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O nosso Brasil de Mindlin, Villa Lobos, ETs e Lula
8 mar, 2010 por Carlos Lopes

Este texto, meio que começou a nascer em um final de semana, no qual faleceram dois brasileiros supimpas: o sambista Walter Alfaiate e o bibliófilo José Mindlin. Senti que o país ficou mais pobre e isso cutucou meus brios.

José Mindlin
José Mindlin

Digo “começou a nascer” porque de fato o texto atual foi inseminado no ano passado, mas até hoje era impossível transcrevê-lo para o mundo real das palavras escritas. Há bastante tempo não escrevo, fruto de um desinteresse crônico em compartilhar idéias escritas. Tenho preferido ler (livros) e assistir filmes e documentários, estudar cada vez mais, uma das minhas paixões. Inclusive, tem sido mais fácil escrever canções e gravá-las, apesar que todo o processo envolvido, muitas vezes, te faz perder o amor pela música. Mas isso é assunto para outro texto, este agora está reservado para uns pensamentos sobre o meu Brasil.

Repito e digo “o meu Brasil”, pois nem tudo pode ser repartido, pois somos pessoas com sentimentos diferentes e isso faz toda a diferença na hora de emitir um julgamento. E achismos não surgem apenas do povo iletrado, mas de profissionais esclarecidos, que acham que podem cuspir suas análises fundamentadas em racismo crônico. Se dependesse de muitos que cá nasceram, esse país seria uma colônia não mais da União Soviética do pós-guerra, como poderia ter sido antigamente, mas do mundanismo internacional. Já escrevi anteriormente que me causa repugnância quando alguém fala que “esse país é um lixo”, “só pode ser Brasil mesmo”, “país de preto” e coisas assim. Em primeira instância, essa elite que existe desde os tempos da colônia de Portugal ficou e ainda está muito fula porque, apesar dos escândalos, o PT ainda é o partido que manda no quintal e o seu porta-voz é o presidente mais popular do mundo, mesmo falando errado, coisa que horroriza a classe alta, que associa postura (o externo, o socialmente aceito) com bom comportamento. E essa associação quer nos continuar impondo presidente homem e branco. Um nordestino que fala errado não poderia, em “um país sério” sonhar em ser presidente, é o que pensam.

passado, presente e futuro
passado, presente e futuro

Se o Brasil ganhou o direito de sediar, principalmente a Olimpíada é porque Lula fez e aconteceu, colocou o Brasil no mapa. Ele soube usar a mídia a seu favor, o que no final das contas, conta a nosso favor. O sociólogo rancoroso, esse mesmo, que só sabe reclamar, não conseguiu. Por causa disso, dessa dor de cotovelo crônica, e apesar do seu francês fluente, o que ele pretende? Se hoje, americano (que ainda manda no mundo) sabe quem somos, que os brasileiros existem,é mais por causa da popularidade de Lula do que por causa dos nossos talentos. Isso se faz notar em produções cinematográficas como 2012, que despencou o nosso Cristo e com o atual seriado V (para fãs de Lost), que coloca uma nave-mãe gigante no ar falando português à frente do mesmo e popular Cristo Redentor (anexo imagem). Vejam bem: Nova Iorque, Los Angeles, Paris e… Rio.

Os ETs invadem o Rio
Os ETs invadem o Rio

Já escrevi também, que amo a ideia do Tropicalismo de Caetano e Gil e os filmes do cinema novo, que fundem o estrangeirismo com o olhar e o sentir local. O Brasil não deve se fechar, pois esse tipo de coisa gerou duas guerras mundiais, e coisas como o Iraque, o Irã e a Coreia do Norte. Há a necessidade de ensinar aos jovens, aos estudantes, e inclusive aos mais velhos, o orgulho de ser quem somos e ser como somos. Quando alguém comenta que o canto orfeônico do Villa Lobos, só foi possível em um contexto ditatorial, eu me pergunto, então por que não podemos resgatá-lo , se somos livres, e donos dos nossos narizes? Por que não voltar a ensinar música nas escolas? Para disponibilizarmos computadores em todos os colégios, é necessário educar o aluno para que ele não use a máquina (ainda mais) a serviço da futilidade.

1,2,3,4
1,2,3,4

Essa necessidade mórbida de olhar sempre para fora, se preocupar com o “primeiro” mundo e pisar no que temos de melhor, o “nosso”, aí sim, mesticismo é fruto de ignorância, medo e  covardia de deixar a pele escurecer e os cabelos encaracolarem. E o esquecimento, promovido pela mídia, faz parte dessa conspiração que pode ser alcunhada de educação regressiva, como um espelho embaçado que não reflete os nossos rostos e nem as nossas infinitas possibilidades. Muitas vezes, penso no que deve existir de baixa estima, quando o sujeito NÃO se vê na TV porque só há gente loura de olhos claros, biótipo alienígena e nazista. Isso só pode fazer o sujeito se sentir um lixo, e certamente o faz. Se você não abrir o olho, o negócio pode ficar feio mesmo, criando um ambiente para dominação cultural e inserção de valores que não são úteis para o nosso, aí sim, desenvolvimento e para a nossa liberdade, ainda que tardia. A mais perigosa das armas é a mídia, que inculta nas pessoas, o sentimento mesquinho de assimilar valores opressivos que deseducam.

Aconselho aos meus amigos leitores o excelente canal Futura, com um primor de programação; a TV Brasil, que está cada vez melhor; programas como Por Toda Minha Vida da Rede Globo e o fantástico documentário “O Homem que Engarrafava Nuvens” de Lírio Ferreira, diretor de Baile Perfumado e Cartola – Música para os Olhos sobre o compositor Humberto Teixeira (1915-1979), o “doutor do baião”, parceiro de Luiz Gonzaga.

Amigos e leitores, olhem e sintam o Brasil com outros olhos, com orgulho de quem sabe quem são. Se vocês não gostam do Brasil é porque não gostam de vocês, pois nós somos o Brasil. E ninguém mais pode ser.

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Novidades Informática
16 jan, 2010 por Carlos Lopes

Assisti na TV, uma matéria sobre a Feira de Informática em Las Vegas e os novos  computadores híbridos. Assim tomei conhecimento do que é um tablet ou “slate PC”, aparelho que mistura notebook e celular. Para nosso desespero e necessidade, o mundo da informática não para. E não basta mais ser um mero computador com suas usuais funções: ele tem que poder fazer quase tudo. A Apple é responsável pelo tablet, mas as outras empresas correm para não ficar atrás no mercadão.

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A Lenovo manda ver no seu Ideapad U1 Hybrid, uma mistura de netbook e tablet, um computador que é a soma de dois aparelhos, para que o usuário escolha qual quer usar conforme a necessidade.  Quando está na sua posição original, de garra, como diz a Lenovo, o U1 tem uma tela de LED de 11,6 polegadas, 16 Gbytes de disco de estado sólido e roda o Windows 7. Quando a tela sensível ao toque é removida, transforma-se em um tablet e roda o Skylight, uma versão do Linux personalizada pela Lenovo. O U1 Hybrid compartilha bateria, conexão 3G, informações e documentos. A empresa afirma que o usuário pode navegar pelo laptop e, quando muda para o tablet, pode prosseguir a partir do ponto em que parou.

