A cara do Brasil
Este texto é um desabafo.
Muito se fala sobre o caso do goleiro Bruno e o assassinato da jovem Eliza Samudio. Pouco se fala sobre o fato dela ter usado o jogador, que também a usou para logo depois jogar fora como se fosse uma laranja chupada. Eliza era uma garora de programa e por isso merecia ser punida? Era uma Maria Chuteira que deveria ter sido morta? Era uma garota ambiciosa que usou a fraqueza de caráter de um deslumbrado, como ela, para praticar mais maldades?
Todas as respostas estão corretas, mas há uma questão que não tem sido debatida.
Por quê?
Fácil de compreender.
Como botafoguense, torci pelo Uruguai na Copa e nem tanto pelo Brasil pois eu não me senti representado pelo Robinho, Kaká, Felipe Melo etc. Não sou menos brasileiro por causa disso pois amo música brasileira, amo a nossa mestiçagem, adoro praia, manifestações folclóricas e não conheço nada da vida uruguaia além da guerra do Paraguai e afins. Foi uma escolha do coração pois me senti mais botafoguense (Loco Abreu) do que “brasileiro”. Sempre tive problemas com o Bruno, goleiro do Flamengo enquanto jogador (nos tirou de 2 finais no último jogo agarrando penâltis mal cobrados pelo Botafogo) mas quando ele defendeu o Adriano no caso do pau na mulher-encrenca e depois pelo seu comportamento na história da orgia, vi que era hipocrisia braba e que os fãs, os jornalistas, a imprensa, o time, os brasileiros enfim, todos se negaram a ver os fatos como eram: o BRUNO culpado ou não é A PRÓPRIA CARA DE UM CERTO BRASIL.
Eu vejo o Bruno como um espelho da maioria dos garotões, dos carreiristas (homens e mulheres, ricos e pobres), dos arrumadores de confusão, dos super-homens, dos ególatras, dos que se acham o máximo, dos que adoram o jeitinho brasileiro, dos que não são honestos, dos que falam uma coisa e fazem outra, dos que não se manifestam para não perderem oportunidades.
Engraçado, o que mais ouço de “homem” é que o negócio é “pegar mulher”…
E muita gente que conheço me desencantou (em função da minha própria ingenuidade, assumo) por serem corruptos, mentirosos e hipócritas e por apontarem o dedo para mim, covardes até para assumir suas deficiências.
O que mais ouço de todos é que o que vale na vida é o status, a inveja que você desperta nos outros, o seu poder na sociedade, hoje muito resumida ao status de ter pertencido a um BBB. O que a Eliza faria na vida se não tivesse corrido atrás de vários jogadores? Teria ido para o BBB ou teria que trabalhar!
Qual é a diferença do Bruno para todo esse pessoal? O que difere a forma de pensar do goleiro da maioria? Só por que ele matou e os outros não? Quer dizer que tem que matar, tem que ser pego em falso, para ser condenado? Se fizer o que fizer entre quatro paredes e não acontecer nada, está tudo bem?
Crucificam o Bruno não só porque ele é o mandante de um assassinato, MAS PORQUE ELE É O BRASIL QUE NÃO QUER SE VER, QUE NÃO SE ACEITA, DO BRASIL MENTIROSO, DO BRASIL DO STATUS, DA MÍDIA, DO MARKETING, DO MBA.
CRUCIFICAM UM CRISTO PARA POUPAREM OS FARISEUS.
COMO O BRUNO, VÁRIOS TRAEM AS ESPOSAS, TEM CASOS, SE DROGAM, MENTEM PARA CRESCER NA PROFISSÃO E COMO MACHOS QUE SÃO, SE RELACIONAM COM GAROTAS DE PROGRAMA. E É CLARO, NÃO PODEMOS ESQUECER DAS ALINHADAS ESPOSAS QUE CASAM PELA BOLSA -FAMÍLIA DO MARIDO! POR QUE ELAS NÃO PODEM SER CHAMADAS DE PROSTITUTAS DE LUXO? SÓ PORQUE APARECEM NA IMPRENSA COMO BEM SUCEDIDAS DAMAS DA SOCIEDADE? Desculpem, se ofendi as prostitutas, que pelo menos assumem que são.
