EDIÇÃO 24

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AUTORAMAS / DEEP PURPLE / MILES DAVIS / COUNTING CROWS / ROBIN GIBB / SLASH / PRIMAL SCREAM / THE DOOBIE BROTHERS / TWISTED SISTER / LINDSEY BUCKINGHAM / FORGOTTEN BOYS / PINK FLOYD / GARY MOORE / STATUS QUO / MESSIAS ELÉTRICO / FLÁVIO RENEGADO / GUI BORATTO / STYX / AVERAGE WHITE BAND / NINA SIMONE / ROCKPILE / THIEVERY CORPORATION / BURAKA / 80´s IN CONCERT /

 

AVERAGE WHITE BAND - Live At Montreux – 1977 – ST2.


O que essa banda não é, é “average” (mediana)! Eles são sim, mestres, no mesmo nível das maravilhosas bandas black da época. Sei que é clichê dizer isso, mas essa “banda mediana de brancos” passava mole, mole por músicos negros se você colocasse a divisão negros e brancos de lado. Mais incrível ainda, é saber que são escoceses. É mole? Ou seja, o trabalho de educação nas raízes dos clubinhos de soul no reino unido foi muito bem feito mesmo. E dessas educação saíram jovens que montaram bandas como o Average, Steve Windwood, Steve Marriott, o Jam e que desemboca hoje em Joss Stone e Adele.


A AVERAGE WHITE BAND (ou AWB) se formou em 1973 depois da união de vários grupos escoceses de soul e jazz. Na época eles também foram banda de apoio de vários outros artistas. Quem, em sã consciência, não gostaria de ser acompanhado, por uma galera peso pesado dessas? Fala sério, né? A famosa faixa Cut The Cake (que creio ter influenciado também a Banda Black Rio), foi primeiro lugar nos Estados Unidos em 1975 e continua fazendo balançar o esqueleto até hoje. VE aí eu te pergunto: você já cortou o bolo? Se não, corte já, agora e se delicie com o mais saboroso funk/soul, impecável, dançante, excitante da Escócia, quiçá do mundo.


PICK UP THE PIECES / WORK TO DO / A LOVE OF YOUR OWN /  PERSON TO PERSON / GOT THE LOVE / SWEET AND SOUR / CUT THE CAKE / I HEARD IT THROUGH THE GRAPEVINE

 

 

 

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AUTORAMAS – Música Crocante – Coqueiro Verde


A banda de Gabriel Thomaz volta à cena com mais um novo trabalho de rock até as últimas consequências. Sem ser totalmente de esquerda ou direita, o novo trabalho soma latinidades, Iê iê iê e garagismos, entre um milk shake e hot dogs devorados assumidamente em um shopping “contracultural”. As canções descem bem, entre as influências de garage rock internacional, os indefectíveis toques de Jovem Guarda e uma leve roupagem muchacha como em “Verdugo”, - cantada em spanish -, parceria com o jornalista argentino Maxi Martina e “Máquina”, composta a 300 mãos com os uruguaios dos The Supersónicos. Curiosamente, uma versão de “Blue Monday” do New Order dá as caras aos 45 minutos do segundo tempo, meio assim, entrando na rede pelo cantinho, mas sem assumir qualquer conotação política.

Esse que vos escreve falou com Thomaz sobre o disco.

1 - A produção do CD dialoga bem com as composições, que têm um tom anos 60/new wave dos anos 80. A releitura é uma condição inevitável para o rock reencontrar o caminho para casa? Cara, nós temos nossas referências, mas acho que fazemos um som original, uma fórmula Autoramas. Fazer shows lá fora aumentou muito nossa auto-estima como banda, nos fez entender a quantidade de coisas q nós contribuímos para o Rock. Nunca tivemos intenção de fazer releituras, não conheço nenhuma banda que soe como Autoramas.

2 - A faixa "Guitarrada II" é uma homenagem, crítica, sátira ou simplesmente música?
É mais um ingrediente na mistura do Autoramas. A Guitarrada é a surf music da pororoca. Mas acho q a nossa soa mais como a cumbia psicodélica peruana, misturada com a nossa pegada, com nosso jeito de tocar. Tanto a guitarrada como a cumbia psicodélica são fruto da selva, e nós somos urbanóides exemplares. Daí pega
dali, puxa de lá, deu nisso. No nosso disco anterior já tínhamos outra guitarrada. Tá no sangue.

3 - O Autoramas tem uma sonoridade e uma atitude "rocker", mas as letras são pop, como um milk-shake,a melhor descrição que me vem à cabeça agora é essa mesmo. Esta opção estética pode ser considerada assumidamente apolítica? Dizer q as nossa letras são pop pra mim é um baita de um elogio. Tem um monte de gente q acha nossas letras "difíceis", pode um negócio desses? Carlos Lopes, você nos entende! Me dá um abraço!

4 - Há espaço para um novo "Que País É Esse" dentro do rock brasileiro atual sem que soe oportunista?
Ah, bicho, sei lá, como te falei na primeira resposta, nunca tivemos intenção de fazer releituras. Cada um com seus problemas.

 

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DEEP PURPLE - Phoenix Rising (The Story of Deep Purple Mark IV -
Rises Over Japan - The Lost 1975 Concert Film) – ST2.

 

Lá em priscas eras, quando comecei a gostar de rock, comprava meus primeiros vinis usados em uma loja perto de casa. Engraçada era a impressão que eu tinha quando via aqueles sujeitos cabeludos oriundos de antigas capas que abriam em minhas mãos revelando um mundo totalmente desconhecido para mim. Já naquela época, achava muito do que comprava (Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple) muito “velho” e datado. Entre os discos (comprados de segunda mão) que menos me incomodavam do Purple estava o Come Taste The Band, um trabalho da fase conhecida pelos fãs como Mark IV de 1975 a 1976: David Coverdale - vocais; Tommy
Bolin - guitarra; Jon Lord - teclado; Glenn Hughes - baixo,vocais e Ian Paice - bateria.
Só que eu, menino inocente, não sabia que músicos de rock poderiam ser muito doidos, apesar de desconfiar, mas quem nunca viu as trevas não sabe quanto escura é a noite... Mulherada, drogas, hedonismo, dinheiro e fama não parecem ser bons ingredientes, ainda mais quando misturados em uma batida para se tomar de um gole só.