A Samsung apresentou o protótipo de um laptop com tela transparente feita em Oled. O aparelho tem tela de 14 polegadas com 40% de transparência, ante os 25% dos computadores tradicionais. Isso faz com que a imagem vista no dispositivo seja rápida o
suficiente para eliminar interferências óticas entre imagens em 3D.

Tablet da Apple

Tablet da Apple

A Intel apresentou o novo modelo do notebook educacional Classmate PC, que ganhou tela giratória sensível ao toque com capacidade de ser transformada em um tablet.

A Microsoft apresentou um protótipo da HP. O dispositivo conta com tela sensível ao toque e é multimídia, permitindo ver vídeos, navegar pela internet e ler livros. Os aparelhos são mais poderosos do que um celular e quase tão potentes quanto um computador.

E as câmeras fotográficas digitais, que deslancham com melhor e maior definição?

Na Feira, os produtos possuem algo como 14 Mpixels para foto e 1.080p para vídeo e apresentam funções como reconhecimento de rostos.

Um dos destaques foi o anúncio da Polaroid, que venderá filmes (Sim! Filmes!) a partir da primavera norte-americana. O pacote de filme com dez poses custará US$ 27,99.

Polaroid

Polaroid

A Kodak mostrou a câmera Slice Touchscreen, que armazena até 5.000 fotos em sua memória. O aparelho facilita o compartilhamento das imagens em redes sociais e tem função de reconhecimento de rostos. Outro item da marca é a câmera de vídeo Playsport, resistente a água em até três metros de profundidade, segundo informações da empresa.

A Samsung mostrou vários modelos, entre eles o NX10, com 14,6 Mpixels de resolução e capaz de fazer filmes em alta definição. A câmera conta com uma tela de três polegadas feita em Amoled -de acordo com a Samsung, isso permite ao fotógrafo ver melhor as imagens que captura, mesmo quando a luz do sol é estiver forte.

A Sony apresentou um novo modelo da linha Cyber-shot, o DSC-HX5V, que conta com megazoom ótico de dez vezes, GPS e sensor que ajuda na hora de fazer fotos com pouca luz. É capaz ainda de capturar vídeos em Full HD. Custará US$ 350.

A Panasonic anunciou câmeras e, também, um cartão do tipo SDXC com capacidade de armazenamento de 64 Gbytes -e haja espaço em seu computador para tantas imagens.

A Sanyo mostrou a Xacti VPC-CS1, filmadora portátil com apenas 2,7 centímetros de espessura. O modelo grava vídeos em alta definição e também captura fotos com 8 Mpixels de resolução.

Outro destaque foi o Eye-Fi Pro, cartão com 8 Gbytes de memória e dotado de Wi-Fi.

Na onda do 3D, a DXG anunciou que produzirá câmeras de vídeo capazes de fazer imagens desse tipo.

Adeus Oiticica, a Queimada da Cultura Brasileira
17 out, 2009 por Carlos Lopes

“Na realidade a sucessão de obras é para fazer inteligível o que eu sou. Eu passo a me conhecer através do que faço. Que na realidade  não sei o que sou. Porque se é invenção eu não posso saber. Se já soubesse o que seriam essas coisas não seria mais invenção. A existência delas é que possibilita a ‘concreção’ “

(Helio Oiticica)

1968 - Caetano e Parangolé de Hélio

1968 - Caetano e Parangolé de Hélio

Esse sábado certamente não amanheceu como outro qualquer, não porque há uma chuva ácida em andamento e nem porque criminosos do Morro dos Macacos na zona norte do Rio derrubaram um helicóptero da polícia.

O sábado havia começado bem ao receber a mensagem de uma amiga que está na França: “Resolvi que não vou mais entrar em museu até segunda, senão não faço outra coisa. Obs: museu de país que valoriza cultura é uma felicidade sem fim.”

Meu semblante mudou e logo depois liguei a TV.

Ingênuo que sou, coitado de mim.

Como se não bastasse o desprazer de ver um helicóptero queimado e dois policiais mortos, uma outra notícia incendiária derrubou meu sábado: o acervo de um dos fundadores do neoconcretismo, o artista Hélio Oiticica, falecido em 1980, que se queimou entre sexta e sábado.  Se fossem perdidos “meia dúzia de objetos”, a perda já seria irreparável, mas o problema é que simplesmente perdeu-se 90% das obras do artista que não estavam seguradas, um prejuízo calculado em 200 milhôes de dólares. Só se salvaram CDs e arquivos de computador. E lá se foram todos os parangolés. Queimou-se o Tropicalismo, a idéia do Brasil novo, a possibilidade do inédito, do eterno velho Brasil renovado. Fica a lição: as chamas da ignorância destroem, mas não podem vencer. Jamais.

O acervo do artista, guardado no primeiro andar da casa da família no bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro, se perdeu enquanto seus parentes, que estavam no segundo andar, sentiram um forte cheiro de queimado.

Hélio em forma de Arte

Hélio em forma de Arte

O pior dessa história é que a prefeitura teve um longo entrevero com a família pela posse e preservação das obras.  Em 1981, foi criado sob responsabilidade da família, o Projeto Hélio Oiticica. Em 1996, a secretaria municipal de artes do Rio de Janeiro fundou um centro de artes para abrigar todo o acervo, mas brigas entre a família e o governo por causa de (não) pagamentos azedaram o diálogo. Em abril de 2009, os herdeiros de Hélio suspenderam uma exposição, alegando falta de pagamento, que foi regularizado, mas a família não devolveu a maior parte das obras, que estava na reserva técnica do Projeto Hélio Oiticica, que segundo eles, possuía as condições necessárias para a preservação das obras, as mesmas que foram queimadas ontem, seis meses após a contenda.

Jandira Feghali, a secretária de cultura lamentou a perda, mas declarou que a prefeitura lutou pelas obras. César, o irmão de Oiticica que se dedicou a proteger a obra do irmão, declarou emocionado que assume sua falha, apesar da sala na qual ocorreu a tragédia, ter controle de umidade e temperatura.

Para variar, quem perde é o Brasil, quem perde é a arte mundial.

OLIMPÍADAS, DESENVOLVIMENTO E INCLUSÃO SOCIAL
3 out, 2009 por Carlos Lopes

2016

2016

66 votos contra 32.

A vitória do Brasil como futura sede das Olimpíadas em 2016 representa a superação dos nossos defeitos através do esporte e da política; simboliza um momento histórico: o caminho inevitável para o desenvolvimento. Digo isso, porque o Rio pode ser o cartão postal e a sede, mas acima disso, a cidade sintetiza o melhor e o pior deste país, a vitória é de todos nós, é uma conquista do Brasil.