A seleção brasileira perdedora, recebida com frieza pelos patrícios, diferentemente da argentina que foi amada e compreendida na derrota, mostra bem como MUITOS brasileiros são. Os jogadores eram a cara do chefe, o Dunga, estivesse ele certo ou errado, não importa, eles vestiram a camisa e foram a extensão do mandante. O Brasil jogou de salto alto, com jogadores machucados, egóicos, mas mesmo assim SOB a força da hipnose coletiva e da massificação, nos impuseram a vontade de VENCER SEM ESTAREM CERTOS, SEM DAREM A MÌNIMA PARA A REALIDADE. Isso sim me incomodou… Além disso, a seleção tinha uma vibração péssima.
O Brasil perdeu porque dizem “não foi Brasil” mas foi sim, eu afirmo o contrário: PERDEU PORQUE FOI BRASIL, mas não o MEU Brasil, o Brasil que jogou foi o mesmo do BRUNO, desqualificado, despreparado, petulante, do “brasileiro que não admite perder pois nasceu para ganhar – de qualquer jeito”. Vão imolar apenas um para amanhã de manhã, quando servirem o café para nós dois, todos se sentirem mais limpos e dignos, como os cara-pintadas? Todo mundo sabe que a Argentina ganhou as Copas com esperteza além do futebol, todo mundo sabe do jogo com o Peru em 1978, da mão da bola (o Fabiano pode segundo o Galvão Bueno, porque é “nosso”!), do governo militar que causou a inglória guerra das Malvinas, da água benzida dada ao jogador brasileiro Branco, ato esse confessado pelo próprio Maradona na TV. Mas ninguém na Argentina, quer ver a verdade, assim como no Brasil. Se nossos problemas são semelhantes e nossa postura também, então por que condenar os hermanos e nos absolver? Sujos, todos somos. O Bruno é prova disso, além de sujos, somos covardes, pois imolamos o jogador para poupar a sociedade.
BRASIL COVARDE.
RENEGA O CRISTO TRÊS VEZES, ANTES DO GALO CANTAR.
A diferença é que a seleção perdeu e voltou rica para casa, mas o Bruno sempre ganhou na carreira, mas perdeu na vida, perdeu feio no que é verdadeiramente importante, se desfez, como muitos do que vem do coração, da alma.
Bruno, o pária social que ascendeu, é o representante maior não do Brasil de HOJE, mas do Brasil de sempre, da Senzala e da Casa Grande, do Itamaraty, de Antonio Conselheiro, de um país que vira as costas para o que é correto, o Brasil dos pós-graduados, dos engenheiros trabalhando como garis, dos advogados gananciosos e dos empregados que invejam os patrões, de Búzios e de Bangu, do Brasil dos coronéis, o Brasil da TV FAMA, do Brasil da violência, do Brasil do BBB. Bruno é o representante do DINHEIRO QUE CORROMPE A DIGNIDADE, da FAMA das telecelebridades, dos assessores de imprensa, do Futebol. Brunão é o cara mais querido pelos ricos, pobres e traficantes, MAS NÃO É O ÚNICO.
ESPERTO É O CARA QUE TRANSA COM A MULHER DO OUTRO, QUE TRAI O AMIGO, QUE DESVIA UMA GRANINHA, QUE DÁ UM DINHEIRINHO PARA O GUARDA, QUE SEMPRE SE DÁ BEM.
OTÁRIO É QUEM ESTÁ PRESO.