O guitarrista Tommy Bolin, o primeiro americano a entrar no grupo bretão, marcou essa fase com muita polêmica. Bolin ainda era um garoto de 24 anos, quando viu a sua vida de guitarrista fusion
transmutada para a de um pesado rockstar. As cartas de referências de Bolin para o novo emprego eram no mínimo surpreendentes: o James Gang (Bang e Miami) e os álbuns Spectrum do baterista Billy Cobham e o Mind Trasplant de Antoine Mouzon. Como essa união entre o americano e os ingleses poderia
dar errado? Mas incrivelmente deu. Tem coisas nessa vida que não são para dar certo mesmo e ponto final. Em um show na Indonésia, além de terem sido roubados em milhões, um dos seus roadies foi
assassinado.

Mas pelo menos algo deu certo nesse MK IV: o muito bom trabalho Come Taste The Band, - apesar da uruca - e o DVD Phoenix Rising que inclui o concerto do Japão, com é claro, imagens e som remasterizados, diferentes do VHS meia-boca que rola no YouTeletubbies.

O DVD com 2 horas de duração e o CD ao vivo (o concerto na Long Beach Arena, anteriormente lançado como o pirata “On the Wings of a Russian Foxbat”) são um baita presentão para os fãs. Além disso, o encarte interno – alucinante – é a reprodução de uma revista dos anos 70, um tour book, inclusive com as laterais
amareladas de uma publicação surrada pelo tempo. Além de um filme do concerto com a formação MK IV, há um documentário de 82 minutos, chamado Gettin’ Tighter, apresentado em uma tela dupla, sendo que na segunda janela há a exibição do famigerado Deep Purple Rises Over Japan de dezembro de 1975. Porém, a
parte mais interessante do documentário são duas entrevistas recentes com o baixista Hughes e o tecladista Lord que expõem com muita clareza o que pensam sobre aquele período, inclusive com Hughes abrindo o jogo sobre a cocaína e a sentença de Lord: “Pra mim, esse não é um álbum do Deep Purple, mas escutando
hoje em dia, é um surpreendente bom álbum.

 

”Burn (Live) 08:09, Getting Tighter (Live) 15:05, Love Child (Live) 04:24, Smoke on The water (incluindo Georgia on my Mind) (Live) 09:30, Lazy (Live) 11:50, Homeward Strut (Live) 05:44, You Keep on
Moving (Live) 05:45, Stormbringer (Live) 09:48.Em 1976, oito meses após o Purple ter encerrado suas atividades, Bolin morreu de overdose em um hotel em Miami, após uma apresentação.

 

 

 

 

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MILES DAVIS - Live At Montreaux - Highlights 1973 – 1991 – ST2.

 

Quando Miles Davis, totalmente ligadão no movimento de contracultura em fins dos sessenta, ouviu o disco Electric Ladyland de Hendrix ele de fato surtou. Dizem que o mestre compôs Bitches Brew, a pedra fundamental do jazz rock e um campeão de vendas graças a influência do divino Hendrix. Será? É claro que muitos amaram e tantos outros botaram a boca no trombone contra e a favor do Brew. Entre os detratores, os jazzistas de estirpe, os puristas que viram nessa reviravolta de Miles mais uma “traição”.

Mais uma?

A carreira do mestre do trompete caminhou bem durante cinco décadas, até a sua morte em 1991 com 65 anos e graças a Deus, sem nunca ter sossegado ou se subordinado às acusações de “vendido”.
Miles estava acima das críticas. Era um visionário, um inconformado, mas também um “ser adaptável a novas situações”. Se Hendrix flertasse com o jazz, como certamente o guitarrista faria, ele seria considerado um marqueteiro? Claroque não! Diriam que seria genial. Então, por que a perseguição a Miles?

Porque ele nunca se conformou.

Do cool jazz de The Birth of the Cool (gravado em 1949-1950, mas lançado em 1957 pela Capitol) à música modal de Kind of Blue (Columbia, ao lado de John Coltrane, 1959), passando por Sketches of Spain (Columbia, 1960, com a mãozinha do arranjador e compositor Gil Evans) que muitos consideram “música de elevador”, apesar de ter vendido horrores; o bebop de meado dos anos 60 com o pianista Herbie Hancock, o saxofonista Wayne Shorter saxofonista, o baixista Ron Carter e o bateristaTony Williams (sou fã, fã, fã) até a criação do fusion com discos como In a Silent Way (Columbia, 1969). E o rock prosseguiu comendo solto com A Tribute To Jack Johnson (Columbia, 1970) um disco com apenas duas faixas longas e improvisadas ("Right Off" e "Yesternow") em homenagem ao primeiro boxeador negro campeão mundial em 1910. Os músicos? John McLaughlin (guitarra); Herbie Hancock (órgão); Michael Henderson (baixo elétrico) e Billy Cobham (bateria). Se em On The Corner (Columbia, 1972), as influências eram Sly and the Family Stone e Karlheinz Stockhausen, mais tarde seriam Cyndy Lauper (Time After Time) e Michael Jackson (Human Nature) no criticado trabalho You´re Under Arrest (Columbia, 1985).

Claude Nobs, o curador do Festival de Jazz de Montreux teve a sapiência de gravar o áudio e o vídeo desses shows. O que faltava era a liberação dos familiares e detentores dos direitos para que o mundo tivesse acesso a esse material. O DVD reúne alguns dos destaques dessas apresentações em Montreux, cobrindo desde sua primeira aparição, em 1973, até o último show, em julho de 1991, poucos meses antes de sua morte, em setembro do mesmo ano.

Anteriormente lançado como CD em 2002, esse show de Montreux é o registro de vários grupos de Miles Davis desde 1973, até uma fase de sete anos entre 1984 e 1991 (com exceção de 1987).

Ife (27:45) - 8/7/73, Speak: That´s What Happened (8:33) - 8/7/84, Code MD (9:56) - 14/7/85, Pacific Express (14:36) - 14/7/85, Jean-Pierre (8:38) - 17/7/86, Heavy Metal Prelude (5:02) - 7/7/88, Jo Jo (5:21) - 21/7/89, Hannibal (10:34) - 20/7/90, Sketches Of Spain: The Pan Piper (1:42) - 8/7/91 e Solea (11:12) - 8/7/91.

 

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MESSIAS ELÉTRICO – Baratos Afins.