Cartada Final

Cartada Final

Temos menos de 7 anos para superar todos os nossos limites.

Basta o leitor analisar a sequência dos fatos para comprovar que, apesar dos críticos, o país caminha sempre em frente: Collor, FHC, Lula, BRIC, G20, Pré-Sal, Copa do Mundo e Olimpíadas.

O Cara

O Cara

No dia 2 de abril em Londres, Obama chamou Lula de “o cara” na reunião do G20 e em 2 de outubro ganhamos dos Estados Unidos, sem tapetão e na moral. Os republicanos norte-americanos devem ter soltado fogos.

“Sim, nós podemos.”

A conseqüência desse inexorável caminhar, pode ter nascido na frase de Collor que se referia aos carros nacionais como “carroças”, passando pelo FHC e uma nova política econômica, mas foi no momento Lula que essa mudança de paradigma assumiu sua grande forma com um presidente carismático e de liderança indubitável na América do Sul. O complexo de vira-latas acaba aqui, não temos que ser norte- americanos, não temos que ser como os europeus, só temos que crescer com trabalho e respeito pelos exemplos vitoriosos e escaldados pelos fracassos.

Vitória do Coração

Vitória do Coração

A nossa vitória nas Olimpíadas é a possibilidade de erguer a tocha de um país único, mulato sim, místico sim, cheio de problemas mas muito criativo e trabalhador.

E a eleição vitoriosa no COI não foi consequência da exploração de nossas mazelas, mas de nossas conquistas. O campeão Brasil ganhou quando incluímos na sociedade as comunidades carentes, quando somamos o rico ao pobre, do descendente de imigrantes ao ex- escravizado, quando buscamos soluções próprias. O Brasil soma, sintetiza, regurgita o Bispo Sardinha sem espinhas.

Daniel Dias

Daniel Dias

O fator emocional contou muito a nosso favor. A presença dos mui conhecidos Paulo Coelho e Pelé, principalmente o segundo – o rei do futebol, antes um garoto pobre -, mostrou que o caminho do Brasil é a soma dos extremos, da aliança do morro com o asfalto, da inserção social. A dupla vitoriosa foi o nadador paraolímpico Daniel Dias, um garoto de 16 anos que superou suas limitações, e a atleta Bárbara Leôncio, uma menina que corria descalça e vencia todos os garotos até sagrar-se campeã mundial juvenil nos 200 metros rasos.

Bárbada Leôncio

Bárbada Leôncio

65 milhões de jovens brasileiros farão parte dessa inclusão social através do esporte.

Todos que assistiram o povo nas ruas em cada um dos países concorrentes e que viu os 30 mil que estavam na praia de Copacabana, anteciparam a nossa vitória, a vitória da vontade. Olhe para os japoneses sem garra e os americanos preocupados com o aumento dos impostos e por fim a derrota dos hermanos espanhóis, que prepotentemente não queriam nos dar a chance de sermos o primeiro país na Sul América a sediar uma Olimpíada.

“Uma imagem vale mil palavras.”

Sexta, o dia do resultado, foi ponto facultativo para os funcionários da Prefeitura e dia livre para os estudantes, como não? Qualquer crítico que se levantar contra essa tática é apenas um ingênuo, porque a cidade não parou por causa disso, ela prosseguiu produzindo e mesmo assim havia uma massa emocionada na praia para representar o Brasil nas televisões e internets de todo o mundo.

Em entrevista, imediatamente após a vitória arrasadora e até certo ponto surpreendente, Lula, um presidente emocionado, e um tremendo pé-quente, declarou:

“As pessoas falam: não pode fazer uma olimpíada porque tem criança pobre, porque tem favela, porque precisa investir na educação. É preciso a gente fazer tudo isso (…) e provar que a alma generosa do brasileiro vai fazer a mais extraordinária olimpíada que o Brasil já viu, que o mundo já viu.”

Este texto não se refere e nem pretende analisar os futuros desafios que teremos para desenvolver e preparar o Rio de Janeiro em 7 anos, esse é um momento de festa, mas como disse o presidente o trabalho começou “ontem”. A sociedade tanto civil como política, já está devidamente estruturada para controlar os excessos e implementar os desafios. Os pontos que cito devem ser analisados, com atenção. Provavelmente, falaremos sobre isso, e muito.

  • O Rio retoma seu papel de capital, perdido desde a transferência para Brasília.
  • A união política faz a força: Lula, Cabral e Paes. Melhor ganhando juntos do que perdendo separados. Cansei de ver minha cidade perder por causa de divergências políticas. Quero o Brasil maior e o Rio melhor.
  • Como se prevê, haverá atrasos nas obras para a nova cidade remodelada, mas não acredito em grandes desvios de verba, porque o tempo é curto e em pelo menos 7 anos caminharemos “no sapatinho”, sem grandes assaltos ao dinheiro público, porque há a necessidade de cumprir os prazos e resolver problemas de transporte, saúde, ecologia, hotelaria e segurança em menos de uma década. Muita coisa para pouco tempo. A cara do país muda a partir de agora; os mais capacitados investidores brasileiros farão parte da aliança da vitória, construirão não mais a nação do futuro, mas o país do presente. Não há mais tempo para roubo e demagogia.
  • Em 2016, o Brasil será a quinta economia mundial.
  • O Pré-Sal já mudou e vai mudar este país.
  • Dilma, apesar da falta de carisma, ganhou um empurrãozinho em sua campanha presidencial.

A Dinamarca é pé quente.

VIOLÊNCIA, VÍTIMAS OU ALGOZES?
29 set, 2009 por Carlos Lopes
Rio, Pobreza, Desespero, Solução

O caso ocorrido no mês de setembro, na zona norte do Rio de Janeiro, quando o assaltante Sérgio Ferreira Pinto Júnior manteve por 40 minutos a comerciante Ana Cristina Garrido como refém, sob a mira de uma granada, suscitou uma enxurrada de cartas de leitores em todos os meios de comunicação, textos cheios de preconceito e desespero, verdadeiramente nauseabundos defendendo o extermínio não só dele, mas de todos os bandidos.

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99% dos leitores ou palpiteiros de plantão de jornais como O Globo on line e a corja que grasseia no You Tube, se posicionaram a favor de uma solução “rápida” como a que o “sniper” ou atirador do Bope teve que praticar para salvar a vida da refém: executar sua missão ou em outras palavras, “atirar na cabeça do criminoso”, para que “não se gaste mais dinheiro hospedando vagabundo na prisão”, como foi dito em uma das cartas que li. O major Busnello, o autor do disparo fatal, fez o que se esperava dele e por isso ganhará a medalha Tiradentes, os leitores, ganharão o inferno. Isso se o lar do capeta não for aqui. Uma outra criatura, que se diz leitor, escreveu que aceitaria de bom grado, um aumento de impostos para que comprassem balas para exterminar os bandidos nas prisões. Um único ser pensante, que levantou a voz contra essa debilidade foi chamado de “viado, politicamente correto (hoje é palavrão) e petista”. Só não acrescentei ao saldo, o bolsa família e o PAC, que chegaram a citar como exemplos do “Brasil que gosta de negros e pobres.”