Bruno, você caiu no fosso da indignidade, não pela morte de uma atriz de filme pornô, por causa de uma carreirista, mas por causa da elite invejosa, por causa das garotas de programa que todos “pegam”, por causa da cocaína que todos cheiram, da bebida que todos bebem, da BRAHMA, do sexo com muitas mulheres fora do casamento, do status tão desejado, do país do “jeitinho”, da corrupção, da aparência.
Conteúdo para quê? Existe concurso público.
Sim, eu torci contra esse Brasil da Copa e contra o Brasil do Bruno, pois esse não é o meu mundo, não é a minha turma. Eu detesto esse lixo, essa mentira ambulante, essa hipocrisia, essa cambada de covardes.
Falam de como a ditadura brasileira foi horrível, mas me digam, por que ninguém tocou nesse assunto durante a Copa, quando falavam da seleção de 70? Quando querem dar uma pernada em alguém, associar um sucesso a um mal maior, para prejudicar mesmo, associam sem refletir. O Dunga é mal porque só convocou soldados, porque não falava com a Imprensa. Ele é o mal. O Bruno era o máximo, antes da Eliza. Quando não querem não falam nada. Toda a imprensa sempre soube quem era o Bruno mas ele era o goleiro que “quase” foi convocado para a seleção, do time mais popular do país.
CONDENARAM O BRUNO À FORCA, NÃO PELO SEU CRIME MAS PELO CRIME DE TER EXPOSTO TODA UMA NAÇÃO, QUE VIA NELE O SEU REPRESENTANTE MAIOR DE CRESCIMENTO SOCIAL, DO CAPITÃO QUE ERGUEU A TAÇA DO EGO, DO CARA QUE VEIO DE BAIXO E QUE DEIXOU O POVO QUE PEGA TREM MAIS FELIZ, QUE DEIXOU O CHEIRADOR DA COBERTURA MAIS SATISFEITO.
QUEIMA-SE A OFERENDA PARA POUPAR A MAIORIA.
FERNANDO COLLOR SABE DISSO. COLLOR NUNCA FOI SANTO, ASSIM COMO O BRUNO, MAS NÃO ERA ASSASSINO (APESAR DE TER UMA HISTÓRIA FAMILIAR COM AJUSTE DE CONTAS NA BALA). O EX-PRESIDENTE FOI TRAÍDO PELOS SEUS, FOI TRAÍDO PELA SUA INOCÊNCIA, PELA SUA PETULÂNCIA.
BRUNO FOI TRAÍDO PELOS MESMOS COVARDES, QUE NÃO SÃO APENAS POLÍTICOS, FOI TRAÍDO PELA NAÇÃO DAS SOMBRAS, FOI TRAÍDO PELO BRASIL QUE CANTA E É FELIZ, PELA MÚSICA DA ELITE E PELO POP VAGABUNDO. BRASIL, EU GOSTO DE VOCÊ, QUERO CANTAR AO MUNDO INTEIRO A ALEGRIA DE SER BRASILEIRO, CANTE COMIGO BRUNÃO, A ALEGRIA DE SER BRASILEIRO.
TENHO VERGONHA DE FAZER PARTE DA “MASSA”, DO “VAMOS PULAR! VAMOS PULAR! VAMOS PULAR! VAMOS PULAR!”. NÃO SOU “PÃO” DE MANOBRA, NÃO VÃO ME “AVATAR”. EU SOU BRASILEIRO TAMBÉM E TENHO ORGULHO DE AMAR O MEU PAÍS, MAS NÃO AMO O SEU PAÍS!
O BRUNO É O BRASIL QUE NÃO SE ASSUME: BRUNO É A MAIORIA.
descoberta
Nesta sexta a ficha caiu.
Há um tempo, um assunto me incomodava, mas como se diz, deixava para lá, porque não era problema meu. Não assisto sexo na TV e nunca vi um filme pornô. Quero dizer, minto, só vi um, uma vez na casa de amigos adolescentes que, por uma questão de sociabilidade, tive que comparecer pela curiosidade e para exibir a minha normalidade. Claro, que todos adoraram, ou fingiram adorar e naquele ritual coletivo, todos aprendemos que as mulheres não são apenas mães, são prostitutas.