 


Maceió, boa terra e uma das boas terras do rock brasileiro. Alagoas também é terra de presidentes polêmicos como Deodoro e Floriano, messias salvadores da Nação. Nada mais natural doq eu surgir um outro Messias vindo das mesmas paragens. Eu curtia muito uma banda local chamada Mopho, também lançada pelo selo paulistano Baratos Afins. Agora, metade do Mopho formou o Messias Elétrico, com referências semelhantes, oriundas dos anos 60 e 70. A diferença é que o Mopho era mais Beatles, o Messias soa como uma banda brasileira de rock pesado da virada dos 60 pros 70, como o Tutti Frutti da Rita Lee por exemplo, com laivos de Zep, Humble Pie. A banda é formada por Pedro Ivo Araújo (voz e guitarra), Alessandro Mendonça (baixo), Leonardo Luiz (teclado e vocais) e Fernando Coelho (bateria).

 

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PRIMAL SCREAM - Screamadelica - Classic Albums – ST2.

Sempre lembro da faixa Loaded do disco Screamadelica de 1992, até mesmo pelo apelido bem colocado de “Sympathy for Primal Scream” por causa da apropriação indébita dos uh-uhs e da harmonia de Sympathy for the Devil dos Rolling Stones. Loaded era de fato, uma remixagem da faixa I'm Losing More Than I'll Ever Have do álbum anterior do Primal Scream. A voz, que fala intermitente durante toda a faixa, é do ator Peter Fonda no filme The Wild Angels de 1966. “YEAH...WE WANNA GET LOADED!!”, responde Fonda ao juiz do filme. Eu hein...

 

A receita do álbum Screamadelica era somar modernidades à bases tradicionais (rock, blues e soul music). Em plenos anos 90, o Primal fez bem o seu dever de casa ao desbravar terreno tão inóspito e abriu, memso, as portas para a fusão de estilos, do novo e do caduco, que precisou do novo para se revigorar. Porém, somar samplers com a tradição. não me parece necessariamente novo, mas sabe como é... é a necessidade de credibilizar, de autenticar algo para a aprovação da massa e da crítica. Há uma queda de braço entre a imprensa musical que bate na mesma tecla da necessidade de “mudar”, e uma outra facção da imprensa e dos fãs, mais xiita, que pedem constantemente pela não-mudança, pelo conservadorismo”. O Primal Scream conseguiu lidar bem com os dois universos em Screamadelica, ao apresentar o techno aos roqueiros e o rock aos tomadores de ecstasy. O Primal Scream começou na Escócia como uma dupla em 1982 com Bobby Gillespie (ex-baterista do The Jesus and Mary Chain) e Jim Beattie. Screamadelica, o terceiro álbum de estúdio lançado uma década após a fundação, foi premiado com o Mercury Prize de melhor disco em 1992. O álbum também é citado nas listas: "The 50 albums that changed music" do The Guardian; e "The Wire's Top 50 Rhythms of All Time" da revista britânica The Wire Magazine. No documentário, os integrantes do Primal Scream, o produtor do álbum (Andrew Wealtherall) e o fundador da Creation Records (Alan McGee).

 

 

 

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BURAKA Som Sistema – Black Diamond – Music Brokers

 

Buraka Som Sistema é uma banda portuguesa que “toca” Kuduro (sim, o ritmo africano) com batidas eletrônicas e que gostam de chamar de progressivo! Seu primeiro sucesso foi a música "Yah!" em 2006 e este CD resenhado aqui é de 2008, um trabalho que é a maior pancada. Mais uma vez percebe-se que há uma linguagem “universal” que na verdade é a soma influências deglutidas de outras influências até um denominador comum que é um som compreensível por todos. Lisboa – Luanda – Rio – Bahia. É isso aí. Fred, o baterista também toca no renomado Orelha Negra, banda de hip hop, black music, jazz e mpb. O nome Buraka é o da freguesia da Buraca na cidade da Amadora nos arredores de Lisboa e o sound system é o som sistema. Estamos entendidos em bom português?

 

 

 

 

 

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NINA SIMONE - Live At Montreux – 1976 – ST2.

 


Eunice Kathleen Waymon ou Nina Simone (Tryon, 21 de fevereiro de 1933 – Carry-le-Rouet, 21 de abril de 2003) foi uma grande pianista, cantora e compositora americana. O nome "Nina" veio de pequena ("little one") e "Simone" foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida. Nina Simone também se destacou no combate ao racismo. Até cantou no enterro do pacifista Martin Luther King. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava. Foi uma das primeiras artistas negras a ingressar na renomada Juilliard School of Music, em Nova Iorque. Nina esteve duas vezes no Brasil, gravou com Maria Bethania e seu último show ocorreu em 1997 no Metropolitan. A diva morreu enquanto dormia em 2003 aos 70 anos. Nina Simone se apresentou 4 vezes em Montreux entre 1968 e 1990.
Repertório de 1976: Little Girl Blue / Backlash Blues / Be My Husband / I Wish I Knew (How It Would Feel to be Free) / Stars / Feelings / African Mailman. Bônus de 1987: Someone to Watch Over Me / My Baby Just Cares For Me.

 

 

 

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THE DOOBIE BROTHERS - Live at the Greek Theatre – 1982 (CD e DVD) – ST2

Gravado em Berkeley na Califórnia em 1982, esta foi a última apresentação da tournê Farewell Tour dos irmãos Doobie, famosos por clássicos dos anos 70 como Listen to the Music (quem nunca ouviu?). 12 anos após o seu nascimento, a banda se preparava para este filme com muita ansiedade, após várias mudanças de formação e vários discos de ouro. Obviamente esta era uma data para lá de especial, sem contar que após a gravação, a banda já cansada, se afastou dos palcos por longos 5 anos. Como era tudo festa e comemoração, músicos de formações anteriores não se furtaram de participar: Tom Johnston (um dos fundadores) se apresentou nas 2 últimas faixas, juntamente com John Hartman (também da formação original), Tiran Porter e Michael Hossack que subiram ao palco para a grande celebração de Listen To The Music. A trilha sonora ideal para colocar as diferenças de lado e levar a mensagem adiante: curta a música. Apenas isso e já é muita coisa. A formação da banda neste DVD contava com Pat Simmons – guitarra e vocais; Michael McDonald – teclado e vocais (muitos fãs da banda não gostam de McDonald, que consideram que estragou a banda dando-lhe contornos “disco”, apesar que pergunto com toda a sinceridade: quem não consegue amar “What a fool believes”?); Keith Knudson - bateria; John McFee - guitarra, violino e gaita; Cornelius Bumpus - saxofone, teclado e flauta; Chet McCracken – bateria e percussão; Willie Weeks - baixo; Bob LaKind - congas. 16 Faixas à nossa disposição: Listen To The Music, Sweet Maxine, Rockin' Down The Highway, You Belong To Me, Take Me In Your Arms (Rock Me), Long Train Runnin', Black Water, Minute By Minute, Slat Key Soquel Rag, I Keep Forgettin', Out On The Streets, What A Fool Believes, Jesus Is Just Alright, Takin' It To The Streets, China Grove e Listen To The Music com a galera toda. Cinco faixas extras que haviam sido retiradas do filme original estão no DVD (no CD não há: No Stoppin' Us Now): Little Darling (I Need You), One Step Closer, Dependin' On You, Real Love e No Stoppin' Us Now.