4 shots, início, meio, fim e término

4 shots, início, meio, fim e término

Não me cabe julgar que o bandido que nasceu em uma sociedade injusta, e que teve uma vida difícil, se ache no direito de “correr atrás do prejuízo”, como também não é justo que um inocente seja mantido refém ou roubado, porque tem mais e outros tem menos. Como muitos brasileiros, lembro de outro famoso caso policial carioca, o do ônibus 174, transmitido ao vivo pela TV, que resultou em um duplo assassinato duplamente desqualificado. De fato, esse foi o nosso 11 de setembro. E se puxar da memória e dos livros de história, o problema do “preto e pobre” começou na escravidão, emendou nas guerras do Paraguai e em Canudos e na falta de casas e soldos e por fim em uma libertação de escravos demagógica e sem a mula e o acre. Aí não dava mesmo. Fico até imaginando que devem ter debatido o assunto na época, as possíveis seqüelas, mas alguém deve ter falado “deixa que a outra geração resolve.” Pois é, nunca se quis resolver dignamente nada e o resultado se faz ver hoje, um século depois, amparado pelo pó cheirado pela classe média que se assusta com a violência praticada e financiada por ela.

Há alguns anos, bandido, pobre, negro e favelado virou sinônimo de cinema premiado no exterior e novela na Rede Record. É Zé Pequeno, é Dadinho, é Capitão Guimarães, é Vidas Opostas, é pau, é pedra, é o fim do caminho. Dar tiro na testa de bandido na vida real pode, mas a mesma classe média, que pede extermínio em massa na internet, como se fosse piada ou solução, paga o ingresso para elogiar as nossas mazelas nas telas dos cinemas, e se debulha em elogios às ONGs e ao novo Brasil, muito mais justo e humano.

Bope na moita

Bope na moita

Certa vez, um conhecido, ao ver na TV uma passeata contra as drogas na praia de Ipanema, comentou: “Eu conheço esse cara – e apontou um sujeito segurando um cartaz “Diga Não As Drogas” na tela – ele já cheirou comigo.” Essa história mostra o grau de hipocrisia. Como se pretende que exista uma “nova sociedade”, “mais justa e humana” quando só se varre o lixo para baixo do tapete? Como se pode achar normal que alguém cheire, encha a cara até cair, que fume e que “pule a cerca” e vá reclamar contra sequestro e assalto? O mais ultrajante é que todas as classes sociais estão unidas, como irmãos siameses, pelo “pior do cordão umbilical”, pois se entorpecem e traem igualmente, isso não é exclusividade da classe baixa. É fácil escrever “mete a bala na cabeça do neguinho”, como é fácil “bater uma rapa” em seguida e abrir a boca para protestar contra a violência. Assim como é normal, o aborto.

O que se diz sobre Isabella de Oliveira Nardoni, Eloá, Jéssica Picolo e muitas outras meninas, mortas por loucos, pais e namorados?

Há 70 anos, no dia 3 de setembro, a Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha nazista, que executava com “um tiro na testa” os ciganos, os judeus, os inimigos e os pobres até criarem as câmaras de gás, que facilitou o trabalho e não “expunha os soldados a danos psicológicos”. Se a desculpa para a matança hoje é roubo, ontem foi outra, não importa, sempre há uma razão e um motivo para tudo.

Luta de Classes, Marx já dizia

Luta de Classes, Marx já dizia

Estou cansado de receber tanto lixo na porta de casa, de tantas mentiras ditas e repetidas, de tanto preconceito vagabundo. Agora mesmo ouço na TV que um restaurante em Ipanema foi assaltado por bandidos com granadas, que um militar aposentado roubou duas latas de leite em pó em um supermercado na Siqueira Campos em Copacabana, que uma professora em Duque de Caxias roubou o celular da aluna e que um prédio na zona sul do Rio, foi assaltado por 3 marginais vestidos como se fossem garis. E tudo isso entre ontem e hoje! Imagine o que não foi noticiado sobre todos os assaltos em nosso país. Acho que ninguém dormiria mais. E sobre os que gritam que o extermínio é a solução? O que a pessoa mais idiota que você conhece diria? Que “não vai ter ninguém para limpar a rua”? Muito bem, um dia também não haverá quem te venda o pó, um dia não haverá quem ouça teus gemidos durante um sequestro, ou um assalto.

Por que acham normal que os educados jovens deste Brasil varonil, brinquem com jogos nos quais posam de soldados que matam seus inimigos com metralhadoras, onde mulheres são estupradas e idosas surradas?  A falta de respeito, o egoísmo e o preconceito vão se entranhando na sua alma, pelas beiradas, subindo como erva daninha pelas paredes até tomarem a sua mente e um dia, você achará normal dar um tiro na cabeça de um criminoso, porque “você não tem nada a ver com isso” e “antes ele do que você”.

Não vou reproduzir aqui, os comentários das pessoas que me deixaram enojado, ninguém merece, não vou mais alimentar isso. Para contrabalançar, abro espaço para e-mails de amigos incógnitos (para os leitores deixo claro, pois são muito “cógnitos” para esse que vos escreve), que debateram o assunto comigo, via internet. Essas pessoas escreveram coisas profundas e que merecem ser lidas por todos. Meus amigos são gente como a gente, estão espalhados por esse grande Brasil, são humanos e pensam, não são animais e eu os agradeço publicamente por acreditarem que é possível acreditar. E digo, o mal pode ter tentado estuprar meu corpo, mas nunca abortará minha alma, meu último sacrossanto lar.

Três amigos pensando sobre a violência e as cenas transmitidas pela TV:

“O que mais me impressiona é que as pessoas se colocam como “narradores observadores” do mundo. Será que ninguém se vê fazendo parte desse mesmo mundo, sendo uma peça da engrenagem, ninguém percebe que cada gesto, por menor que seja faz com que isso tudo aconteça? Com esses depoimentos, damos de cara com o crescimento do individualismo.  Parece que nós só temos duas opções:  os idiotas dos direitos humanos X os ótimos exterminadores do mal ou os ótimos dos direitos humanos X os idiotas exterminadores do mal. A verdade é que em todos nós há um pouco do bandido que levou um tiro na cabeça, existe um pouquinho dele no desejo de cada criança que inocentemente pega o brinquedo do amiguinho, dentro de cada adolescente marginalizado que picha uma parede porque se sente injustiçado, de cada servidor público que leva pra casa uma caixa de clipes só porque não tem ninguém olhando e amanhã, num passe de mágica o almoxarifado manda outro pra ele, de cada pai de família que paga todos os impostos em dia mas comete pequenas infrações de trânsito no caminho pro trabalho e se justifica alegando que “todo mundo faz”… Não sei mais o que pensar, não sei mais o que escrever… só um suspiro e uma pergunta: será que vale a pena continuar tentando?”