Meus pais nunca falaram sobre sexo comigo. Para meu pai, o homem devia sempre ser o “comedor” e minha mãe achava que não era conversa para se ter com filho. O que acontece é que a falta de diálogo, nos leva sempre ao lugar comum, que é ver revistas nas quais mulheres surgem como objetos fornicantes e assistir filmagens com mulheres americanizadas com implantes, e próteses serem dominadas por machos vigorosos. A partir daí, após a primeira visão distorcida da cópula, tudo está arruinado. Não há mais volta. Aprende-se tudo errado, criam-se mitos e muito pelo contrário, não se dá ao cliente a opção da escolha: apenas uma forma de se fazer sexo é imposta. O espectador já pode se considerar lobotomizado, nunca mais, em sua fase adolescente, elogiará uma comédia romântica, por medo de ser considerado baitola. O proibido, antes que me esqueça, não tem mais nada de oculto, e está pertinho de você, aqui mesmo na internet, ao toque de um botão.
conhecimento
Provavelmente todos já leram aquele pensamento que diz que “quando eles vieram pegar os judeus, você não fez nada porque não era judeu, mas no dia que eles vieram te pegar, não havia ninguém para socorrê-lo”. Foi assim que me senti nesta sexta, quando a ficha caiu. Muitos querem nos fazer acreditar que o desvio de caráter e de conduta, é algo lícito, normal. E o que se esconde por trás de uma educação distorcida que exibe sexo entre duas mulheres e um homem, que exibe troca de casais como sendo a mais contundente prova de liberdade, da consumação do direito de escolha? Dinheiro, dinheiro e dinheiro. O que mais cresce nesse mundo, fora as contas e dá lucro de cornucópia? Sexo. Isso desde o início dos tempos. A diferença é que antes não havia televisão ou internet.
Assim teve início a minha sexta.
À tarde vi um programa de auditório, no qual garotas de programa falavam sobre os clientes, prioritariamente homens casados. Alguém citou uma pesquisa recente , que afirma que praticamente há um empate técnico, entre traição feminina ou masculina. Os sexos não se superam no quesito traição, há uma equivalência nas intenções, empatam quase de igual para igual. Disseram que o problema é genético, outros que é cultural. As pessoas traídas faziam papel de coitadas e as que vendem o corpo ou traem, o que dá no mesmo, se justificam, usando as palavras dinheiro e liberdade. Atenção: muitos compram liberdade com dinheiro, outros dizem que dinheiro traz felicidade. Felicidade e liberdade caminham juntas, pelo visto.
soma
À noite na mesma sexta, zapeando através dos canais, passei pelo Multishow e vi uma mulher chupando outra e sendo penetrada por trás ao mesmo tempo. Se não descrever o que vi, também não posso descrever o que me passou pela cabeça. É um canal a cabo e nessa barafunda de emissoras e programações, pode-se ver sexo grupal ou um pastor pregando em nome de Jesus. A escolha é de cada um, vê quem quer. E é claro, o tal canal só exibe a sua orgia após a meia noite, horário considerado próprio para isso, mas o problema não é a exibição, são 3 palavras que há por trás dessa história: “liberdade”, “felicidade” e “dinheiro”. Concordo que cada um vê o que quer, acredita no que quiser, mas a partir dessa sexta, a tal da frase da guerra, citada anteriormente, começou a fazer muito mais sentido do que antes. Há diferenças e semelhanças entre religião e o sexo, e às vezes até confluem na mesma direção, como no tantra. Mas há coisa pior do que ver casais fornicando na televisão, e uma pequena listinha inclui egoísmo, inveja, racismo, preconceito, vício, roubo e assassinato. O problema é a educação distorcida que ensina como “se” deve fazer; a falsa educação que diz que existe diferença entre amor e sexo.