 

 

 

 

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SLASH LIVE – Made In Stoke 24/7/11 (DVD e CD duplo) – ST2

Hoje, na boa, não tenho ideia se o guitarrista de cartola teve uma antevisão ao sair ou “ser saído” do Guns ´n´Roses. Digo isso, pois me dá a impressão de que ele previu o que aconteceria, tanto com ele como com o seu ex-amigo Axl Rose. Digo isso, porque quem assistiu pela TV ou pela internet aos dois últimos shows do Guns no Brasil sabe o que estou falando... O Axl vive de arremedos sem personalidade com o nome de Guns (apesar de ter produzido um bom álbum, o “Democracia Chinesa”) porém na mesma proporção, os discos solo de Slash, incluindo os do Velvet Revolver são bem fraquinhos. Então a pergunta que não quer calar é: por que Slash não poderia fazer, ele mesmo, os seus próprios arremedos?


O hard rock tem um problema sério, que é a necessidade de referendar a música através das roupas, tatuagens e cabelos. Se perde muito tempo com isso ao invés de se ligarem em música. O mesmo se aplica aos jogadores de futebol, que deveriam jogar mais bola e se preocupar menos com os cabelos. E quando eu procuro música, eu procuro música. Se colocarmos na balança, os discos que Axl fez, são muito melhores do que todos os discos feitos por ex-membros da banda. Nesse quesito, Axl ganha.

Voltando ao DVD, não acho que Myles Kennedy, do Alter Bridge tenha sido uma boa escolha para vocalista (ele já havia gravado 2 faixas no primeiro álbum solo do guitarrista, trabalho com vários vocalistas como Chris Cornell e Ozzy Osbourne), mas ele fez um serviço digno neste trabalho gravado em 24 de julho no Victoria Hall para 1.500 pessoas na cidade inglesa de Stoke-On-Trent. E por que gravar nesta cidade desconhecida? Porque Slash, cujo nome é Saul Hudson, deixou Stoke-on-Trent aos cinco anos de idade, e ele fez questão de gravar o show neste local que lhe trás boas lembranças, disse em entrevista. Devido à boa receptividade, Kennedy cantará todas as faixas do próximo álbum do guitarrista.Been There Lately (SLASH'S SNAKEPIT), Nightrain (GUNS N' ROSES), Ghost, Mean Bone (SLASH'S SNAKEPIT), Back From Cali, Rocket Queen (GUNS N' ROSES), Civil War (GUNS N' ROSES), . Nothing To Say, Promise, Starlight, Doctor Alibi (com Todd Kerns nos vocais), Speed Parade (SLASH'S SNAKEPIT), Watch This, Beggars & Hangers-On (SLASH'S SNAKEPIT), Patience (GUNS N' ROSES), Guitar Solo / Godfather Theme, Sweet Child O' Mine (GUNS N' ROSES), Slither (VELVET REVOLVER). Bis: By The Sword, Mr. Brownstone (GUNS N' ROSES) e Paradise City (GUNS N' ROSES).

 

Abaixo uma entrevista da época do Rock In Rio III dada por um dos melhores amigos de Axl, o brasileiro Fernando Lebeis, filho da "mãe adotiva" de Axl, Beta Lebeis:

 

P: Qual a relação que Axl tem com o Slash?

F: Não se falam há anos. Mas é uma relação na qual as pessoas vêem o Axl como vilão. Se algo deu errado, de quem é a culpa? Se o Slash faz algo, ninguém fica sabendo, como o Snakepit, o que tem demais com esse álbum? Não está em nenhuma parada da MTV, ninguém compra, mas o Slash ' é a chave do GnR', 'o Guns é o Slash e o Axl'.... Ele era um bom guitarrista, mas também não é assim, o Axl não precisa ser o culpado de tudo. Slash usa drogas e esteve no hospital por overdose, nada demais, já se fosse o Axl ... Por exemplo, um dia desses eu estava em casa quando vi alguém correndo no jardim, o quarto do Axl é em cima do meu, então pensei que a pessoa pudesse ter pulado da janela do Axl e corrido. Fui até o quarto do Axl, bati e ninguém abriu, porque o Axl estava no banho e não ouviu, mas eu chamei a polícia. Quando eles chegaram, vieram junto os para-médicos e eles falaram que vieram socorrer uma vítima de overdose. Eu nunca falei overdose, eles supuseram que por ser a casa de Axl Rose, a emergência se tratava de overdose. Slash sofre overdoses e ninguém fica sabendo. O Slash queria acabar com o Guns, levar a banda para bares. O Axl falou para ele que não era possível, que eles não poderiam tocar para mil pessoas enquanto atraiam um público de 200.000 pessoas. Mas se o Axl tivesse concordado com o Slash, a culpa pelo fracasso da ideia iria cair sobre o Axl.

 

P: Então essa é a versão do Axl para a demissão do Slash?

F: Todos falam de versão do Axl e a versão do Slash. Não há versão do Axl, porque o que ele fala é a verdade. O Axl não mente, ele só fala a verdade. Mas o Slash queria as músicas do Snakepit no álbum do Guns, e o Axl não, então ele passou a dificultar o trabalho. Ele não aceitava outra música que não fosse a dele.