“O atirador tinha algo de nobre e fascista ao mesmo tempo.  Mas não consigo só ver o bandido e sim o ser humano caindo e partindo. E a vida do cara? Se foi porque ele era um monstro,  mas quem não tem suas sombras? Os caras comemoravam e o povo aplaudia… não consigo comemorar aquilo, nem ficar com pena, apenas acho uma tragédia. Odeio ladrão de colarinho branco. Daniel Dantas é muito mais letal do que aquele ser bizarro. Sartre disse que todos nós estamos condenados a ser livres, então por que o ódio ao ladrão? Foi a opção dele ou a falta de opção…o ato de roubar para mim vai além do meandro jurídico, é espiritual mesmo…mas odeio o cara que apertou o gatilho…sniper…jamais apertaria o gatilho para Daniel Dantas. O assaltante era uma aberração, mas não consigo deixar de ver uma equação sociológica e patológica: preto, pobre, vagabundo e ordinário, mas humano… quem não ameaça quando está acuado?”


“Isso tudo é uma tristeza. Uma tristeza.
Tristeza.
Tristeza.
Xeque-mate social.
Precisa de escola séria, com professor qualificado e bem remunerado. Precisa mais desenvolvimento regional, com menos migração interna. Precisa de mais mão-de-obra qualificada e mercado de trabalho para absorver a demanda. Precisa de um programa sério de controle de natalidade nas cidades grandes, com pais que assumam seus filhos, porque criar filho dá trabalho. Enfim, precisa controlar a corrupção e o esquema feudal que contribui muito para que nós fiquemos assim. São essas instâncias que diminuem a desigualdade social, eu acredito.
Também menos publicidade, menos fashion e mais consistência e perspectiva futura. Educação, cultura e civilidade não são frescura de “elite”. Mas estão todos desesperados: os caras que jogam pedras nos carros do alto da passarela, o cara da granada, os caras que arrastaram o menino fora do carro, os caras que atiram por nada, o policial que se sobe o morro e o que faz conchavo, as quadrilhas rivais e todos “nós” que andamos por aí, rezando pra não errar o caminho ou dar azar. “Nós” e “eles” estamos uns odiando os outros, sem mirar no real inimigo comum. Mas, apesar de tudo, o rapaz que foi morto estava armado, praticando terrorismo e ameaçando uma pessoa. No meio do nosso xeque-mate, do cansaço, desespero e sentimento de impotência geral, qual é a solução imediata?”

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SINGAPURA, É PROIBIDO NÃO PROIBIR
23 set, 2009 por Carlos Lopes


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Fernando Alonso e Nelson Piquet Jr bem que tentaram, mas não conseguiram fazer das suas em Singapura. Esquecendo essas baixarias da Fórmula 1, que tal falarmos dos aspectos positivos do país?

O que o senhor, ou senhora leitor(a) diria sobre um país que condena quem pichar uma parede com uma boa multa de 4 mil reais? E se a mesma pichação for difícil de ser limpa que tal o acréscimo de 3 a 8 chibatadas? E se o sujeito não der descarga no banheiro público que tal 300 reais de multa? E o que o senhor diria de 2 mil reais se jogar lixo na rua? E se falar no celular dentro do carro, que tal ser preso na hora? E tráfico de drogas que é punível com a pena de morte? E chiclete que é considerado um dos maiores inimigos por causa dos gastos com limpeza pública, que são cobrados do povo? Para muitos pode parecer o inferno sobre a Terra, mas para outros soa como o paraíso.

Quem Pode Ri

Pode Quem Ri Ou Ri Quem Pode?

A República de Singapura (com S de acordo com a nova ortografia), literalmente a Cidade do Leão, se localiza entre a Malásia e a Indonésia, e é uma ex-colônia britânica composta por uma ilha principal e 63 ilhas menores. Singapura é provavelmente o único lugar do mundo no qual se vê um casamento malaio ao lado de um casamento chinês, coisa rara em outros locais asiáticos. A capital deste país, também chamada Singapura, é única em bons modos, e livre de impostos, faz do turista um item desejado pelo comércio local. O país possui um único partido vitorioso desde sua independência em 1965, e ninguém reclama por causa disso. Seu único grande problema ocorreu quando o Japão os invadiu em 1942 na Segunda Guerra, na época que os nipônicos acreditavam que Deus era japonês e não brasileiro.

O inglês é a língua do comércio, mas existe um “portunhol” local chamado Singlish, utilizado pelos cidadãos que não aprenderam bem o idioma.

Shenise - Miss Singapura

Shenise - Miss Singapura

Singapura pode não ser o paraíso da ultra diversão decadente ocidental (como diriam os antigos regimes comunistas), pois o que vale lá é o bem estar da maioria e não a vontade do indivíduo. A diversão favorita do povo é o cinema, com todo mundo sentadinho nas cadeiras, coisa super educada. Mas não se assustem: não há ninguém com cara e jeito de norte-coreano, e eles até são chegados a uma piadinha, tal como no anúncio do novo sanduíche da Burger King local com 17 centímetros de largura. O cartaz brinca com o termo “blowjob” (boquete) e com a frase “vai explodir na sua boca”.

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NOOOSSA!

Mas antes que alguém pense ao contrário, as pessoas em “Singa” são super normais, mas sem os excessos dos ocidentais, consomem bastante, mas com a cabeça no lugar. E o povo é bastante inteligente. Nesse ano, uma equipe de estudantes local levou um prêmio de US$ 10 mil por desenvolver um sistema comercialmente viável de aquecimento de água, no qual canos, construídos embaixo das estradas, aquecem a água, em uma alternativa mais sustentável do que aquecimento elétrico ou a gás. Essa pode será solução para países quentes como os que existem na África, América Latina, Oceania e grande parte da Ásia.

Oriente e Ocidente

Oriente e Ocidente

Essa metrópole do sudeste asiático incorpora o melhor do ocidente e do oriente, unindo tradições e modernidade, tendo à frente um partido político praticamente único e muitíssimas proibições para todos os segmentos sociais; no país há placa de proibido em tudo quanto é lado.

Para os endinheirados, um passeio pela Orchard Road com suas lojas chiques e restaurantes finos é a boa, e que tal pegar uma prainha em Sentosa e passear na roda-gigante de onde pode-se admirar os maravilhosos edifícios e as belas paisagens da cidade? Com 4 milhões de habitantes e PIB de US$ 84,4 bilhões (1998), o local é uma das terras promissoras, símbolo da prosperidade dos “tigres asiáticos”.

Templo Budista

Templo Budista

O bairro colonial da capital é dominado pelo parque Ford Canning , construído em 1819 sobre um campo santo malaio e sobre um cemitério no qual estão enterrados alguns dos primeiros colonos europeus que se estabeleceram na ilha. Ao norte do parque encontra-se o Museu e a Galeria de Arte Nacional, famosa por sua coleção de objetos de jade e o Distrito Financeiro Central, o coração comercial do país com seus muitos arranha-céus.

