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Novidades Informática
16 jan, 2010 por Carlos Lopes

Assisti na TV, uma matéria sobre a Feira de Informática em Las Vegas e os novos  computadores híbridos. Assim tomei conhecimento do que é um tablet ou “slate PC”, aparelho que mistura notebook e celular. Para nosso desespero e necessidade, o mundo da informática não para. E não basta mais ser um mero computador com suas usuais funções: ele tem que poder fazer quase tudo. A Apple é responsável pelo tablet, mas as outras empresas correm para não ficar atrás no mercadão.

Idea_Pad_U1Idea Pad U1

A Lenovo manda ver no seu Ideapad U1 Hybrid, uma mistura de netbook e tablet, um computador que é a soma de dois aparelhos, para que o usuário escolha qual quer usar conforme a necessidade.  Quando está na sua posição original, de garra, como diz a Lenovo, o U1 tem uma tela de LED de 11,6 polegadas, 16 Gbytes de disco de estado sólido e roda o Windows 7. Quando a tela sensível ao toque é removida, transforma-se em um tablet e roda o Skylight, uma versão do Linux personalizada pela Lenovo. O U1 Hybrid compartilha bateria, conexão 3G, informações e documentos. A empresa afirma que o usuário pode navegar pelo laptop e, quando muda para o tablet, pode prosseguir a partir do ponto em que parou.

A Samsung apresentou o protótipo de um laptop com tela transparente feita em Oled. O aparelho tem tela de 14 polegadas com 40% de transparência, ante os 25% dos computadores tradicionais. Isso faz com que a imagem vista no dispositivo seja rápida o
suficiente para eliminar interferências óticas entre imagens em 3D.

Tablet da Apple

Tablet da Apple

A Intel apresentou o novo modelo do notebook educacional Classmate PC, que ganhou tela giratória sensível ao toque com capacidade de ser transformada em um tablet.

A Microsoft apresentou um protótipo da HP. O dispositivo conta com tela sensível ao toque e é multimídia, permitindo ver vídeos, navegar pela internet e ler livros. Os aparelhos são mais poderosos do que um celular e quase tão potentes quanto um computador.

E as câmeras fotográficas digitais, que deslancham com melhor e maior definição?

Na Feira, os produtos possuem algo como 14 Mpixels para foto e 1.080p para vídeo e apresentam funções como reconhecimento de rostos.

Um dos destaques foi o anúncio da Polaroid, que venderá filmes (Sim! Filmes!) a partir da primavera norte-americana. O pacote de filme com dez poses custará US$ 27,99.

Polaroid

Polaroid

A Kodak mostrou a câmera Slice Touchscreen, que armazena até 5.000 fotos em sua memória. O aparelho facilita o compartilhamento das imagens em redes sociais e tem função de reconhecimento de rostos. Outro item da marca é a câmera de vídeo Playsport, resistente a água em até três metros de profundidade, segundo informações da empresa.

A Samsung mostrou vários modelos, entre eles o NX10, com 14,6 Mpixels de resolução e capaz de fazer filmes em alta definição. A câmera conta com uma tela de três polegadas feita em Amoled -de acordo com a Samsung, isso permite ao fotógrafo ver melhor as imagens que captura, mesmo quando a luz do sol é estiver forte.

A Sony apresentou um novo modelo da linha Cyber-shot, o DSC-HX5V, que conta com megazoom ótico de dez vezes, GPS e sensor que ajuda na hora de fazer fotos com pouca luz. É capaz ainda de capturar vídeos em Full HD. Custará US$ 350.

A Panasonic anunciou câmeras e, também, um cartão do tipo SDXC com capacidade de armazenamento de 64 Gbytes -e haja espaço em seu computador para tantas imagens.

A Sanyo mostrou a Xacti VPC-CS1, filmadora portátil com apenas 2,7 centímetros de espessura. O modelo grava vídeos em alta definição e também captura fotos com 8 Mpixels de resolução.

Outro destaque foi o Eye-Fi Pro, cartão com 8 Gbytes de memória e dotado de Wi-Fi.

Na onda do 3D, a DXG anunciou que produzirá câmeras de vídeo capazes de fazer imagens desse tipo.