 

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TWISTED SISTER - Double Live - North Stage 82 - New York Steel 2001 (DVD), Under the Blade (CD mais o DVD live Reading Festival em 1982) e o CD Still Hungry (ST2)

 

Quando o estilo mais pesado do rock, o heavy metal voltou a recuperar o fôlego e ter uma boa relevância no final dos anos 70, alguns dos músicos das novas bandas não eram iniciantes: já militavam há anos na cena. Jay Jay French, o guitarrista fundador do Twisted Sister (em 1972!) montou a banda para tocar covers de bandas glam da mesma época. Os Ramones e o Twisted Sister eram de Nova Iorque, terra dos New York Dolls e do Kiss. Ou seja, na cidade da Grande Maçã apesar de uns serem punks, e outros militarem na criação do novo metal, as bandas queriam vencer pelo som e pela aparência. Isso, todas tinham em comum. O Twisted, como o nome sugere, criou um metal diferente, mais “efeminadamente grotesco” e com elementos de humor, cultura B e influências de rock dos anos 50.

Dez anos após a fundação da banda, já em 1982, o Twisted Sister assinou o seu primeiro contrato para gravar o álbum de estreia, o espetacular Under the Blade. O lançamento desse trabalho histórico no Brasil em um pacote especial de CD mais DVD é um verdadeiro presente. Além do disco original, o CD conta com remixagens de algumas faixas clássicas incluindo a pesadíssima “Shoot ´Em Down” ao vivo no festival de Reading no CD 1 e mais 8 faixas de um DVD encartado no mesmo pacote, todas gravadas no mesmo Reading Festival. Era a época da banda em seu início, durante o primeiro disco, quando a agressividade de seu som e do show ao vivo os fizeram famosos.

Em relação ao DVD, a gravadora vasculhou os arquivos pessoais da banda e descobriu uma joia esquecida: o concerto de 1982 no North Stage Theater em Nova Jersey. O que mais me fascina nesse concerto além do repertório é claro, é a própria imagem, que hoje, pela ótica do espectador acostumado a imagens de última geração, pode ser considerada ultrapassada, mas as cores fascinantes das fitas de vídeo me enchem os olhos, como uma estética a parte, de um mundo no passado, mas de um mundo mais próximo ao
coração. Este show foi o último da banda, feito para seus ardorosos fãs, antes de viajar à Inglaterra para gravar o seu álbum de estreia, o Under The Blade - que está nesse pacote de lançamentos. O concerto em Nova Iorque em 2001 tem uma história emotiva: após o atentado às torres gêmeas, uma personalidade do rádio e da TV de Nova Iorque chamado Eddie Trunk conseguiu convencer o Twisted a se reunir após 14 anos de separação, para fazer um grande show beneficente em auxílio às famílias dos bombeiros e policiais mortos no atentado terrorista. Nesse evento, a banda tocou sem maquiagem e fantasias, e em um ambiente escuro, mas eles fizeram muito bonito, com sua grande presença e música, com hinos como “We’re Not Gonna Take It” e “I Wanna Rock” entre artistas de hard rock do quilate de Ace Frehley (Kiss), Sebastian Bach e Anthrax.

O CD Still Hungry é a regravação do LP original Stay Hungry, porém a falta de gana da nova versão bota muito a perder para quem conhece o original, melhor produzido inclusive. O melhor do CD são as duas faixas inéditas gravadas nos 80, mais 5 novas regravações de faixas que nunca pertenceram a qualquer disco oficial.

DVD 1: North Stage Theater 1982: What You Don't Know (Sure Can Hurt You), Destroyer, Tear It Loose, Bad Boys (Of Rock 'N' Roll), Lady's Boy, Leader Of The Pack, Under The Blade, Shoot 'Em Down, Sin After Sin, I'll Never Grow Up, Now, You Can't Stop Rock 'N' Roll, You Know I Cry, It's Only Rock 'N' Roll (But I Like It) e Rock N Roll Saviours.

DVD 2: New York Steel 2001: What You Don't Know (Sure Can Hurt You), The Kids Are Back, Stay Hungry, Burn In Hell, You Can't Stop Rock 'N' Roll, Under The Blade, Shoot 'Em Down, Come Back, You Know I Cry, I Wanna Rock, We're Not Gonna Take It, The Price e S.M.F.

 

 

 

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PINK FLOYD – BEHIND THE WALL – Inside The Minds Of Pink Floyd – (mais CD The Dark Side Of The Moon Revisited) DVD + CD - Music Brokers.


O pacote DVD mais CD traz um documentário dirigido por Sonia Anderson que conta a história definitiva de um dos grupos mais fundamentais da história do rock. A história, desde os buracos de Londres, passando pelo humor anfetamínico de Syd Barrett até o estrelato nos anos 70 é meticulosamente narrado com entrevistas com os membros do grupo, produtores artísticos, empresários, jornalistas e amigos próximos aos integrantes. Também estão incluídas imagens com performances do grupo. Claro que o destaque é a ópera, o próprio divisor de águas em forma de álbum “The Dark Side of The Moon”, até sua confrontação em forma de muro intransponível “The Wall”. A história prossegue com o filme de Alan Parker, lançado em 1982, até os últimos anos do grupo, quando foi liderado pelo guitarrista David Gilmour sem a presença do baixista Roger Waters (principal responsável por “The Wall”). Com a morte do tecladista Richard Wright, em 15 de setembro de 2008, vítima de câncer, o Floyd encerra um capítulo fundamental na história do rock e em sua própria. O pacote de luxo contém o CD “The Dark Side of The Moon Revisited”, em que membros das mais importantes bandas progressivas britânicas (King Crimson, Yes, Gentle Giant), junto aos americanos Robbie Krieger (The Doors), Edgar Winter e Steve Porcaro (Toto) reinterpretam cada nota do Dark Side, um trabalho imortal.

CD - The Dark Side Of The Moon Revisited

01. Speak To Me / Breathe - Adrian Belew (King Crimson) & Alan White (Yes)
02. On The Run - Larry Fast (Peter Gabriel) & Alan White (Yes)
03. Time - Robbie Krieger (The Doors) & Garry Green (Gentle Giant)
04. The Great Gig In The Sky - Rick Wakeman (Yes) & Steve Howe (Yes)
05. Money - Edgar Winter, Bill Bruford (King Crimson) & Tony Levin (King Crimson)
06. Us And Them - Dweezuk Zappa & John Wetton (King Crimson)
07. Any Colour You Like - Robben Ford, Steve Porcaro (Toto) & Aynsley Dunbar (Frank Zappa)
08. Brain Damage - Geoff Downes (Asia) & Robbie Krieger (The Doors)
09. Eclipse - Peter Banks (Yes), Tony Kaye (Yes) & John Wetton (Asia)

 

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STATUS QUO - Pictures - Live at Montreux – 2009 – ST2.


