Revista O Martelo
 
 
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Tamara de Lempicka, nasceu Maria Górska, (Varsóvia, 16 de maio de 1898 — Cuernavaca, 18 de março de 1980) foi uma incrível pintora art déco polonesa. Nascida em berço esplêndido, com o pai era advogado e a mãe socialite, a menina acabou artista. Tamara estudou em um colégio interno em Lausana na Suíça e em 1916 casou-se como o advogado Tadeusz Łempicki em São Petersburgo na Rússia.


Durante a Revolução Russa em 1917 seu marido foi preso pelos bolcheviques, mas libertado algum tempo depois, através da intervenção de sua esposa.
Após o episódio traumatizante, o casal transferiu-se para Paris, país no qual Maria adotou o nome "Tamara de Lempicka" e estudou sob a tutoria de Maurice Denis e André Lhote.
Tamara foi também figurinha fácil entre a boemia parisiense, ao lado de conhecidos de todos como Pablo Picasso e Jean Cocteau. Famosa por sua beleza física, e por ser bissexual teve casos com os dois sexos. Na década de 1920, esteve associada intimamente com mulheres lésbicas e bissexuais em círculos de artistas e escritores, como Violet Trefusis, Vita Sackville-West e Colette.
Por volta de 1923, começou a expor seu trabalho. Tamara desenvolveu um estilo único e ousado (definido por alguns como "cubismo suave"), que resumia os ideias do modernismo de vanguarda da art déco. Sua primeira grande exposição teve lugar em Milão em 1925, após ter pintado 28 novas obras em seis meses. Rapidamente tornou-se uma das mais importantes artistas de sua geração, retratando membros da nobreza européia e socialites, como a mãe.

Seu marido a abandonou em 1927 e o divórcio efetivou-se no ano seguinte.
Obcecada por seu trabalho e pela vida social, Tamara não negligenciou apenas seu marido, como também Kizette, a própria filha, que raramente via. Kizette foi retratada várias vezes pela artista como em: Kizette em Rosa de 1926; Kizette na Sacada de 1927; Kizette Dormindo de 1934; Retrato da Baronesa Kizette de 1954-1955 etc. Em outros quadros, as mulheres retratadas, curiosamente, possuem as formas e o rosto semelhante à filha.

Que forma estranha de amar uma filha...

Mas que obras maravilhosas!


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