No centro muçulmano de Singapura temos a mesquita Malabar Muslim Jama-Ath, uma construção coberta com azulejos azuis que adquirem um aspecto fantástico ao entardecer durante o Ramadan. Na esquina de Serangoon com Belilios encontra-se o Templo Veerama Kali Amman, uma construção dedicada a Kali. O Sri Srivinasa Perumal é um extenso templo dedicado a Vishnu, no qual vê-se  uma estátua de Perumal, o Vishnu e seus consortes Lakshmi e Andal. No Templo de Sakaya Muni Buddha Gaya há uma figura de Buda com 15 metros de altura detalhadamente pintada com cores brilhantes.

Quinze Metros

Quinze Metros

O setor econômico encontra-se no oeste da cidade, convivendo com vários parques temáticos chineses como o Haw Par Villa, que versa sobre a mitologia chinesa e o Tang Dinasty City, representação da China no século XVII. Também há o Parque das Aves Jurong, no qual estão os Jardins Chineses e Japoneses, além do Centro de Ciências de Singapura. Não muito longe há uma reserva de crocodilos.

O primeiro ministro de Singapura, Lee Hsien Loong, fez um discurso no dia 9 de agosto, dia nacional do país, sobre diferenças religiosas e étnicas ao invés dos habituais discursos sobre bebês e bônus. Tal lá como cá, os evangélicos andam a tomar conta da cabeça dos necessitados, e já sendo considerado um problema, eis o que o homem forte falou: “O governo tem que se manter secular. A autoridade vem do povo (…) não de um livro sagrado. (…) outros grupos têm visões diferentes e crenças diferentes e apesar de respeitarmos isso, o debate público não pode ser sobre qual religião está certa ou qual está errada, tem que ser sobre considerações seculares e racionais, interesse público e o que é melhor para Singapura. (…) vamos partilhar uma refeição reconhecendo que não somos iguais. Não desencorajem as pessoas de interagir. Não façam com que seja difícil que sejamos um povo.”

Taí um país (quase) perfeito.

Passagem Para causo 011 Cingapura from Canal Futura on Vimeo.

20 IDEIAS QUE VÃO MUDAR O MUNDO!
22 set, 2009 por Carlos Lopes

Segundo matéria da revista Galileu, existem “100 ideias que vão mudar o mundo”. Como 100 é um número muito looongo (e dubiamente curioso, pois “sem” é igual a nada), escolhi as 20 mais curiosas – para tudo quanto é gosto.

20 Grandes Ideias

20 Grandes Ideias

Essa pré-seleção não quer dizer que somos obrigados a saber tudo, pois o mundo muda rapidamente e nós, nem tanto. Mas as vantagens serão, um dia, partilhadas com todos.

Por falar nisso, você não sente que te fazem sentir um deslocado, só porque você não sabe tudo sobre tudo, como se isso fosse mais importante do que… tudo? ! Fábio Gandour, cientista-chefe da IBM Brasil, disse que: “Às vezes, o excesso de informação pode ser pior do que a falta dela.”

Pois é.

VINTE GRANDES IDEIAS

Combater O Aquecimento Global – Cientistas propõem soluções como pintar de branco o teto das casas, enviar espelhos refletores para orbitar no espaço e jogar grandes placas de plástico no mar, para refletir os raios solares e esfriar o planeta.

Reator Caseiro – Aparelho que aproveita a fotossíntese das algas para converter o gás carbônico e a luz em energia. O aparelho, feito com garrafas recicláveis foi desenvolvido por Michael Fischer da Universidade de Stanford nos Estados Unidos, e seu grande objetivo é retirar o material direto da atmosfera e sem ocupar solo fértil.

Baterias movidas a hidrogênio – Stan Ovshinsky, 84 anos, o sujeito que criou as baterias para celular está desenvolvendo essa novidade, inclusive para motores.

Por que Lâmpada Ainda é sinônimo de Boa Idéia?

Por que Lâmpada Ainda é Sinônimo de Boa Idéia?

Controlar objetos com a mente – O Mindflex, brinquedo feito em parceria com a fabricante Mattel, é controlado por ondas cerebrais. Sensores captam os comandos e enviam sinais para uma unidade que controla o ventilador interno de uma pequena bola, que flutua ao sabor do pensamento.

Pilha Humana – Baterias que geram energia com o andar do usuário (Pesam 1.6 quilo). O Biomechanical Energy Harvester é utilizado nos dois joelhos, pode gerar 5 watts em pouco tempo – o suficiente para carregar 10 celulares. Desenvolvido por Max Donelan, cinesiologista da universidade canadense Simon Fraser

Camisinha Diferente – O professor de educação sexual Jan Vinzenz Krause viu um lava-rápido e criou a camisinha em spray, com a qual o homem introduz seu pênis em uma pequena garrafa que o borrifa com látex, e após 3 minutos (essa é dose!) o resultado é mais seguro e a forma se adequa perfeitamente ao pênis sem a sensação desagradável da camisinha.

Airbags Pessoais para Idosos – As quedas são a maior causa de morte entre os idosos (65 anos ou mais). Os sensores detectam uma queda e as proteções são ativadas nos quadris e ao redor do pescoço em um décimo de segundo. A companhia japonesa Prop vende airbags para idosos que pesam 1 quilo por cerca de hum mil e quatrocentos dólares.

Cirurgia Portátil – Raios ultrassom em menor intensidade têm calor suficiente para cauterizar ferimentos, mesmo quando há muita perda de sangue. Empresas já desenvolveram modelos portáteis que cauterizam veias e artérias ao fazer a incisão.

Mapa Genético – Em alguns anos, todos poderão ter seu genoma decifrado por um valor inferior a 400 dólares. A partir daí, remédios serão feitos sob medida e a prevenção será muito mais eficaz.

Magritte, um artista com ideias luminosas

Magritte, um artista com ideias luminosas

Vacinas Contra Drogas – Thomas Kosten, especialista em drogas da Universidade de Medicina de Houston nos Estados Unidos, testou um experimento com 100 dependentes químicos. A vacina que ajuda a produzir anticorpos que neutralizam a cocaína, e que evita recaídas, foi bem-sucedida em 1/3 de 55 pacientes, que reduziram o consumo da droga.

Hospitais-Hotéis. Imagine que beleza: concierges, iguais aos dos hotéis, para despachar documentos, lidar com burocracia e aliviar o trabalho das enfermeiras; e pré-internação com cadastro feito dias antes das cirurgias, com preferências alimentares e aviso antecipado sobre dificuldades de locomoção, entre outras vantagens.

Mente Sem Lembranças – Pesquisadores do Medical College of Georgia sugerem que é possível apagar memórias de curto e médio prazo ao alterar níveis da enzima CaMKII, que só é encontrada no cérebro. Os testes com ratos obtiveram resultados impressionantes.