A primeira imagem que me vem à cabeça quando lembro do Status Quo, na verdade não é uma: são duas. A primeira, quando era moleque e assistia na TV aqueles cabeludos tocando Fenders, uns coladinhos nos outros, batendo as cabeças com pernas abertas e tocando um boogie enfurecido. Eu gostava de vê-los. Outra memória, essa não muito boa, é que eu assisti a um show deles no Rio, com a presença de no máximo 30/40 pessoas e a maioria do fã-clube paulista. Ouvi falar que no Def Leppard foi menos gente ainda, mas eu não estive lá para comprovar. Mas voltando à parte boa, quando eles gravaram o CD/DVD há dois anos, em Montreux a banda já estava junta há 40 anos! Isso não é para qualquer um, certamente. Este CD capta não só uma apresentação histórica, não de uma banda cansada, mas de um grupo de jovens senhores roqueiros que mandam ver em um estilo de música, que não se escuta mais hoje em dia. E acrescento, nem se consegue tocar amis, porque por mais que um jovem seja fanático e estudioso sobre o passado, ele até consegue reproduzir os licks, mas a alma é insubstituível. E o Quo tem alma. E como tem.


"Caroline" / “The Wanderer" / "Rain" / "Don't Drive My Car" / "Mean Girl" / "Softer Ride" / “Beginning of the End" / "Is There a Better Way" / "Pictures of Matchstick Men"/"Ice in the Sun" / "The Oriental" / "Creepin' Up on You" / "Living on an Island" / "Roll Over Lay Down" / "Down Down" / "Whatever You Want" / "Rockin' All Over the World"

 

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GARY MOORE - Live At Montreux – 2010 – ST2.

 

Este show em Montreux em julho de 2010 foi a última apresentação filmada do soberbo guitarrista de Belfast na Irlanda. Gary “dedos nervosos” Moore havia se afastado do rock, e dedicado seu tempo e carreira ao blues, mas o mestre decidira retornar ao estilo em 2010 e quando estava compondo material para um novo álbum, a morte o chamou em 6 de fevereiro de 2011. O repertório (Over the hills and far away / Military Man / Days Of Heroes / Where are you now? / So Far Away-Empty Rooms / Oh Wild One / Blood of Emeralds / Out in the Fields / Walking By Myself / Johnny Boy / Parisienne Walkways ) mira as faixas mais conhecidas com a presença de 3 faixas novas, faixas essas que fariam parte do nunca lançado novo trabalho. Para quem acompanha a carreira do guitarrista, a idade, a voz mais cansada e o excesso de peso marcam um pouco a apresentação, pois Moore, era um cara nervoso nos anos 70, mas como todos nós, e pacificado pela UPP da vida, pelo menos o mestre não perdeu o seu melhor: o talento.

A banda era: Gary Moore – Vocais e Guitarra; Neil Carter -Teclado e Guitarras; Jonathan Noyce – Teclado e Guitarra; Darrin Mooney na bateria.

 

 

 

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COUNTING CROWS - August and Everything After - Live At Town Hall (CD e DVD) – ST2

 

Antes de 2011 fechar a tampa, o velho e bom Counting Crows lança um trabalho ao vivo e que trabalho. Na verdade este DVD é uma homenagem a eles mesmos. Em 18 de setembro de 2007, a banda (re) tocou e cantou o seu primeiro lançamento na íntegra e pela primeira vez no Town Hall em Nova Iorque. O álbum de estreia August And Everything After lançado em final de 1993, vendeu a bagatela de sete milhões de cópias só nos Estados Unidos e catapultou o grupo ao estrelato. A banda foi formada em 1991 em São Francisco pelo vocalista Adam F. Duritz e pelo guitarrista David Bryson, que tomaram o mundo de assalto com as canções Mr. Jones e Accidentally In Love (no filme Shrek 2 em 2004). A formação é: Jim Bogios (bateria, vocais, percussão); David Bryson (guitarra, violões, vocais), Adam Duritz (vocal); Charles Gillingham (piano, hammond, acordeão, gaita, vocal), David Immergluck (guitarra e violões, bandolim, pedal steel e vocal) , Millard Powers (baixo, vocal, piano), Dan Vickrey (guitarra e violões, banjo, vocal).

Faixas: "Round Here", “Omaha", "Mr. Jones”, “Perfect Blue Buildings", "Anna Begins", "Time and Time Again", "Rain King", "Sullivan Street", "Ghost Train", "Raining in Baltimore" e "A Murder of One".

 

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ROBIN GIBB with the Danish National Concert Orchestra – ST2

 

Robin Gibb, irmão de Barry e Maurice (Robin é gêmeo de Maurice), dos Bee Gees, fazem parte do Rock ‘N’ Roll Hall of Fame, mas igualmente do the Songwriters Hall of Fame. Não é pouca coisa não. Depois que estouraram, de vez, para o mundo com a trilha de “Embalos de Sábado à Noite”, ninguém nunca mais conseguiu ouvir disco music da mesma maneira, certamente não. Robin Gibb In Concert With The Danish National Concert Orchestra foi filmado no verão de 2009, no castelo de Ledreborg na Dinamarca. O repertório com 17 pérolas inclui composições dos Bee Gees, como não poderia deixar de ser, acrescidas ao material próprio de Robin, o menino prodígio. O DVD inclui a canção “Alan Freeman Days”, uma homenagem particular de Robin ao DJ que muito auxiliou os Bee Gees – e outros grupos estrangeiros - a encontrarem o sucesso na América. Os Bee Gees venderam mais de 200 milhões de cópias desde que foram formados na Austrália no final da década de 60, apesar de serem ingleses de nascimento. O álbum Saturday Night Fever (trilha sonora do filme "Embalos de Sábado À Noite") é a trilha sonora mais vendida de todos os tempos e atualmente, ocupa a 5° colocação como álbum mais vendido da história com mais de 37 milhões de cópias.

