses cinco anos. Já teve a época que ensaiávamos todos os dias, por muitas horas e conseguimos um bom grau de entrosamento, que permite que haja espaço para improvisos. O show nunca está realmente fechado e tudo pode acontecer em cima do palco. A graça toda está ai. Costumamos compor juntos em ensaios ou surgem idéias individuais que são apresentadas ao grupo. Vezes algumas dessas idéias vêm quase prontas e vezes só um esqueletinho.
 
Costumo dizer que quanto mais o cara gosta de verdade do feeling rock and roll mais se liga em toda boa música do mundo, inclusive a do seu país. Falar de influências é sempre chover no molhado, mas impossível não querer saber: quais foram e são as influências mais marcantes na formação musical e existencial da banda?

No geralzão mesmo somos alimentados por: heavy metal, thrash metal, hard core,progressivo, pop, punk, blues, jazz, MPB e ritmos regionais de vários lugares do Brasil.


 
 
Seria uma definição correta dizer que a Madame Saatan é uma banda surgida e atuante nos anos zero, mas que com um pé fincado nos anos 90 sem esquecer da tradição sessentista, setentista e oitentista do rock pesado?

Sim, é por aí....Temos idades que variam de 22 a 34 anos e nossos gostos musicais abarcam isso tudo e mais um pouco.
 
E a riqueza das raízes culturais roots do Pará, como o Carimbó, já veio à tona como rescaldo cultural do inconsciente coletivo na lembrança musical afetiva dos tempos idos de cada integrante da banda? O que vocês carregam da terra natal no rock pesado do Madame Saatan? 

Sim, viemos da terra do carimbó, da guitarrada, do lundú, síriá, do brega, do rock... Pra você ver que não era muito difícil que a gente tentasse condensar um pouco da esquizofrenia cultural da cidade em nosso som, ainda que em doses quase que imperceptíveis por vezes. Pelo menos pra mim e para o resto da banda era algo muito natural que parte de tudo isso que citei acima estivesse em maior ou menor grau entranhado.  Ok, eu escutava Pink Floyd e Queen quando criança, mas no rádio da cozinha era quase sempre um Pinduca, auto-proclamado rei do carimbó. E os mestres Lucindo e Verequete eram as eternas trilhas sonoras que eu dançava no colégio em apresentações de começo, meio e fim de ano. Logo, essa alma cheia de malemolência cabocla faz parte, naturalmente, da gente. Assim eu cresci e não foi diferente para os meninos também.

O que acharam da experiência de tocar com Pepeu Gomes? O que tocaram? Rolou uma simbiose musical? Pepeu tem formação roqueira clássica. Então, o que ele disse para vocês sobre a Madame Saatan?

Tocar com Pepeu foi mágico realmente. Ícaro, nosso baixista, começou a tocar por causa dele e então você imagina o quanto isso significou para ele. O cara é um monstro da guitarra e quando ele começava a solar eu ficava com cara de besta olhando e esquecia até para onde tinha que ir. Tocamos juntos: Caia na Estrada, da época dos Novos Baianos e Dê um Rolê.  A gente pensou em convidar ele para entrar na banda, mas algo nos disse que ele, bem..., não ia aceitar. Haha!!! O cara ainda é o cara.
 
 
O primeiro trabalho sempre é um cartão de visita para o mercado. Como foi o caminho percorrido para captarem em estúdio a energia e emoção que a banda passa ao vivo? Como escolheram o produtor? Qual foi seu papel para o cd ter ficado tão pesado, mas sem obscurecer a essência das canções?

Não acho que tenhamos conseguido captar essa essência do ao vivo ainda, mas é muito bom ouvir alguém dizer que sentiu uma ponta de tesão dessa vibração nele. Captar como soamos ao vivo é ainda um mistério a ser elucidado, mas fizemos o melhor que podíamos e com o que tínhamos na época (outubro de 2006). Como só tivemos sete dias para gravar a custo quase zero em um estúdio de um amigo, então optamos por deixar tudo o mais enxuto possível. Se tivéssemos tido mais tempo, eu colocaria mais vozes ali e acolá, mexeríamos em uma timbragem ou outra, partes eu não retiraria. Mas, não deu tempo e, mesmo assim, acho que ficou um trabalho digno, honesto. Escolhemos um produtor de fora da cidade porque, apesar da tecnologia estar ai para todos, ainda era complicado achar alguém que tivesse mais experiência profissional em gravar bandas com uma linguagem mais pesada. Ai pensamos no Jera Cravo, produtor baiano, que já tinha vários trabalhos do tipo nas costas e com excelente qualidade. Foi o cara certo para o momento já que foi bem objetivo e seus pitacos em relação ao som, todos foram muito pertinentes. Fez a gente soar como pedimos: pesados, mas sem sujeira sobrando.
 
Vivemos numa aldeia global onde cada vez mais a música está mercantilizada e a valoração da ligação do público com a fruição artística musical é superficial e guiada pela lógica do "deus" mercado. Uma vez que o atual rock brasileiro é marcado pela falta de paixão e respeito pelos que escapam de todo tipo de modismo e pela sobra na valorização de astros surgidos do nada e fabricados da noite para o dia pela indústria cultural. Qual é o papel da Madame Saatan nesse contexto?   

Nosso papel é dar a cara a tapa e provocar... A gente costuma brincar e dizer que queremos ver o circo pegar fogo e o palhaço chorar. Hehe!! Somos aquilo ali dentro e fora do ritual chamado palco e a gente se expõe com sinceridade .Quero tocar com as vísceras e coração por que é isso que eu quero sentir no público.Amor e caos. Nessa vida eu quero passar causando algo nas pessoas e pode ser desde paixão até um certo desconforto. Ser de verdade é o nosso respeito para com o público.
 
Se tivessem que dá uma martelada em alguém ou em algo, em quem e/ou que seria? E por quê?
 
Martelada em inércia, conformismo, fundamentalismo de qualquer espécie e em nossas bundices  todas que permitem que o mundo seja currado todos os dias. Martelada violenta para ver se acordamos.

Pode deixar uma mensagem final para quem ficou curioso de conhecer a Madame Saatan.

Bem, espero que a curiosidade leve as pessoas para além do nosso myspace que é: www.myspace.com/madamesaatan. Apareçam nos shows , libertem-se e tomem um drink conosco no final. Beijo grande e até lá!

 

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