Carros Que Estacionam Automaticamente – A primeira tecnologia surgiu em 1992 com o protótipo Futura da Volkswagen. A Toyota foi a primeira a vender veículos com a função: o modelo Prius foi lançado no Japão em 2003.

Avião Que Usa Energia Solar – O projeto suíço Solar Impulse trabalha na criação de um avião que é movido por energia solar e não polui.

Clonagem de Animais Extintos – Em fevereiro de 2009, uma espécie de bode desaparecida desde 2000 foi clonada pela primeira vez.  Amostras de DNA foram repassadas para óvulos de cabras, mas é claro, é bom lembrar que são necessárias células intactas.

Grafeno, o novo Silício – Walter de Heer, professor de tecnologia da Universidade Georgia Tech, nos Estados Unidos, sugeriu que os transistores podem ser construídos com grafeno, uma substância composta de nanotubos de carbono. A velocidade dos computadores aumentaria em 100 vezes, que tal?

Roupas que Mudam Todos Os Dias – A empresa LLC de Chicago criou uma tela de LCD que não precisa de energia para mostrar imagens estáticas, que podem ser baixadas ou transmitidas via Bluetooth. Camisetas e tênis podem usar a tecnologia para criar roupas que mudam conforme o gosto do freguês.

Plástico-Bolha Eterno – A Bandai, fabricante japonês de brinquedos, criou o Mugen Puchi Puchi ou Infinite Pop Pop, um chaveiro elétrico com oito botões, que simula a sensação que a pessoa tem ao estourar uma bolha em uma folha de plástico-bolha.

TV Com Cheiro – A Sony criou um aparelho que enviaria pulsos ultrassônicos para estimular os sentidos do espectador.

Telas Digitais Flexíveis – Televisões, jornais, revistas, livros e até laptops terão esse material.

DEZ perguntas que não querem calar
31 ago, 2009 por Carlos Lopes
Pré-Sal

Pré-Sal

1) Por que a ministra Dilma Rousseff da Casa Civil simplesmente não deu uma coletiva sobre o “caso” (já imaginaram?) com a ex-secretária da receita, Lina Vieira, assumindo que houve o encontro entre as duas, mas que a acusadora não entendeu nada do que havia sido dito na conversa?

2) O Senador Eduardo Suplicy está com algum problema de saúde?

Cartão Vermelho

Cartão Vermelho

3) Por que a imprensa alega que os funcionários da Receita estão “deixando” seus cargos, quando todo mundo sabe que cargo de confiança tem que ser entregue se a sua chefe é substituída?

4) Por que se discute a divisão dos royalties do pré-sal se até o momento outros países não se arriscaram na exploração comercial de plataformas tão profundas, e se há total desconhecimento sobre o potencial real da camada pré-sal?

5) É democrático deixar ao próprio destino, 50 milhões de cidadãos norte-americanos, que não conseguem pagar um plano de saúde?

6) Por que a Colômbia é o terceiro país que recebe ajuda militar dos Estados Unidos logo após Israel e Egito?

7) Por que Jaycee Lee Dugard, hoje com 29 anos, raptada, estuprada e mãe de dois filhos do algoz Phillip Garrido nunca fugiu de um barraco sem segurança em 18 anos de confinamento?

8) Por que fazem vista grossa para a China?

9) Se a Globo é tão perversa, o que são as outras emissoras de TV?

O Brasil de ontem, o Brasil de hoje

O Brasil de ontem, o Brasil de hoje

10) Alguém assistiu a entrevista com o Cabo Anselmo no  programa Canal Livre da Bandeirantes no dia 30 de agosto de 2009?


filme KURT COBAIN – RETRATO DE UMA AUSÊNCIA
27 jul, 2009 por Carlos Lopes

O guitarrista do Nirvana, Kurt Cobain está sempre lá, em off, no filme “Retrato de uma Ausência” desconfiando de tudo e de todos sem que seja necessária a presença de sua música ou do seu rosto. O filme é baseado no livro “Come As You Are” de Michael Azerrad, amigo do guitarrista, que o entrevistou durante 1992 e 1993.

caminhando e cantando...

caminhando e cantando...

O diretor A J Schnack produz cinema diletante na essência da palavra, composto por cenários, céus, paredes, imagens que reforçam as palavras de Cobain, a voz do filme, transformando os olhos do artista nos do espectador. Não se toca a música do Nirvana (segundo as palavras de Cobain, a banda que misturou “o som pesadão do Black Sabbath, com baladas pop e a música dos Beatles”) e a única vez na qual as fotos (em preto e branco) da banda são exibidas é no final, para dar por encerrada a via crúcis de depoimentos, sinceros e exagerados do sujeito que fugiu da minúscula Aberdeen (Washington), na qual o pai contava toras de árvores suicidadas, para a úmida Seattle, cidade que Cobain sempre amou odiar.

Kurt Cobain era um sujeito de certa forma puro (gostava de Vila Sésamo), um punk romântico, um hippie beat, um ET misturado com um poeta francês do final do século XIX ou apenas um bebê chorão? Quando sua primeira namorada sugeria “você precisa arrumar um emprego”, ele respondia “vou morar no carro” e ela dizia “deixa pra lá, vamos jantar”.

Será que ele nunca enfrentou a vida de fato? Cobain escolheu a morte para não enfrentar a vida, atormentado pelas dores da alma e por sua debilitada condição física? Desde o início se declara um ET, alguém jogado neste planeta sem saber o que fazer, aguardando a revelação de sua missão.

mãe e filha em evento social e cobain, o mito morto

Em abril de 1994, um ano após o último contato com o jornalista (profissão que Cobain chama de “piores seres na face da Terra”) e músico Michael Azerrad, o guitarrista se matou. Na época, a imprensa e o público escolheram um alvo: sua esposa, a também roqueira Courtney Love, também acusada pelo próprio pai que a indicou como mandante do “assassinato”.  Há alguma “mulher de roqueiro” que tenha sido mais perseguida do que Courtney Love? Apenas Yoko Ono! E uma das explicações, o próprio Kurt a tem: “Eu pedi mil vezes para os empresários fazerem algo e nada acontecia. Ela ligava, brigava pelo dinheiro para sustentar a nossa filha. Eles faziam tudo imediatamente, mas com certeza a xingavam de “vaca” assim que desligavam.”

Uma das últimas falas do deprimido guitarrista, no término da película, o mostra em um momento familiar no qual Kurt pede um instante ao entrevistador para confirmar que levará a mamadeira para a filha, a pedido da companheira. “Pode deixar”, ele diz “Não esquecerei”. É a catarse final de dois adultos que não se relacionaram hipocritamente com o mundo exterior, que foram criados por famílias disfuncionais, e que juntos constroem um elo de esperança chamada Frances Bean Cobain, nome estranhamente escolhido para simbolizar o futuro inspirado pelo exemplo (ou desejo de Cobain) da suicida atriz de Seattle, Frances Farmer.