Faixas: More Than A Woman, I’ve Gotta Get A Message To You, I Started A Joke, How Deep Is Your Love, Alan Freeman Days, Saved By The Bell, Massachusetts (primeiro sucesso dos Bee Gees a chegar no topo em mais de dez países), To Love Somebody, You Win Again, Islands In The Stream, New York Mining Disaster 1941, Night Fever, Juliet, You Should Be Dancing, Jive Talkin’, Tragedy e Stayin’ Alive.

 

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LINDSEY BUCKINGHAM - Seeds We Sow – ST2.

Por quase quatro décadas, o californiano Lindsey Buckingham tem sido a força motriz e criativa por trás do Fleetwood Mac. Ele é o cérebro e o coração dos fantásticos álbuns Rumors (1977) e Tusk (1979). Mas assim mesmo o guitarrista prossegue praticamente como um ilustre desconhecido, ainda mais para o público brasileiro. Como artista solo, Buckingham hoje com 61 anos, nos desfruta com o recente CD “Sementes que plantamos”, o seu terceiro álbum em cinco anos, após Under The Skin de 2006 e Gift Of Screws de 2008. A geração norte-americana que o conhece hoje, talvez tenha entrado em seu mundo pela primeira vez a partir da reunião do Fletwood Mac em 2003, após 16 anos de separação. Ambos, Gift Of Screws e Seeds We Sow (seu sexto álbum solo), nasceram entre sessões do Fleetwood Mac. Buckingham compôs, produziu e mixou o disco em um estúdio em sua casa em L.A., tocando quase todos os instrumentos, não palhetando seu violão (ele toca com os dedos, não usa palhetas) e supervisionando pessoalmente o lançamento do disco de forma independente. Buckingham e Fleetwood Mac não têm contrato com a Warner, apesar de suspeitarem que se eles garantirem à gravadora-gigante um retorno firme e saudável, o contrato será certo, mas mesmo assim, o californiano prefere continuar debulhando seus violões e compondo peças musical de infinita beleza e arquitetura, independentemente de tudo e de todos.

 

 

 

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FORGOTTEN BOYS - Taste It – ST2.

Antes de mais nada, o termo Forgotten Boys é retirado de uma música dos Stooges: Search and Destroy. Mas isso basta para ser uma credencial? Claro que não. Depois de mais de três anos longe dos estúdios, o Forgotten Boys está de volta com "Taste It" que contém 11 canções inéditas. As faixas foram "mixadas" por Roy Cicala, o produtor norte-americano que já trabalhou com John Lennon, Lou Reed, Patti Smith, Alice Cooper, Davie Bowie e tantos outros, que hoje está radicado em São Paulo. Com a entrada do guitarrista Dionísio Dazul e do tecladista Paulo Kishimoto, em 2009, o Forgotten Boys se renovou, e com o tempo, e maturidade, a banda optou por um som mais “controlado”, sem tanta explosão.

 

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FLÁVIO RENEGADO – Minha Tribo é o Mundo – Natura.


Vindo da comunidade carente de Alto Vera Cruz em Belo Horizonte, em 1997, Flávio Renegado foi um dos fundadores do grupo de rap NUC (Negros da Unidade Consciente), com o qual se apresentou por todo o Brasil e em países da América do Sul, África e Cuba. Posteriormente, o NUC tornou-se uma ONG, presidida por Flávio, que desenvolve trabalhos sócio-culturais junto a jovens de comunidades carentes com o foco principal nos jovens do Alto Vera Cruz. Já em carreira solo, Flávio deu a sua grande cartada em 2008 com o lançamento do CD independente “Do Oiapoque a Nova York”, que vendeu mais de 7 mil cópias e o levou a turnês por Cuba, França, Inglaterra, Espanha e Austrália, além de percorrer dezenas de cidades brasileiras. Esse trabalho foi crucial para o desenvolvimento de seu novo CD “Minha tribo é o mundo”, produzido por Plínio Profeta - que já trabalhou com Lenine, Tiê e O Rappa - e gravado no Rio de Janeiro.
Além do rap, Flávio navega em outros ritmos como o reggae, maracatu, música cubana e samba, de Pixinguinha a Furação 2000, como ele mesmo canta na letra de “Minha Tribo é o Mundo”, a boa música que abre os trabalhos, com boa pegada. As 11 faixas do CD mandam o recado com destaque para “Suave”, o samba “Sai Fora”, “A Massa Quer Dançar” e a belíssima “Tempo Bom”.

 

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ROCKPILE - Live At Montreux – 1980 – ST2


O Rockpile é uma banda inglesa muito legal, que tem toda aquela musicalidade que ´um verdadeiro link entre a British Invasion, a melodia quase hard rock de um Thin Lizzy mais uma pegada que seria associada a um punk mais pop, por assim dizer, na segunda metade dos anos 70. A banda era composta por Dave Edmunds (vocais, guitarra), Nick Lowe (vocais, guitarra baixo), Billy Bremner (vocais, guitarra) e Terry Williams (bateria). Rockpile gravou quatro álbuns, mas apenas um, Seconds of Pleasure, foi lançado sob o nome Rockpile. Dois outros álbuns (Tracks on Wax 4 e Repeat When Necessary), foram lançadas como álbuns solo de Dave Edmunds e mais um (Labour of Lust) foi lançado como um álbum solo de Nick Lowe. Faixas dispersas também podem ser encontradas em um outros álbuns de Lowe e alguns de Edmunds. Na verdade, a banda era um projeto que quase nunca foi de fato uma banda e vivia entre contratos entre gravadoras diferentes assinados ora por Lowe, ora por Edmunds. Para quem tem memória, ou o disco, o Rockpile tocou em 29 de Dezembro de 1979 no Concerto pelo Povo de Kampuchea - com Elvis Costello & The Attractions e os Wings – com Robert Plant do Led Zeppelin como vocalista. Além disso, o Rockpile atuou como grupo de apoio de faixas gravadas por Mickey Jupp em 1978 e Carlene Carter (esposa de Lowe e enteada de Johnny Cash) em 1980. Um último detalhe... Convenhamos que apesar da banda ser boa, ninguém a conhece hoje em dia e com uma capa horrível dessas, fica difícil convencer algum comprador... Ô setor de arte! Acorda aí!

 

 

 

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STYX – Regeneration – Volume I & II - Digipack duplo – ST2.

 

Essa banda americana foi muito popular no final dos anos 70, com o chamado rock de arena, onde se mesclava teatralidade, rock progressivo, pop e hard rock.


