Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade”.

Pé Grande
A frase emblemática esconde um fato bem curioso, mas não conspiratório: o primeiro passo na Lua foi dado com o pé ESQUERDO no histórico domingo, 20 de julho de 1969. 40 anos da primeira pegada do “homem” na Lua em 2009, ou para ser mais exato, 40 anos da presença de um humano (ou dois: os astronautas Neil Armstrong e Edwin ‘Buzz’ Aldrin) em solo lunar.
O que isso representa para a maioria das pessoas, que não acreditam que a alunissagem (palavra em voga à época) ocorreu? Apesar de muitos acreditarem que toda essa história não passa de uma bem montada farsa, teimo em discordar baseado na maior das evidências: a Mãe Rússia. A grande prova de que realmente houve o pouso na Lua vem do silêncio do arquirrival soviético. Era época de guerra fria, na verdade uma quase guerra nuclear com Cuba como bode expiatório. Se fosse uma farsa, vocês não acham que a USSR não colocaria a boca no trombone com provas fotográficas e tudo o mais? E as rochas recolhidas do solo lunar, que foram estudadas por todos os cientistas do mundo? O nome “águia” para o módulo de alunisagem não foi escolhido à toa: era para espezinhar, ainda mais, os comunistas. A águia soberana representava o domínio da tecnologia norte-americana,humilhada há vários anos pelos sucessos (iniciais) dos soviéticos com cachorras Laikas, chimpanzés, Gagarins, Luna 9 e satélites Sputiks.

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas!
O comandante Neil Armstrong, um civil, era um engenheiro aeronáutico e piloto de testes que ajudou a desenvolver o avião X-15 da NASA, até hoje o avião que voou mais rápido e mais alto no mundo. Era um veterano da Gemini 8, missão do primeiro acoplamento entre naves, onde teve que fazer um pouso de emergência devido a defeitos com os controles. Segundo Deke Slayton, o chefe dos astronautas, sairia primeiro do Módulo Lunar “Eagle” basicamente porque a porta estava no lado dele. O seguiria imediatamente o piloto do módulo lunar, o coronel da Força Aérea Buzz Aldrin, piloto de testes e engenheiro com um Ph.D. em Astronáutica pelo M.I.T., onde desenvolveu o método matemático que seria usado nos computadores para garantir o acoplamento orbital. Era o astronauta com mais experiência em atividades extra-veiculares: 5 horas durante a missão Gemini 12. O piloto do Módulo de Comando e Serviço Michael Collins, engenheiro aeronáutico e piloto de testes da Força Aérea também era um veterano das Gemini. E a tripulação da missão Apollo 11 já estava escolhida antes de se saber que esta seria a missão da alunissagem. A pulsação de Neil Armstrong atingiu no momento decisivo do pouso 156 batidas por segundo. E olha que o astronauta estava parado em uma gravidade seis vezes menor do que a terrestre. A primeira pegada fotografada (foras as que não foram registradas) vai ficar como prova durante um bom tempo, talvez 100 mil anos (!) devido à falta de atmosfera. O local do pouso, o Mar da Tranquilidade foi escolhido por causa das temperaturas mais amenas, que em outros locais chega a números assombrosos.
De fato, é muita pobreza de espírito não aceitar e comemorar o fato do ser humano ter se superado para empreender tal viagem. E daí se foram os Estados Unidos? Se não fossem eles, seriam os soviéticos, e se não fossem os dois até hoje todo mundo estaria fazendo “Sieg Heil!”. E curiosamente, um ex-nazista participou do sucesso lunar: Wernher von Braun, o engenheiro alemão, criador dos foguetes “V” que arrassaram Londres na Segunda Guerra foi cooptado a participar do projeto espacial americano através da operação Paperclip, que anexou criminosos de guerra à folha de pagamentos do governo americano. Se não fosse o “chucrute” nada de pouso na lua. Mas ambos, tanto o criminoso de guerra como os americanos tinham algo em comum: odiavam comunistas.

Qualé? Vai encarar mermão?
Uma pergunta freqüente é “como poderia o homem pousar na Lua em 1969 com aquela tecnologia de brinquedo”? E é esse fato, que torna a história mais incrível ainda. Um ano antes, em maio de 1968 o mundo estudantil ardia em chamas libertárias, os assassinatos de Robert Kennedy e Martin Luther King assombraram o mundo e o AI-5 no Brasil assombrou o Brasil. Woodstock, Guerra do Vietnã… Simplesmente não era o mesmo mundo de hoje e o pouso em nosso único satélite tornam o fato e o momento ainda mais incríveis. Fazer três homens viajarem em um foguete, em uma quase missão suicida (o discurso que seria lido por Richard Nixon, lamentando a morte dos astronautas já havia sido escrito) tanto devido ao combustível, altamente inflamável, como ao fato dos computadores de bordo serem mais obsoletos do que o seu relógio de pulso, transforma a história em um épico de superação. A Apollo 11, cujo número cabalístico tanto representa para a história americana (as torres do 11 de setembro de 2001) fez história, que não deve, nem em sonho, ser menosprezada.
As provas do pouso em 2009
A NASA divulgou as primeiras imagens dos locais de pouso das missões Apollo, feitas pela sonda LRO, cujo objetivo é mapear a superfície da Lua em busca de outros locais de pouso, para novas missões tripuladas, além da detecção de sinais da existência de gelo. Essa é a primeira vez que os equipamentos deixados na Lua pelos astronautas são fotografados, desde que foram deixados lá, há quase 40 anos. A LRO ainda não atingiu sua órbita definitiva, o que significa que ela será capaz de capturar novas imagens dos mesmos locais com resolução de duas a três vezes superior. A sonda passará diversas vezes pelo mesmos locais.

Olha lá, tá vendo algo?

Agora sim.. :-)
Filmes restaurados da Apollo 11
A NASA também liberou uma restauração do vídeo histórico da Apollo 11, que mostra os primeiros passos do homem na Lua. Várias fitas originais das gravações da chegada do homem à Lua foram regravadas com outros conteúdos mas, depois de um trabalho de “garimpagem” em vários estúdios e canais de TV, a NASA encontrou cópias em boa qualidade que haviam sido transmitidas diretamente para as emissoras e que foram mantidas em arquivo. A restauração tem qualidade bastante superior às vistas até hoje. Segundo a agência espacial, a restauração ainda está em andamento e novas cópias de melhor qualidade serão liberadas à medida que estiverem disponíveis.
Os filmes restaurados podem ser vistos no endereço: www.nasa.gov/multimedia/hd/apollo11.html.