Dalva e Herivelto
9 jan, 2010 por Carlos Lopes
dalva_trio

Trio de Ouro

Em janeiro, a Globo exibiu uma minissérie irretocável em 5 episódios: “Dalva e Herivelto: Uma Canção de Amor”. Feita com requintes cinematográficos, e até mesmo melhor do que vários filmes nacionais produzidos para a telona, a série encantou pelo talento da direção, do texto e dos atores, destacando a melhor atuação da carreira de Adriana Esteves como a sofrida cantora Dalva de Oliveira.

Desce criança acompanho as adaptações dos clássicos de nossa literatura feitas pela Globo, que tantas vezes mudou de diretores e atores, mas que continua sendo a única emissora brasileira capaz de transformar televisão em arte. Inclusive espero que a emissora exiba mais adaptações à noite, dando o devido espaço a produtos verdadeiramente artísticos. O horário impróprio, a famosa hora de dormir para quem desperta as 6 da manhã, não favorece que a maioria dos trabalhadores possa assistir produções desse porte, mas se o mercado não permite que grandes obras sejam exibidas mais cedo, que seja lançado urgentemente o DVD da série em magazines populares para que todos possam vê-la.

O Passado Ronda

O Passado Ronda

A história do amor e da famosa separação do casal Dalva de Oliveira e do seu “criador” , o compositor Herivelto Martins foi contada em livro por um dos filhos dessa união, o cantor Pery Ribeiro. O relato é emocionante e foi devidamente adaptado para que não se perdesse a intenção da obra: falar sobre o falho amor humano e relembrar ou lembrar ao público atual que não existe só música pop e que artistas nascem, crescem e morrem como se não existissem, como se não tivessem importância quando saem de moda ou envelhecem. Uma das cenas mais tocantes da história mostra Dalva, já idosa, ainda procurando um amor (apesar de saber que o mulherengo Herivelto foi o único) cantando em churrascarias e circos para sobreviver.

Lembro de assistir com minha mãe à Dalva, com cabelos embranquecidos, cantando na TV Tupi com o filho Pery, ainda com imagem em preto e branco e TV com válvulas G & E. Às vezes minha mãe tentava contar algo sobre a tortuosa relação da cantora com Herivelto. Mas eu era uma criança que nem havia dado um beijo na boca, eu não poderia entender o que é sofrer por amor. Ainda era cedo para mim. Mais tarde viveria a mesma situação e então saberia como é amar sem ser amado, ser amigo de uma pessoa que não é sua amiga. A gente cai, mas aprende ou pelo menos acha que aprende. Certa vez ela me disse que ia à Rádio Nacional, no prédio na Praça Mauá no Rio, para ver as favoritas Marlene e Emilinha. Eram tempos antes da Bossa Nova e do Rock and Roll, tempos de um Brasil menos internacionalizado e mais ingênuo em um mundo mais ingênuo. Cresci ouvindo os sambas e boleros dos LPs dos meus pais, que incluíam Miltinho, Nelson Gonçalves, Clementina de Jesus e Elizeth Cardoso. Por mais que eu não gostasse ou não entendesse esse estilo musical na época, a ficha acabou caindo mais tarde, há alguns anos. Hoje ouço o que meus pais escutavam com imenso prazer. Respeito a nossa música e na minha casa, samba e rock convivem muito bem tropicalísiticamente.

Se há uma única falha foi a divulgação que comparou o casal brasileiro a Sid (dos Sex Pistols) e Nancy. Uma comparação desonrosa e submissa, que propõe indiretamente que para se conhecer o Brasil é necessário antes compará-lo com o que vem do exterior. Ora, me poupe, me economize.

dalva

Fábio Assunção e Adriana Esteves

“A gente falou e pensou muito sobre o amor com esse trabalho. Dalva falava que o que ela tinha de mais importante, de tudo que ela viveu, foi por causa do amor, ou pela falta dele. O amor ficou muito forte em mim durante esse período. E um amor que estava diretamente direcionado a mim, estava na minha cara todos os dias, era meu amor por ele [Fábio]. E o amor que ele transmitia por mim. Ele me emocionava a cada dia com a presença, companheirismo, entrega. Aquilo foi uma das formas de amor que ficou mais clara na minha vida. Esse trabalho solidifica nossa vida e trajetória. É um caminho não só pessoal, mas profissional também. Temos o mesmo tempo de profissão, e, eventualmente, trabalhamos juntos. Foi um presente esse romance desse casal para selar nossa parceria pessoal e profissional” Adriana Esteves em depoimento à Famosidades.

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