Regeneration Volume I & II são dois trabalhos de “regeneração”, no qual os músicos atuais regravam várias faixas antigas da banda com uma nova formação: Tommy Shaw (guitarra e voz), James "JY" Young (guitarra e voz), Lawrence Gowan (teclado e voz), Todd Sucherman (bateria) e Ricky Phillips (baixo). O álbum inclui uma nova gravação "Difference in the World" e dois inexplicáveis covers do Damn Yankees de Ted Nugent: "Coming of Age" e "High Enough" (pra que, né?). Originalmente vendido apenas nos show do Styx até ganhar essa versão distribuída por uma gravadora. A moda de regravar as próprias canções tem a ver com a possibilidade de ser dono das novas versões para poder licenciá-las sem a ingerência das gravadoras, antigas donas do pedaço. Faixas bem conhecidas como "Come Sail Away", "Renegade", "Blue Collar Man" e "Too Much Time on My Hands" convivem com outras mais obscuras como "Sing for the Day", "Queen of Spades", "Snowblind" e "Boat on the River". O que particularmente não é do meu apreço, é o som de estúdio digital. Sei que os tempos são outros, mas mesmo eu que não gostava do Styx, os prefiro com o som velho, de fita de rolo e vinil. O som digital é mais claro, moderno, mas faz com que a alma se perca em algum lugar no espaço-tempo. Fora algumas comparações, impossíveis de não serem feitas, como as gravações atuais feitas em estúdios diferentes (a voz de um vocalista está timbrada diferentemente da de outros) e é claro, a diferença inevitável entre as versões antigas e as novas.

 

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80´s IN CONCERT (The Cult / Tears For fears / Yes / Echo & The Bunnymen / Missing persons / The Mission / Blondie / Toto (CD triplo) – Music Brokers


80s In Concert é um álbum triplo ao vivo de músicas marcantes da década de 80 como Love Will Tear Us Apart do Joy Division, Something About You do Level 42, The Killing Moon (Echo & The Bunnymen),Tainted Love (Soft Cell), She Sells Sanctuary (The Cult), Everybody Wants To Rule The World (Tears For Fears) e Call Me (Blondie), entre outros.

 


CD 1:
1. She Sells Sanctuary - The Cult
2. Everybody Wants To Rule The World - Tears For Fe
3. Owner Of A Lonely Heart - Yes
4. Tainted Love / Where Did Our Love Go - Soft Cell
5. If You Leave - Omd
6. Running In The Family - Level 42
7. Things Can Only Get Better - Howard Jones
8. Ballet Dancer - The Twins
9. Are Friends Electric - Gary Numan
10. Lips Like Sugar - Echo & The Bunnymen
11. In A Big Country - Big Country
12. Call Me - Blondie
13. I Melt With You - Modern English
14. I Want Candy - Bow Wow Wow
15. Rock This Town - Stray Cats



CD 2:
1. Is She Really Going Out With Him? - Joe Jackson
2. Africa - Toto
3. Shout - Tears For Fears
4. Always The Sun - The Stranglers
5. Leaving Me Now - Level 42
6. Wishful Thinking - China Crisis
7. Close My Eyes Forever - Lita Ford Feat. Ozzy Osb
8. Heart And Soul - T´pau
9. King Of Wishful Thinking - Go West
10. Bridge To Your Heart - Wax
11. Heat Of The Moment - Asia
12. Chance - Big Country
13. I Feel For You - Chaka Kahn
14. Temptation - Heaven 17
15. Tell It To My Heart - Taylor Dayne

CD 3:
1. Walking On Sunshine - Katrina & The Waves
2. Something About You - Level 42
3. What Is Love? - Howard Jones
4. Ghost Town - The Specials
5. Cars - Gary Numan
6. Love Will Tear Us Apart - Joy Division
7. The Killing Moon - Echo & The Bunnymen
8. Sweet Jane - Cowboy Junkies
9. Only The Lonely - The Motels
10. Love Like Blood - Killing Joke
11. Words - Missing Persons
12. Love Me Two Times - The Mission
13. Under The Milky Way - The Church
14. Love Removal Machine - Great White
15. Sole Survivor – Asia

 

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GUI BORATTO – III – Kompakt / ST2


 

O produtor paulistano Gui Boratto compõe música, climas, atmosferas e não apenas loops mecânicos. Ele cria melodias e atmosferas que despertam diversas emoções em quem ouve, e talvez seja por isso que ele é reconhecido no exterior, tanto que o Kompakt é um selo alemão de minimal techno contemporâneo. O terceiro trabalho chamado singelamente de III é mais orgânico do que os trabalhos anteriores. Destaque para as faixas Galuchat, Striker, The Drill e Trap.

 

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THIEVERY CORPORATION – Culture of Fear – Music Brokers

 


O duo Thievery Corporation (Rob Garza e Eric Hilton) de música eletrônica instrumental , que trafega entre o trip-hop e o acid jazz, comemora quase 2 décadas este sexto trabalho, a Cultura do Medo. As vocalistas das 13 faixas deste álbum são Tamara Wellons, Mr. Lif, Lou Lou Ghelichkhani, Sleepy Wonder, Shana Halligan , Chris "Ras Puma" Smith e Sylvia Bernice Eberhardt. O primeiro LP da dupla foi lançado em 1997, juntamente com uma coletânea de artistas de música eletrônica de Washington, capital, com o nome de Dubbed Out in DC. Após assinar com o selo inglês 4AD, arregaçaram as mangas para o segundo trabalho, mas tiveram que adiar o lançamento pelo fato da fita master ter sido roubada. A coletânea Abductions & Reconstructions foi lançada em 1999, e no ano seguinte The Mirror Conspiracy - com três faixas extraídas desse trabalho para o compilado atual. Em 2002, foi lançado The Richest Man in Babylon (com outras quatro que compõem o CD atual). O álbum Outernational Sound e o EP remix Babylon Rewound surgiram em 2004; mesmo ano no qual a faixa "Lebanese Blonde" da trilha do filme Hora de Voltar ganhou o Grammy. The Cosmic Game de 2005 veio acompanhado de participações muito especiais: o vocalista Perry Farrell; Wayne Coyne dos the Flaming Lips e David Byrne. Em seguida foi lançada uma coletânea de remixes em 2006. Com a proximidade das eleições, Thievery Corporation lançou Radio Retaliation, um trabalho político, em setembro de 2008.

 

 

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