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Ler sobre a guerra é uma coisa, ver seus resultados é outra bem diferente…
6 mar, 2009 por Carlos Lopes

A guerra, os conflitos, as desavenças parecem ser inevitáveis como parece claro que o ser humano ainda acredita, que mesmo após criar centenas de filosofias e religiões, ainda seja diferente dos animais. Se a sua preocupação caro leitor é, simplesmente resolver as suas necessidades básicas como comer, se divertir e transar, o que se pode esperar de Chefes de Estado que humanos como são, e humanos como um simples ser humano é, convocam seus irmãos para lutar por causa de uma mulher (Tróia) ou porque alegam que foram vilipendiados em seu natural direito de crescer (Alemanha e Paraguai por exemplo) e se expandir?

Após tantos séculos de história ainda somos incapazes de compreender a necessidade da paz. Será a paz “uma eterna vigilância”? Podemos argumentar racionalmente sobre assuntos espinhosos para não cair na porrada? O que você faria se o teu vizinho te agredisse? Daria-lhe a outra face? O que você faria se o seu santo salário de cada mês não fosse pago? Você brigaria ou se calaria para falar mal do patrão pelas costas, morrendo de medo de perder o emprego?  A monstruosa guerra geralmente começa de um fato bem pequeno, muitas vezes tão mesquinho, que em nossa mesquinhez diária comumente alcança proporções de gigantesca avalanche. E a solução é simples: diálogo.

Se você não consegue resolver uma situação pessoal difícil, como tantas que enfrentamos das pequenas às grandes, você também não estará apto para ter uma posição clara sobre o que é a Guerra. Muitos acreditam que esse mundo está irremediavelmente caminhando para um próximo conflito mundial ou para uma gigantesca globalização harmoniosa. No final das contas, os extremos se equivalem: vivemos iludidos e viver na ilusão – para não sofrer – é cantado em verso e prosa e tido como boa coisa.

E onde está a verdade? Onde se esconde a verdadeira necessidade da não beligerância? Ela está no seu coração, certamente. É um local tão próximo como distante e a resposta é o amor, um sentimento tão simples, mas tão difícil de aceitar. E o que fazer? A resposta é mais simples ainda. Não reaja com intolerãncia, respeite as diferenças, se coloque no lugar do outro.

E pensando nos horrores da guerra, do quê a causa e das suas consequências, posto esse compêndio de fotos e antigos filmes da Primeira Guerra Mundial sobre soldados deformados e em estado de choque.  As cenas são fortes como forte e asquerosa é a guerra.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=YdUEBzeA_qs]


3 Respostas  
  • Ivan Magoo escreveu:
    maio 20th, 2009 at 03:12

    Grande texto, grande Carlos. Seria tão bom que estas palavras e estes pensamentos pudessem ser assimilados pela humanidade. Um grande abraço de um antigo fã, dos tempos de Dorsal, agora descobrindo o Mustang e O Martelo. Longa vida meu caro. Vc é um ser humano exemplar.

  • Ivan Magoo escreveu:
    maio 20th, 2009 at 03:15

    Longa e próspera, como dizia o famoso personagem. rs
    Continue nos brindando com seus textos e abordagens inteligentes e informativas.
    Abraços.

  • omarteloblog escreveu:
    maio 21st, 2009 at 17:10

    Obrigado Ivan pelo carinho e leitura. Abraços mil.


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