O homem que é homem trai porque é macho, não respeita casamento, não respeita amor, não respeita a dor alheia; e a mulher que trai está certa porque ela precisa “viver o momento”, “seguir sua verdade interior”, “ser livre”, “ser moderna”. É isso o que ensinam. Pois é, vê quem quer, ouve quem quer. É o preço da liberdade.
Assistir essas coisas, mulheres e homens como vieram ao mundo, eu já vi, mas nesse momento aquela imagem bateu muito forte em mim, como forte foi a minha náusea, o meu desprezo contra uma empresa de comunicação que se presta a uma papel desses, que acredita que atende a todos os segmentos do público exibindo uma “verdade” distorcida, em nome de uma hipócrita liberdade de pensamento. Censura é uma palavra ignóbil para mim, é tão pornográfica quanto a entrevista com mulheres risonhas, que praticavam o swing entre casais; como é imundo não lidar com a verdade, e como é sujo mentir socialmente para conquistar popularidade nesse universo de culto à celebridade.
i dream of eve
O problema desse comportamento, dito liberal, é que não há qualquer verdade nessa premissa: isso não é liberdade, é prisão, é hipnose, é burrice.
O amor dos séculos anteriores, onde não havia aprendizado áudio-visual, certamente era mais misterioso. No máximo, desenhos eróticos e posteriormente fotografias, ensinavam o básico aos interessados, mas nada que fosse como um curso completo de como fazer cabelo, barba e bigode. Seria então, ingênuo ou errôneo, idealizar o amor? Imaginar como se poderia retirar o espartilho da amada? É, os tempos eram outros. Nós que nascemos em um mundo áudio-visual temos as nossas próprias questões para resolver, complexamente diferentes.
Já dizia Santo Agostinho que “nada de útil pode nascer de um lugar do qual se urina”. Mas onde há luz, há trevas, também não dá para ser como Lenin, que considerava sexo uma coisa burguesa, que desviava a atenção do trabalho.
Não dá para inibir todos os nossos instintos, negar que somos falhos, mas há uma coisa que aprendi: que quando se compreende que amor não é troca de parceiros, mas aprendizado em comum, você se liberta. O amor de fato existe e quando você o sente, nunca o esquece. O amor real cria uma energia própria que te eleva não à condição do fanatismo, mas à realização da unicidade entre dois seres que se completam, da soma entre os opostos, do homem e da mulher (e até mesmo do homem com o homem, como muitos acreditam) que se transformam em deuses, que aprendem a amar juntos. O sexo mostrado como necessidade fisiológica é uma distorção da realidade, é uma mentira perpetuada por quem não deseja educar o indivíduo à liberdade de escolha.
Sandra Bréa no auge da forma na revista Playboy
A atriz carioca Sandra Bréa Brito (11 de maio de 52 / 4 de maio de 2000) foi uma das mais cobiçadas mulheres nas décadas de 70 e 80. Porém um outro título somou-se a sua história: o de ter assumido ser soro-positiva 7 anos antes de falecer. Entre um e outro cigarro mentolado e os vários jornalistas que foram convidados a sua casa em Jacarepaguá no Rio (que maldosamente notaram as marcas de umidade no teto e os móveis rasgados), a atriz confessou publicamente o seu drama. Disse ter sido contaminada numa transfusão de sangue, após um acidente automobilístico em 91. Despertou suspeitas ao não saber informar exatamente o que havia ocorrido e em qual hospital havia recebido a transfusão de sangue. “Meu recado para a máfia de branco é: adoro vocês”, disse na coletiva. Sandra acusou a Rede Globo de ter abafado o caso para não abalar a audiência de uma novela. O departamento de imprensa da Globo negou o ocorrido (empresa esta que pagou todo o seu tratamento até a morte, mesmo não estando ela no quadro de funcionários).
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