Leia o texto na íntegra em www.omartelo.com

Por que tantos não acreditam que o homem pousou na Lua?
20 jul, 2009 por Carlos Lopes

Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade”.

Pé Grande

Pé Grande

A frase emblemática esconde um fato bem curioso, mas não conspiratório: o primeiro passo na Lua foi dado com o pé ESQUERDO no histórico domingo, 20 de julho de 1969. 40 anos da primeira pegada do “homem” na Lua em 2009, ou para ser mais exato, 40 anos da presença de um humano (ou dois: os astronautas Neil Armstrong e Edwin ‘Buzz’ Aldrin) em solo lunar.

O que isso representa para a maioria das pessoas, que não acreditam que a alunissagem (palavra em voga à época) ocorreu? Apesar de muitos acreditarem que toda essa história não passa de uma bem montada farsa, teimo em discordar baseado na maior das evidências: a Mãe Rússia. A grande prova de que realmente houve o pouso na Lua vem do silêncio do arquirrival soviético. Era época de guerra fria, na verdade uma quase guerra nuclear com Cuba como bode expiatório. Se fosse uma farsa, vocês não acham que a USSR não colocaria a boca no trombone com provas fotográficas e tudo o mais? E as rochas recolhidas do solo lunar, que foram estudadas por todos os cientistas do mundo? O nome “águia” para o módulo de alunisagem não foi escolhido à toa: era para espezinhar, ainda mais, os comunistas. A águia soberana representava o domínio da tecnologia norte-americana,humilhada há vários anos pelos sucessos (iniciais) dos soviéticos com cachorras Laikas, chimpanzés, Gagarins,  Luna 9 e satélites Sputiks.

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas!

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas!

O comandante Neil Armstrong, um civil, era um engenheiro aeronáutico e piloto de testes que ajudou a desenvolver o avião X-15 da NASA, até hoje o avião que voou mais rápido e mais alto no mundo. Era um veterano da Gemini 8, missão do primeiro acoplamento entre naves, onde teve que fazer um pouso de emergência devido a defeitos com os controles. Segundo Deke Slayton, o chefe dos astronautas, sairia primeiro do Módulo Lunar “Eagle” basicamente porque a porta estava no lado dele. O seguiria imediatamente o piloto do módulo lunar, o coronel da Força Aérea Buzz Aldrin, piloto de testes e engenheiro com um Ph.D. em Astronáutica pelo M.I.T., onde desenvolveu o método matemático que seria usado nos computadores para garantir o acoplamento orbital. Era o astronauta com mais experiência em atividades extra-veiculares: 5 horas durante a missão Gemini 12. O piloto do Módulo de Comando e Serviço Michael Collins, engenheiro aeronáutico e piloto de testes da Força Aérea também era um veterano das Gemini. E a tripulação da missão Apollo 11 já estava escolhida antes de se saber que esta seria a missão da alunissagem. A pulsação de Neil Armstrong atingiu no momento decisivo do pouso 156 batidas por segundo. E olha que o astronauta estava parado em uma gravidade seis vezes menor do que a terrestre. A primeira pegada fotografada (foras as que não foram registradas) vai ficar como prova durante um bom tempo, talvez 100 mil anos (!) devido à falta de atmosfera. O local do pouso, o Mar da Tranquilidade foi escolhido por causa das temperaturas mais amenas, que em outros locais chega a números assombrosos.

De fato, é muita pobreza de espírito não aceitar e comemorar o fato do ser humano ter se superado para empreender tal viagem. E daí se foram os Estados Unidos? Se não fossem eles, seriam os soviéticos, e se não fossem os dois até hoje todo mundo estaria fazendo “Sieg Heil!”. E curiosamente, um ex-nazista participou do sucesso lunar: Wernher von Braun, o engenheiro alemão, criador dos foguetes “V” que arrassaram Londres na Segunda Guerra foi cooptado a  participar do projeto espacial americano através da operação Paperclip, que anexou criminosos de guerra à folha de pagamentos do governo americano. Se não fosse o “chucrute” nada de pouso na lua. Mas ambos, tanto o criminoso de guerra como os americanos tinham algo em comum: odiavam comunistas.

Qualé? Vai encarar mermão?

Qualé? Vai encarar mermão?

Uma pergunta freqüente é “como poderia o homem pousar na Lua em 1969 com aquela tecnologia de brinquedo”? E é esse fato, que torna a história mais incrível ainda. Um ano antes, em maio de 1968 o mundo estudantil ardia em chamas libertárias, os assassinatos de Robert Kennedy e Martin Luther King assombraram o mundo e o AI-5 no Brasil assombrou o Brasil. Woodstock, Guerra do Vietnã… Simplesmente não era o mesmo mundo de hoje e o pouso em nosso único satélite tornam o fato e o momento ainda mais incríveis. Fazer três homens viajarem em um foguete, em uma quase missão suicida (o discurso que seria lido por Richard Nixon, lamentando a morte dos astronautas já havia sido escrito) tanto devido ao combustível, altamente inflamável, como ao fato dos computadores de bordo serem mais obsoletos do que o seu relógio de pulso, transforma a história em um épico de superação. A Apollo 11, cujo número cabalístico tanto representa para a história americana (as torres do 11 de setembro de 2001) fez história, que não deve, nem em sonho, ser menosprezada.

As provas do pouso em 2009

A NASA divulgou as primeiras imagens dos locais de pouso das missões Apollo, feitas pela sonda LRO, cujo objetivo é mapear a superfície da Lua em busca de outros locais de pouso, para novas missões tripuladas, além da detecção de sinais da existência de gelo. Essa é a primeira vez que os equipamentos deixados na Lua pelos astronautas são fotografados, desde que foram deixados lá, há quase 40 anos. A LRO ainda não atingiu sua órbita definitiva, o que significa que ela será capaz de capturar novas imagens dos mesmos locais com resolução de duas a três vezes superior. A sonda passará diversas vezes pelo mesmos locais.

Olha lá, tá vendo algo?

Olha lá, tá vendo algo?

Agora sim.. :-)

Agora sim.. :-)

Filmes restaurados da Apollo 11

A NASA também liberou uma restauração do vídeo histórico da Apollo 11, que mostra os primeiros passos do homem na Lua. Várias fitas originais das gravações da chegada do homem à Lua foram regravadas com outros conteúdos mas, depois de um trabalho de “garimpagem” em vários estúdios e canais de TV, a NASA encontrou cópias em boa qualidade que haviam sido transmitidas diretamente para as emissoras e que foram mantidas em arquivo. A restauração tem qualidade bastante superior às vistas até hoje. Segundo a agência espacial, a restauração ainda está em andamento e novas cópias de melhor qualidade serão liberadas à medida que estiverem disponíveis.

Os filmes restaurados podem ser vistos no endereço: www.nasa.gov/multimedia/hd/apollo11.html.

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